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Fragmentos - Parte V

Depois ponho me a pensar no actual namorado que tenho. Está me a tentar ajudar a encontrar-me. Deixa me ser eu mesma e diz que quando consigo ser eu a 100% é quando mais gosta de mim. Eu também gosto mais de mim quando sou eu mesma, mas já faz tantos anos que me vou “transformando” que me esqueço da minha essência. Estou aos poucos a tentar ser eu mesma com ele. Porque se ele me aceita como sou, não tenho problemas em demonstrar-lhe aquilo que posso fazer ou ser ou dizer. Quando lhe tento fazer uma festinha na cara, parece que o meu corpo de alguma maneira me impede de o fazer. Porque durante muito tempo não aceitaram o meu carinho. Ou quando eu dava carinho achavam que queria sexo. E eu não sou assim. Eu acredito que se pode dar mimos e carinhos sem ter de chegar ao sexo. E o meu namorado também acha. O que é fantástico.


Estou a habituar me à sua maneira de ser. É um rapaz especial e diferente de quase todos os namorados que tive. (ainda não descobri se isso é bom ou mau)
É super carinhoso, é atencioso comigo e mima me até mais não… e eu adoro isso. Sinto me amada por ele e, por isso, esforço-me por dar lhe a entender que também gosto dele e também o quero mimar. (mesmo quando o meu corpo me tenta impedir)
Sinto que com ele poderei ter uma bonita história de amor. Curta ou comprida não me importa, mas sei que pode vir a ser bonito. Mas ambos estamos a medo. Ambos temos esse “pé atrás” que não nos permite dar tudo. Eu noto isso da parte dele e ele nota o mesmo da minha parte. Enquanto não tivermos o nosso equilíbrio emocional nunca saberemos como será o nosso futuro. Mas a verdade é que quando estamos juntos, o mundo brilha à nossa volta e quase se ouvem os passarinhos a voar em cima das nossas cabeças. Estamos muito apaixonados mas não sabemos controlar as nossas emoções. E falo pelos dois, pois ambos estamos assim. Apaixonados e descontrolados.


(momento sonhador) Quero que chegue o dia que possamos estar os dois bem um com o outro. Que eu possa sentir me segura com ele e ele comigo. Que possamos dar tudo um ao outro e termos um relacionamento normal. Gosto do facto que cada um tem a sua casa. Durante um tempo quero e espero que seja assim. Porque apesar de amar estar com ele, preciso do meu espaço. Quero namorar com ele. Quero poder sair com ele, passear, levá-lo a uma esplanada e ficar horas a conversar com ele. Quero jantar fora com el (já fomos!!) e apreciar o menu com ele, sem falar em problemas, apenas a conversar como dois adolescentes apaixonados. Quero que me leve a ver as estrelas. Quero poder adormece-lo. Dar lhe mimo ate ele adormecer. E poder faze-lo sem medo. Sem pensar em nada. Limitar-me a olhar para ele e vê-lo a entrar no mundo dos sonhos. Quero poder oferecer-lhe prendas mínimas e significantes (há que tempos que lhe quero dar uma coisa e ainda não tive nem tempo nem dinheiro de sobra para o fazer…) Anseio o dia onde o dinheiro (ou melhor, a falta do dinheiro) não seja tema principal de conversa. Se tudo correr bem em Agosto já fico com mais dinheiro e poderei poupar. Mas até lá, quero viver cada minuto com ele. Cada segundo. Quero ter saudades. E há dias que não sinto. Há dias que preferia ficar sozinha em casa, no meu mundo e não estar com ele. Mas depois sei que os horários não são compatíveis e então penso que as saudades podem esperar. Já irei de férias uma semana, sem ele. E aí já verei se terei saudades ou não. Será uma boa prova. Uma semana sem o namorado, em Portugal e ver se aguento bem sem ele ou não. Estou segura que vou adorar essa semana porque vou estar com os meus pais, mas também sei que vou sentir a falta dele. Do seu olhar, do seu sorriso, dos seus mimos. Das palavras mágicas “meu amooooooorr” que só ele sabe dizer… isso tudo vou sentir falta quando estiver em Portugal. Mas sei que vou aguentar! E ele também (ou isso espero).



Espero também que, um dia em breve, ele possa confiar em mim a 100%. Sei que não confia, noto bem isso. Ate eu me pergunto se confio mesmo nele a 100% como já lhe disse?!... não sei. Sinceramente não sei se confio. Porque se ele não confia em mim, dá me razoes para não confiar nele também. Ou confio e estou perdidamente apaixonada que já nem sei o que digo?! Este meu equilíbrio (ou a falta dele) aparece quando penso em “nós”. Quando me pergunto se isto vai mesmo dar certo ou não. Porque temos tudo para ser bonito mas… será mesmo tudo bonito? Ou ele vai se passar de cada vez que eu falar com um amigo, ou abraçar um amigo (porque eu sou assim) ou sair de festa sem ele, poderei sair de festa sem ele, sem pensar que ele poderá estar com os nervos sem saber o que eu estou a fazer? Será assim de obsessivo? Ou sou eu quem está a ficar obsessiva com este tema da falta de confiança/possessão?
Ainda há muito para descobrir. Ainda há muito para aprender.


E a nossa história só agora acaba de começar!...    

 

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