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Fragmentos - Parte IV

Em relação ao meu psicológico-amoroso, sou…como hei-de definir? Sou péssima! Mesmo! Nunca soube escolher bem os namorados. (realidade nua e crua) já tive mais de 50 namorados e nenhum me satisfez a 100%. Tive uma grande paixão, um grande amor e, a partir dessa desilusão nunca mais consegui entregar me a 100%. Conservei esse Amor durante muito tempo. Demasiado tempo. E agora, crio entraves a mim mesma. 

Creio já saber o que quero num homem, pois este Amor do passado que tanto amei já não corresponde àquilo que quero no presente. Preciso de um homem meigo e carinhoso, que me adormeça com festinhas, que me leve ao colo em passeio, que me mime com palavras e presentes (não coisas caras, mas miminhos pequenos, como uma simples flor de uma árvore). 
Aliás…já sei o que NÃO quero num homem. Muito mais do que sei o que quero. Não quero que seja obsessivo comigo, quero e exijo que me dê liberdade para sair, passear e ter momentos sozinha, não quero que seja bruto (também não quero uma florzinha que mais parece um maricão que é o que está na moda hoje em dia…demasiada delicadeza também não!), não quero que me fale alto quando discutimos, não quero nunca que me vire as costas quando estamos a falar e muito menos que aceite irmos para a cama zangados! Não quero que fique em casa, sem querer sair. São coisas que não quero num homem, são coisas que não aceito não tolero e não suporto…nada! Não quero que me minta, nem quero que desconfie de mim. (já reparei que quanto mais desconfiam de mim, mais eu me zango e acabo por fazer asneiras)
Não quero mais ter medo de sair só porque o namorado ou marido se possa zangar. Não quero mais deixar de estar com um amigo só porque o namorado ou marido tem ciúmes. Não quero mais suportar a ideia de estar com um homem só porque fica bem, porque tem de ser, porque é assim que a sociedade quer que seja.   





Sempre fui o tipo de menina de quanta mais liberdade me dão, menos asneiras faço. Disso estou segura, pois tive um relacionamento tão aberto e tão liberal que nenhum dos dois saiu mal da relação. Eu saía para as festas, ele também ia, saiamos juntos, conhecíamos imensa gente nova nas festas, confiávamos um no outro a 100%. Lembro me de ter sido o típico namoro de verão, que durou 1 ano e meio! E se eu consegui ser feliz nesses momentos, porque não posso ser feliz outra vez, dessa maneira?


Tenho saudades de passear na praia, de passar horas na toalha a conversar com as amigas e amigos sobre tudo e mais alguma coisa, de ter o namorado a chegar da agua, todo molhado e deitar-se em cima de mim e eu aos gritos com ele, mas mais feliz que uma perdiz…
Quero voltar a sentir isto! Quero que chegue o calor aqui em Andorra e eu possa fazer piscina ou mesmo ir à praia num Domingo. Quero poder ter as minhas férias (que há anos que não tenho) sozinha! Completamente sozinha! Passar 15 dias em família, apenas com os meus pais e deixar o namorado um pouco de lado. Porque preciso do meu espaço!
Estou a adorar viver sozinha. Ter a minha casa! Adoro poder vir trabalhar e (ainda que seja raro), poder vir trabalhar deixando os pratos na mesa porque não me apeteceu lavá-los porque me perdi a ler mais um livro de Moccia!... isto eu chamo LIBERDADE! E é isto que eu preciso! Não é sair, embebedar-me ou estar com homens… é estar comigo mesma e aproveitar todos os momentos comigo mesma. Porque nunca tive isso! Ou melhor dizendo, há anos que não tinha isto. Recordo-me em Braga, quando vivi sozinha a primeira vez…como não estava habituada sempre tinha alguém a dormir comigo. (pouparei pormenores desta fase da minha vida)  Infelizmente nessa altura não soube aproveitar para me conhecer melhor e aprender a lidar comigo. Mas lembro me de sair feliz de casa, após ver a novela e vestir me toda poderosa para ir (de táxi) a 1h (ou 2h) da manha para a discoteca!...sozinha! Sempre havia pessoal conhecido mas eu adorava ir sozinha! Na minha onda, sem problemas, nunca fui de beber muito então chegava sóbria e ria-me dos conhecidos bêbados dessa tal discoteca. Bons tempos… mas agora já não sou assim. Agora já não quero sair! Aliás, quero sair, mas não dessa maneira. Tenho saudades de uma boa noite de festa como tinha em Portugal. Aqui em Andorra as festas não são boas, o ambiente é pior ainda e não nos divertimos tanto como antes. Espero nas férias apanhar algum festival ou alguma festa pois preciso disso! Anseio por um pouco de loucura na minha vida! Só um pouquinho! Mas preciso mesmo!..


E estou a divagar em pensamentos, mas confesso que há muito que não me lembrava de mim mesma! Daquilo que eu era. Que apesar de ter tido épocas (enfim…) estranhas, sempre fui dona de mim mesma! Com os medos e problemas (é normal) mas era EU!
Noto agora que cada namorado novo que arranjo, transformo-me. Deixo de ser eu mesma de novo para “agradar” ao outro. E ao longo do tempo, a minha essência perdeu-se. Lamento me por isto, lamento me mais ainda só ter dado conta agora. E não quero mais ser assim. Não quero mais continuar assim. Quero ser eu mesma. No meu total esplendor.

Nunca fui de ter muitos amigos. E ainda não descobri o porquê disso. Uns dizem me que sou demasiadamente mente aberta e por isso, muitas pessoas não me entendem ou não me aceitam. Outros afastam-se de mim porque não entendem a minha instabilidade. Neste factor até os compreendo. Nem eu ia querer uma amiga como eu, quando estou com os azeites.
Por isso agora estou sozinha. Cometi uns quantos erros após a separação com o marido e todos os “amigos” que eu tinha desapareceram. Talvez seja porque não eram amigos de verdade. Eu costumo pensar assim, mas agora já me pergunto se o problema não serei eu. De momento não me apetece conhecer gente nova. Vou me dando com algumas pessoas e isso basta-me. Agora se preciso de alguém para sair não tenho e se quero conversar com alguém, tenho os amigos de Portugal no Facebook. Amigos esses que permanecem. Poucos mas bons. Aqui em Andorra sempre me disseram que não há amigos. Há apenas pessoas temporárias que aparecem na tua vida para te ajudar e depois desaparecem. Já reparei que isso é verdade. Muitas pessoas me ajudaram mas não ficaram. Ou porque errei eu, ou porque erraram elas, mas as amizades aqui não se conservam muito tempo. Outra coisa que lamento.

E tentando me conhecer, pelo menos vou me lembrando do que sou ou do que já fui e gostaria de voltar a ser. Não estou muito diferente mas tenho outras ideias e outros ideais de vida. Quero voltar a estar como estava. Esse sorriso, essa harmonia e “o mundo é meu!” 

Será difícil chegar a esse “nirvana” mas não há nada como tentar. Quero a minha liberdade, quero o meu bem estar, quero ter objectivos concretos e lutar por eles. Leva o seu tempo, eu sei. Mas eu hei-de chegar lá.    




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