Pesquisar neste blogue

Coisas minhas

Quem havia de dizer que ia participar numa brincadeira de um blog, responder bem à pergunta e ganhar um jogo??? 
Tudo só porque me cai bem o rapazinho!... :)

Aqui!

Fragmentos - parte VI

Descobri que escrever sobre mim me tem ajudado muito. Descobri também que quanto mais falo sobre mim mais deixo de ser eu mesma. (hein?) Estou tão eufórica com a ideia de descobrir o meu “eu” que acabo por sufocá-lo.
Digamos que estes dias têm sido autênticos desafios. Levo 2 dias sem arrumar a casa (para mim é uma loucura!) pois o livro “Carolina se enamora”, ou “Amore 14” como titulo original de Frederico Moccia, era tão bom mas tão bom que já o li. Dois dias de pura leitura sem sair do sofá. Bom demais. Adoro Moccia… 



São amores tão inocentes e tão puros que me revejo em todas as historias. Dos meus 14 anos, dos meus 15, altura essa onde tudo era tão bonito e tão horrífico  quando terminava. Hoje em dia começamos uma relação pensando “a ver no que dá” e quando acaba pensamos que foi “mais um relacionamento falhado”...


Gostava de um dia poder voltar a sentir aquele “bichinho” do Amor puro e inocente mas sei que já não será possível. Poderei agora gostar muito de uma pessoa. Poderei ate dizer que a amo. Mas será mesmo assim? Gostamos e já esta? A minha mãe sempre me ensinou que gostar só não chega…lembro me destas palavras perfeitamente. Quando nos deitávamos na cama as duas a falar sobre tudo e mais alguma coisa. E numa dessas tardes falarmos sobre o Amor. E ela disse me que amar só não chega. Há muito mais que fazer numa relação. E disse a palavra que eu ate agora não gostava…cedências. Há que fazer cedências, dizia ela. E hoje em dia vejo que tem razão. Se não nos ambientamos à outra pessoa, as coisas não funcionam. Porque quando tens 14 anos o Amor é perfeito, a pessoa é perfeita e amas ate os mais terríveis defeitos dela. E por isso deixaste levar. Quando já tens idade para ter juízo, pensas em todo o resto… se te dará tudo aquilo que necessitas, se te fará feliz e não te faltará com nada, se sempre te apoiará, que não será como os outros (porque lamentavelmente todos nos fazemos essa pergunta, e mais ainda, depois de várias desilusões). E ai decides se vais em frente com a relação ou não. E é um risco. Um risco que com 14 anos adoras comete-lo e ate o podes repetir no verão seguinte, com 15 anos. Mas quando passas os 20…as coisas mudam. Já não se vê tudo cor-de-rosa. Já existem as desilusões e as ilusões também. Pois começamos a idealizar o que queremos e o que não queremos num companheiro. Homem ou mulher, somos assim.
E eu não sou excepção. 


Fragmentos - Parte V

Depois ponho me a pensar no actual namorado que tenho. Está me a tentar ajudar a encontrar-me. Deixa me ser eu mesma e diz que quando consigo ser eu a 100% é quando mais gosta de mim. Eu também gosto mais de mim quando sou eu mesma, mas já faz tantos anos que me vou “transformando” que me esqueço da minha essência. Estou aos poucos a tentar ser eu mesma com ele. Porque se ele me aceita como sou, não tenho problemas em demonstrar-lhe aquilo que posso fazer ou ser ou dizer. Quando lhe tento fazer uma festinha na cara, parece que o meu corpo de alguma maneira me impede de o fazer. Porque durante muito tempo não aceitaram o meu carinho. Ou quando eu dava carinho achavam que queria sexo. E eu não sou assim. Eu acredito que se pode dar mimos e carinhos sem ter de chegar ao sexo. E o meu namorado também acha. O que é fantástico.


Estou a habituar me à sua maneira de ser. É um rapaz especial e diferente de quase todos os namorados que tive. (ainda não descobri se isso é bom ou mau)
É super carinhoso, é atencioso comigo e mima me até mais não… e eu adoro isso. Sinto me amada por ele e, por isso, esforço-me por dar lhe a entender que também gosto dele e também o quero mimar. (mesmo quando o meu corpo me tenta impedir)
Sinto que com ele poderei ter uma bonita história de amor. Curta ou comprida não me importa, mas sei que pode vir a ser bonito. Mas ambos estamos a medo. Ambos temos esse “pé atrás” que não nos permite dar tudo. Eu noto isso da parte dele e ele nota o mesmo da minha parte. Enquanto não tivermos o nosso equilíbrio emocional nunca saberemos como será o nosso futuro. Mas a verdade é que quando estamos juntos, o mundo brilha à nossa volta e quase se ouvem os passarinhos a voar em cima das nossas cabeças. Estamos muito apaixonados mas não sabemos controlar as nossas emoções. E falo pelos dois, pois ambos estamos assim. Apaixonados e descontrolados.


(momento sonhador) Quero que chegue o dia que possamos estar os dois bem um com o outro. Que eu possa sentir me segura com ele e ele comigo. Que possamos dar tudo um ao outro e termos um relacionamento normal. Gosto do facto que cada um tem a sua casa. Durante um tempo quero e espero que seja assim. Porque apesar de amar estar com ele, preciso do meu espaço. Quero namorar com ele. Quero poder sair com ele, passear, levá-lo a uma esplanada e ficar horas a conversar com ele. Quero jantar fora com el (já fomos!!) e apreciar o menu com ele, sem falar em problemas, apenas a conversar como dois adolescentes apaixonados. Quero que me leve a ver as estrelas. Quero poder adormece-lo. Dar lhe mimo ate ele adormecer. E poder faze-lo sem medo. Sem pensar em nada. Limitar-me a olhar para ele e vê-lo a entrar no mundo dos sonhos. Quero poder oferecer-lhe prendas mínimas e significantes (há que tempos que lhe quero dar uma coisa e ainda não tive nem tempo nem dinheiro de sobra para o fazer…) Anseio o dia onde o dinheiro (ou melhor, a falta do dinheiro) não seja tema principal de conversa. Se tudo correr bem em Agosto já fico com mais dinheiro e poderei poupar. Mas até lá, quero viver cada minuto com ele. Cada segundo. Quero ter saudades. E há dias que não sinto. Há dias que preferia ficar sozinha em casa, no meu mundo e não estar com ele. Mas depois sei que os horários não são compatíveis e então penso que as saudades podem esperar. Já irei de férias uma semana, sem ele. E aí já verei se terei saudades ou não. Será uma boa prova. Uma semana sem o namorado, em Portugal e ver se aguento bem sem ele ou não. Estou segura que vou adorar essa semana porque vou estar com os meus pais, mas também sei que vou sentir a falta dele. Do seu olhar, do seu sorriso, dos seus mimos. Das palavras mágicas “meu amooooooorr” que só ele sabe dizer… isso tudo vou sentir falta quando estiver em Portugal. Mas sei que vou aguentar! E ele também (ou isso espero).



Espero também que, um dia em breve, ele possa confiar em mim a 100%. Sei que não confia, noto bem isso. Ate eu me pergunto se confio mesmo nele a 100% como já lhe disse?!... não sei. Sinceramente não sei se confio. Porque se ele não confia em mim, dá me razoes para não confiar nele também. Ou confio e estou perdidamente apaixonada que já nem sei o que digo?! Este meu equilíbrio (ou a falta dele) aparece quando penso em “nós”. Quando me pergunto se isto vai mesmo dar certo ou não. Porque temos tudo para ser bonito mas… será mesmo tudo bonito? Ou ele vai se passar de cada vez que eu falar com um amigo, ou abraçar um amigo (porque eu sou assim) ou sair de festa sem ele, poderei sair de festa sem ele, sem pensar que ele poderá estar com os nervos sem saber o que eu estou a fazer? Será assim de obsessivo? Ou sou eu quem está a ficar obsessiva com este tema da falta de confiança/possessão?
Ainda há muito para descobrir. Ainda há muito para aprender.


E a nossa história só agora acaba de começar!...    

 

Fragmentos - Parte IV

Em relação ao meu psicológico-amoroso, sou…como hei-de definir? Sou péssima! Mesmo! Nunca soube escolher bem os namorados. (realidade nua e crua) já tive mais de 50 namorados e nenhum me satisfez a 100%. Tive uma grande paixão, um grande amor e, a partir dessa desilusão nunca mais consegui entregar me a 100%. Conservei esse Amor durante muito tempo. Demasiado tempo. E agora, crio entraves a mim mesma. 

Creio já saber o que quero num homem, pois este Amor do passado que tanto amei já não corresponde àquilo que quero no presente. Preciso de um homem meigo e carinhoso, que me adormeça com festinhas, que me leve ao colo em passeio, que me mime com palavras e presentes (não coisas caras, mas miminhos pequenos, como uma simples flor de uma árvore). 
Aliás…já sei o que NÃO quero num homem. Muito mais do que sei o que quero. Não quero que seja obsessivo comigo, quero e exijo que me dê liberdade para sair, passear e ter momentos sozinha, não quero que seja bruto (também não quero uma florzinha que mais parece um maricão que é o que está na moda hoje em dia…demasiada delicadeza também não!), não quero que me fale alto quando discutimos, não quero nunca que me vire as costas quando estamos a falar e muito menos que aceite irmos para a cama zangados! Não quero que fique em casa, sem querer sair. São coisas que não quero num homem, são coisas que não aceito não tolero e não suporto…nada! Não quero que me minta, nem quero que desconfie de mim. (já reparei que quanto mais desconfiam de mim, mais eu me zango e acabo por fazer asneiras)
Não quero mais ter medo de sair só porque o namorado ou marido se possa zangar. Não quero mais deixar de estar com um amigo só porque o namorado ou marido tem ciúmes. Não quero mais suportar a ideia de estar com um homem só porque fica bem, porque tem de ser, porque é assim que a sociedade quer que seja.   





Sempre fui o tipo de menina de quanta mais liberdade me dão, menos asneiras faço. Disso estou segura, pois tive um relacionamento tão aberto e tão liberal que nenhum dos dois saiu mal da relação. Eu saía para as festas, ele também ia, saiamos juntos, conhecíamos imensa gente nova nas festas, confiávamos um no outro a 100%. Lembro me de ter sido o típico namoro de verão, que durou 1 ano e meio! E se eu consegui ser feliz nesses momentos, porque não posso ser feliz outra vez, dessa maneira?


Tenho saudades de passear na praia, de passar horas na toalha a conversar com as amigas e amigos sobre tudo e mais alguma coisa, de ter o namorado a chegar da agua, todo molhado e deitar-se em cima de mim e eu aos gritos com ele, mas mais feliz que uma perdiz…
Quero voltar a sentir isto! Quero que chegue o calor aqui em Andorra e eu possa fazer piscina ou mesmo ir à praia num Domingo. Quero poder ter as minhas férias (que há anos que não tenho) sozinha! Completamente sozinha! Passar 15 dias em família, apenas com os meus pais e deixar o namorado um pouco de lado. Porque preciso do meu espaço!
Estou a adorar viver sozinha. Ter a minha casa! Adoro poder vir trabalhar e (ainda que seja raro), poder vir trabalhar deixando os pratos na mesa porque não me apeteceu lavá-los porque me perdi a ler mais um livro de Moccia!... isto eu chamo LIBERDADE! E é isto que eu preciso! Não é sair, embebedar-me ou estar com homens… é estar comigo mesma e aproveitar todos os momentos comigo mesma. Porque nunca tive isso! Ou melhor dizendo, há anos que não tinha isto. Recordo-me em Braga, quando vivi sozinha a primeira vez…como não estava habituada sempre tinha alguém a dormir comigo. (pouparei pormenores desta fase da minha vida)  Infelizmente nessa altura não soube aproveitar para me conhecer melhor e aprender a lidar comigo. Mas lembro me de sair feliz de casa, após ver a novela e vestir me toda poderosa para ir (de táxi) a 1h (ou 2h) da manha para a discoteca!...sozinha! Sempre havia pessoal conhecido mas eu adorava ir sozinha! Na minha onda, sem problemas, nunca fui de beber muito então chegava sóbria e ria-me dos conhecidos bêbados dessa tal discoteca. Bons tempos… mas agora já não sou assim. Agora já não quero sair! Aliás, quero sair, mas não dessa maneira. Tenho saudades de uma boa noite de festa como tinha em Portugal. Aqui em Andorra as festas não são boas, o ambiente é pior ainda e não nos divertimos tanto como antes. Espero nas férias apanhar algum festival ou alguma festa pois preciso disso! Anseio por um pouco de loucura na minha vida! Só um pouquinho! Mas preciso mesmo!..


E estou a divagar em pensamentos, mas confesso que há muito que não me lembrava de mim mesma! Daquilo que eu era. Que apesar de ter tido épocas (enfim…) estranhas, sempre fui dona de mim mesma! Com os medos e problemas (é normal) mas era EU!
Noto agora que cada namorado novo que arranjo, transformo-me. Deixo de ser eu mesma de novo para “agradar” ao outro. E ao longo do tempo, a minha essência perdeu-se. Lamento me por isto, lamento me mais ainda só ter dado conta agora. E não quero mais ser assim. Não quero mais continuar assim. Quero ser eu mesma. No meu total esplendor.

Nunca fui de ter muitos amigos. E ainda não descobri o porquê disso. Uns dizem me que sou demasiadamente mente aberta e por isso, muitas pessoas não me entendem ou não me aceitam. Outros afastam-se de mim porque não entendem a minha instabilidade. Neste factor até os compreendo. Nem eu ia querer uma amiga como eu, quando estou com os azeites.
Por isso agora estou sozinha. Cometi uns quantos erros após a separação com o marido e todos os “amigos” que eu tinha desapareceram. Talvez seja porque não eram amigos de verdade. Eu costumo pensar assim, mas agora já me pergunto se o problema não serei eu. De momento não me apetece conhecer gente nova. Vou me dando com algumas pessoas e isso basta-me. Agora se preciso de alguém para sair não tenho e se quero conversar com alguém, tenho os amigos de Portugal no Facebook. Amigos esses que permanecem. Poucos mas bons. Aqui em Andorra sempre me disseram que não há amigos. Há apenas pessoas temporárias que aparecem na tua vida para te ajudar e depois desaparecem. Já reparei que isso é verdade. Muitas pessoas me ajudaram mas não ficaram. Ou porque errei eu, ou porque erraram elas, mas as amizades aqui não se conservam muito tempo. Outra coisa que lamento.

E tentando me conhecer, pelo menos vou me lembrando do que sou ou do que já fui e gostaria de voltar a ser. Não estou muito diferente mas tenho outras ideias e outros ideais de vida. Quero voltar a estar como estava. Esse sorriso, essa harmonia e “o mundo é meu!” 

Será difícil chegar a esse “nirvana” mas não há nada como tentar. Quero a minha liberdade, quero o meu bem estar, quero ter objectivos concretos e lutar por eles. Leva o seu tempo, eu sei. Mas eu hei-de chegar lá.    




Fragmentos - Parte III


Já fui boa pessoa, agora sinto me um bicho do mato. Já fui carinhosa, agora retraio-me. Já levei tantas pauladas em cima que agora me fecho num casulo onde ninguém entra. Mas estou à espera do dia que a borboleta saia e volte a vida nem que seja por um dia. Quero voltar a ser aquilo que era. Apesar de saber que agora estou mais lutadora, com mais força para enfrentar os medos. Pensando bem…nunca tinha tido a experiencia de matar uma aranha e desde que estou separada já matei duas! Nunca pensei conseguir lidar sozinha com as contas da casa, com o preparar uma casa nova MINHA e só minha. Tenho apoio de duas pessoas apenas mas que têm sido como minha família. Sem essas duas pessoas não estaria aqui… já estaria em Portugal debaixo das saias da mãe.
   
(dia seguinte)

Volto a este texto que ontem ficou no ar. Passei um tempo a pensar nisto tudo e não cheguei a nenhuma conclusão. Quem sou eu afinal? Posso estar neste momento um “bichinho do mato” ou retraída a nível carinhoso mas verdade seja dita, eu não sou assim! Não posso dizer que isso me define porque não é verdade. Apenas estou numa fase que não consigo sacar esse meu “bem” de dentro. Ontem disse que era instável e sonhadora. Talvez porque nunca sei o que quero e quando sonho, quero o impossível. Ou quero tudo ao mesmo tempo, esquecendo me que a vida real não é “já” mas sim uma continuidade de tempo.
Quando fui viver para a minha casa nova, pensava cada dia que precisava de mil e uma coisas e não tinha dinheiro para elas. E desesperava. Hoje, aceito o que tenho, assumo que tenho o básico, o essencial e consigo ter algumas coisas supérfluas e não tenho 
pressa. Limito me a esperar ter dinheiro de sobra para comprar a maquina de lavar ou a televisão. São coisas que me fazem falta, sim, mas não posso desesperar se neste momento não tenho dinheiro para elas. Neste aspecto já mudei bastante. 

Fragmentos - Parte II


*FISICAMENTE*
Não sou gorda nem magra, estou bem para uma menina de 25 anos. (claro que podia minimizar a gordurinha acumulada, mas sou muito mas muito preguiçosa e detesto fazer exercício) Amo o meu cabelo, tento sempre tê-lo bonito e arranjado. De cara não estou mal. Gosto do que vejo no espelho e gosto mais ainda quando sorrio para mim e me digo coisas bonitas (acontece imensas vezes), sendo assim, tento ter a minha auto-estima sempre em cima. De corpo, lá está, é essa gordurinha que não consigo deixá-la. Faz parte de mim mas não incomoda muito. Adoro vestir calças de ganga. Tenho vergonha das minhas pernas (é verdade), no verão ninguém me vê de saias e quanto muito posso usar uns calções ou vestido curto só porque vou à praia ou piscina. Sou muito estilo calças-de-ganga-t-shirt-e-um-casaquinho e não passo horas a ver o que vestir. Nisso sou simples; como renovo constantemente de roupa, gosto de tudo o que tenho por isso “qualquer coisa” fica me sempre bem. Detesto escolher sapatos para calçar. Dos 52 mil que tenho, nunca nenhum me fica a 100% (totalmente o contrario da roupa). Então posso estar toda bonita de roupa e os sapatos não combinam e eu passo me! Não gosto disso! (aqui pode se notar nos meus “azeites momentâneos”)
Por fora não estou mal. vá. Sendo muito sincera, gosto do que vejo. Não sou perfeita, mas sou “eu” e isso ninguém me tira.

*PSICOLOGICAMENTE*
Sou muito mas muito instável. Talvez a palavra que me defina seja mesmo essa. Instabilidade. Em tudo. Estou em constante mudança. Nunca sei o que quero. Já quis ser mil e uma coisas e nunca me decidi em nenhuma. A única que se pode manter ao longo dos anos é a minha incrível paixão por hotéis. Sempre quis ter um hotel e, aqui em Andorra, de vez em quando ouve-se que se vende um ou outro hotel por aqui e entra-me aquele bichinho de querer ter um hotel meu. Sempre pensei que um dia seria a recepcionista do “meu” próprio hotel. Porque adoro recepção, adoro que os hospedes que sintam em casa. Já trabalhei em hotéis e trago boas recordações desses lugares. Desde clientes que me traziam bolos, a desenhos de crianças ou até mesmo mensagens de Natal ou Ano Novo dos clientes que todos os anos frequentavam o hotel. Estudei Línguas Aplicadas na Universidade do Minho (curso o qual não o conclui), na esperança de um dia poder “aplicá-las” numa recepção de um hotel em Nova York, Barcelona, Brasil ou mesmo Paris. Mas nada disso resultou até agora. Já fiz muita coisa mas neste momento não faço nada mais do que estar numa loja de ouro, com um computador, em Andorra e o que mais falo é o meu idioma nativo, o português. (Com isto não me queixo do meu trabalho, até porque descobri que tenho vocação para isto, mesmo sendo um trabalho temporário…todos sabemos que um dia o ouro deixará de ter tanto valor como o tem agora)
Quem sabe, num dia que tenha de mudar de trabalho, volte à hotelaria. Sonhos todos temos e eu sou uma extrema e exagerada sonhadora. Outra característica minha. Idealizo coisas que não existem (o que por vezes é péssimo), sonho com o mais romântico príncipe e sempre acabo por “despertar” da pior maneira possível. Toda a minha vida quis um homem carinhoso e meigo, alto e musculoso, que me oferecesse pequenos presentes todos os dias, que me levasse a ver as estrelas (literalmente falando) enrolados juntos numa manta felpuda, que me levasse a passear na praia descalços, que me oferecesse flores, que me levasse a jantar obrigando me a vestir me muito clássica e sensual… isto tudo porque vejo muitos filmes de amor. Sou uma romântica de morte! Até enjoo por vezes de ser assim. Mas a verdade é que o sou. Com todas as minhas forças. E durante muito tempo deixei de o ser. Porque tudo o que descrevi em cima NUNCA o tive! E anseio o dia que estas coisas me aconteçam, que me sinta num desses filmes de amor onde “vivem felizes para sempre”.
Continuando no psicológico, estas característica acima referidas são as que mais se notam pois ambas são boas e más ao mesmo tempo e completam-se. Não saber o que quero e o que quero não o tenho. E essa instabilidade que me acompanha toda a vida. Namorados…mil e um. Amigos…foram e vieram. Família…neste momento estou longe.

Noto que paro aqui. Não me sei definir… não me consigo definir. Como sou afinal? Sou…instável e sonhadora. E não sou nada mais?

Fragmentos - parte I

Tentei encontrar alguma coisa. Mas no fundo, não procurava nada em concreto. E se não és minimamente especifica naquilo que queres, o Google não encontra nada do que pretendes ou possas pretender. Hoje aconteceu-me isso. Queria algo. Mas não sabia o quê então desisti de procurar por esse “algo” que nem eu mesma sabia o que era. Continuo sem saber o que quero procurar. E isto pôs me a pensar. 

Se não sei o que quero…como vou ter uma vida plena? Se os meus objectivos são mudados a cada hora porque não os tenho definidos, como posso atingi-los? Ou até mesmo quando vejo os catálogos das lojas que gosto, como posso eu comprar algo se ainda nem descobri qual o meu estilo? São perguntas fúteis e mesquinhas mas que me fazem pensar que estou no abismo da crise existencial momentânea.
Pode durar um dia, uma hora ou toda a vida. Neste momento estou a passar por uma crise dessas. De não saber o que quero, de não saber quem sou, de não saber para onde quero ir. Estou como uma marioneta. Deixo me levar pelo tempo pois não tenho rumo.
Quando paro para pensar “naquela” pergunta mágica: quem sou?...fico assustada. Porque ainda me estou a descobrir. Desde a separação que me perdi e não sei ainda bem o que sou gosto ou quero. E acreditem que é a pior sensação do Mundo!

Quem sou? Sou uma menina. (ora aqui não há duvidas) Mimada. (muito) Sou feliz. (sou; apesar de tudo sou) Tenho os meus azeites a cada duas por três mas isso é o que me define. Ora estou bem, como dentro de um bocado estou mal. Não sou bipolar, sou parvinha mesmo.