Digamos que estes dias têm sido autênticos desafios. Levo 2 dias sem arrumar a casa (para mim é uma loucura!) pois o livro “Carolina se enamora”, ou “Amore 14” como titulo original de Frederico Moccia, era tão bom mas tão bom que já o li. Dois dias de pura leitura sem sair do sofá. Bom demais. Adoro Moccia…

São amores tão inocentes e tão puros que me revejo em todas as historias. Dos meus 14 anos, dos meus 15, altura essa onde tudo era tão bonito e tão horrífico quando terminava. Hoje em dia começamos uma relação pensando “a ver no que dá” e quando acaba pensamos que foi “mais um relacionamento falhado”...
Gostava de um dia poder voltar a sentir aquele “bichinho” do Amor puro e inocente mas sei que já não será possível. Poderei agora gostar muito de uma pessoa. Poderei ate dizer que a amo. Mas será mesmo assim? Gostamos e já esta? A minha mãe sempre me ensinou que gostar só não chega…lembro me destas palavras perfeitamente. Quando nos deitávamos na cama as duas a falar sobre tudo e mais alguma coisa. E numa dessas tardes falarmos sobre o Amor. E ela disse me que amar só não chega. Há muito mais que fazer numa relação. E disse a palavra que eu ate agora não gostava…cedências. Há que fazer cedências, dizia ela. E hoje em dia vejo que tem razão. Se não nos ambientamos à outra pessoa, as coisas não funcionam. Porque quando tens 14 anos o Amor é perfeito, a pessoa é perfeita e amas ate os mais terríveis defeitos dela. E por isso deixaste levar. Quando já tens idade para ter juízo, pensas em todo o resto… se te dará tudo aquilo que necessitas, se te fará feliz e não te faltará com nada, se sempre te apoiará, que não será como os outros (porque lamentavelmente todos nos fazemos essa pergunta, e mais ainda, depois de várias desilusões). E ai decides se vais em frente com a relação ou não. E é um risco. Um risco que com 14 anos adoras comete-lo e ate o podes repetir no verão seguinte, com 15 anos. Mas quando passas os 20…as coisas mudam. Já não se vê tudo cor-de-rosa. Já existem as desilusões e as ilusões também. Pois começamos a idealizar o que queremos e o que não queremos num companheiro. Homem ou mulher, somos assim.
E eu não sou excepção.

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