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Impulsos

Facto: não vale a pena lidar com pessoas que não te fazem bem de modo algum.

Há dias atrás, li que convivência amistosa não significa amizade. E isso é uma realidade nos dias de hoje. Pensamos que temos amigos e na verdade apenas convivemos com pessoas - ou pseudo pessoas - porque assim exige a sociedade. Porque dizem que é impossível viver sozinho. Num meio de falsidades e cinismos constantes, aprendemos que mais vale estar sozinho. Pelo menos, se estivermos a ser falsos, será com nós próprios e não com os outros.

De repente, deu-me uma enorme vontade de ser radical e deixar tudo. Todas aquelas pessoinhas que não valem a pena permanecer na minha vida desaparecerão da minha rede de "pessoas a conviver". Não temos de conviver com quem não queremos. Não temos por que fingir.

Não somos robots. Não somos máquinas mas sim pessoas com sentimentos. Por isso, o melhor a fazer é respeitar o indivíduo que temos ao nosso lado mas não coabitar com ele só porque a sociedade "diz que" temos de saber ser sociais.

Aqui em casa diz se que se deve, por vezes, ser anti-social. Eu não aceitava muito isso porque venho de uma educação onde a aprovação sempre foi algo importante. Mas com o tempo fui vendo que essa não é a maneira correta de agir. Não devemos viver sob pressão de agradar o outro. Sob aquela velha ideia que "o meu carro é melhor do que o do meu vizinho." Para quê?

Temos é de gostar de nós próprios e de quem nos faz bem. O resto é merda. Supérfluo e irritante. Porque se estás num local, seja ele qual for, ao lado de pessoas com quem não queres estar, todo esse momento se transforma em incómodo e desconforto. E a Vida é tão curta para esse tipo de sentimentos.

E como diz o meu conselheiro Caetano Veloso: "e pra começar, eu só vou gostar de quem gosta de mim."

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