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Um post especial (um pouco longo, mas vale a pena ler)

Sei que há muita gente que lê o meu blog. Muitos em silencio na blogosfera mas que assumem que me lêem quando estão comigo pessoalmente.
Sei que gostam do que escrevo. Apesar de ser muito inconstante, a minha essência revela-se em cada post que publico. Seja com imagens ou palavras. Esta minha vontade de mudar o mundo, de querer ser alguém e de ainda não saber bem o que quero para mim. Essa sou eu. Completamente. Seja aqui, seja na vida real! Estou em constante busca de mim mesma!

Quem me conhece bem sabe que sou uma adicta da liberdade. Sou uma menina de 25 anos que já teve uns quantos namorados e não se deu com nenhum porque todos me prendiam de alguma maneira ou não me permitiam fazer tudo aquilo que eu queria. Talvez porque eu adore voar. Em demasia por vezes, assumo isso. Mas sou assim mesmo. Um passarinho que adora voar por aí sem que ninguém diga “não vás por aí” ou “não faças isso”.

Tal como um pássaro, nunca estou no mesmo ninho. Sim, construo o meu ninho o melhor que posso, mas quando vem o mau tempo e as folhas secam ou se estragam, há que fazer um novo, um melhor, um diferente. Eu também sou assim. Por isso me considero um pássaro do mundo! Onde estou, vivo e permaneço enquanto o ninho está em boas condições. Depois, quando chega o mau tempo e fica frio, sigo o meu caminho para tempo mais ameno e confortável, que me permita construir o meu ninho de novo, com novos ramos, novas folhas e que fique perfeito de novo.

Ao longo da minha experiencia fora da casa do pai e da mãe (que, acreditem, é assustadora) fui me conhecendo. Muito mais do que antes. Este ano, como muitos sabem (seja na vida real, seja porque lêem o meu blog), passei por etapas muito difíceis, muito más. Mas todas estas etapas, por muito más que tenham sido, foram a grande aprendizagem da minha vida

Nunca pude “bater com a cabeça” (à séria! Dessas que dói mesmo!) enquanto vivia perto dos meus pais. Sempre os tive a meu lado para TUDO! Sempre foram impecáveis comigo e sempre me cuidaram da melhor maneira. E não tenho palavras para descrever o quanto agradeço a boa educação que me deram e o quão bem me trataram toda a vida, fazendo de mim, aquilo que sou agora. 
Mas estando sozinha, sem pais para aconselhar, sem coragem, por vezes, de pedir ajuda aos amigos, consegui superar-me como nunca o tinha feito! Consegui vencer obstáculos que nem sabia sequer que existiam. Consegui descobrir aquilo que eu gosto, sem ter de agradar a ninguém; consegui ser eu mesma, sem pensar se outra pessoa iria gostar ou não da minha maneira de ser; consegui matar uma aranha sozinha (e uma centopeia também, mas porque era muito pequena); consegui cozinhar para mim e cuidar-me todos os dias, mesmo não tendo ninguém a quem o mostrar. Só para mim. E nunca tinha sido assim. Nunca tinha feito nada por mim.

E foi assim que descobri a liberdade. Descobri que a liberdade não é fazeres o que queres e bem te apetece. Liberdade não é poderes dizer aquilo que te apetece sem olhar as consequências. Liberdade é simplesmente: ser tu mesmo! A tua essência. Essa, é a verdadeira liberdade. O aceitar-te tal e como és. Sem tirar nem pôr, sem agradar a outrem. Não! Tu! Só tu decides o que queres ser e como o queres ser. Isso sim, é liberdade!

E, para celebrar esta etapa boa e má, mas com muita aprendizagem pelo meio (e ainda mais está por vir!), fiz uma tatuagem. Com o significado de toda esta história. Da minha vontade de voar, da minha ânsia constante de liberdade, de mudança constante de “ninho”… esta sou eu! Sem tirar nem por. Um passarinho emigrante. Que voa muito e, por vezes, até sem destino.

E com isto, agradeço a todas as pessoas que estiveram aí. Pessoas que me ensinaram da melhor ou da pior maneira a ser eu mesma. A aceitar-me. A descobrir que nem tudo é tão bom e bonito como eu achava, mas também, que nem tudo é tão mau e desastroso. Há um equilíbrio. E eu, em vez de estar depressiva em cada momento mau, aceito esse momento. Vivo-o e aceito-o. E acredito, e hei-de acreditar sempre, e para sempre, que o melhor ainda está para vir! Mesmo que para isso, tenha de construir mil ninhos e voar para muito longe!


Obrigada a todos! Em especial aos meus pais por estarem para mim sempre e sempre e sempre, ao meu ex marido e melhor amigo por me aceitar tal como sou (e que esta amizade que permanece depois uma linda historia de amor nunca termine), às amigas e amigos que estão aí para mim, nem que seja apenas com palavras de animo (por vezes isso chega!), e a todos os que de alguma forma de ensinaram e me abriram os olhos e me fizeram ver que nem tudo é bonito, mas quando o é, é Perfeito!  

Aqui está ela. 9 andorinhas negras feitas pelo André. Um profissional, um amigo. Obrigada!
E agora...venha a próxima!!!

4 comentários:

Shiver disse...

Mui bien,para a frente é que é caminho :)

já percebi porque não te doeu isso é uma mini tatuagem :P

Ana Viana disse...

Pois... mas foi a primeira! Normal que seja pequena. Estava cheia de medo e quando notei que suportava super bem a dor, até fiquei parva comigo mesma! Lol
Correu super bem! Beijinhos

Sérgio disse...

Olá, :)

Adorei o texto, identifico-me com algumas coisas e disseste muitas verdades que se encaixam na vida de cada um porque faz parte da aprendizagem e experiência de vida que vamos tendo.

Em relação à tatuagem é muito bonita, não sei se a simbologia é importante para ti mas para mim é, por isso tenho a certeza que o símbolo da andorinha e esse número te diz muito.

Por último desejo-te as maiores felicidades para a tua vida, tanto a nível pessoal como profissional.

beijinhos e bom fim-de-semana.

Ana Viana disse...

Obrigada Sérgio!

o numero nao tem importancia mas as andorinhas sim. As andorinhas simbolizam a liberdade e eu, uma adicta da liberdade, queria algo que simbolizasse. O facto de serem 9 é porque a imagem da tattoo que eu queria tinha realmente 9 andorinhas. O meu unico pedido era que fossem em numero impar ;)

É um simbolo à minha nova etapa de vida :)

Beijinhos