Bom dia alegria! Continuo
bem disposta e feliz. Mesmo com a chuva! E acredito que é esta atitude que faz
com que tudo seja mais fácil.
Hoje tenho
dentista. É a primeira vez que vou a um médico sem a mãe. Ok, podem julgar à
vontade. Sou filha única, mimada até mais não e ela sempre esteve aí para mim!
Desde que estou
aqui… tudo mudou! Tudo! Já faço tatuagens, vou ao dentista sozinha, vivo
sozinha… tem sido incrível! E eu ainda não acredito muito em tudo o que me está
a acontecer. Porque não estou habituada. Não estou habituada a ter de lutar por
mim sozinha. A não ter a quem agradar. Sempre tive alguém. E agora não tenho. E
por isso, tenho passado os melhores (e os piores) momentos da minha vida!
Fui educada com o
ensinamento que há um ciclo na vida: estudos, trabalho, marido e filhos. Uma casinha,
um carro e uma rotina. (ups...not me!)
Basicamente esta é a história dos meus pais. Que se conheceram numa festa com amigos que tinham em comum e o meu pai caiu de amores por aquela menina vestida com roupa de folclore. O meu pai viajava muito com a sua banda de musica (ainda hoje andam aí!!) e a minha mãe trabalhava muito também num escritório. Criaram uma rotina de amor e cuidado mutuo que eu fui habituada a ver. Não iam a lado nenhum um sem o outro. A minha mãe não saia sem o meu pai. Se era para ir, iam juntos. E depois apareci eu. Que obrigou a minha mãe a ficar mais vezes em casa e a não poder seguir o meu pai nos concertos. E depois eu cresci. E queria sair com a minha mãe. Lembro-me perfeitamente das minhas saídas. Comecei a sair à noite muito cedo. Porque ia com os meus amigos (que sempre foram mais velhos que eu) e…com a minha mãe. Nunca a vi apenas como uma mãe. E ao meu pai tampouco. A minha mãe sempre me acompanhou o crescimento de perto. Sim, perto demais talvez. Mas… fui uma gravidez de risco, uma filha muito desejada e entendo perfeitamente toda esta protecção para comigo. Com o meu pai igual. Lembro me de vir um Verão a Andorra. Em 2006. Estive aqui 3 meses a trabalhar. E quando voltei a Portugal, vi o meu pai velho. Com os cabelos mais brancos, as sobrancelhas branquinhas também e fiquei chocada. Será uma imagem que nunca irei esquecer. A primeira vez que saí de casa (por mais que uma semana) e do país, notou-se imenso, em especial no físico do meu pai e no psicológico da minha mãe.
Basicamente esta é a história dos meus pais. Que se conheceram numa festa com amigos que tinham em comum e o meu pai caiu de amores por aquela menina vestida com roupa de folclore. O meu pai viajava muito com a sua banda de musica (ainda hoje andam aí!!) e a minha mãe trabalhava muito também num escritório. Criaram uma rotina de amor e cuidado mutuo que eu fui habituada a ver. Não iam a lado nenhum um sem o outro. A minha mãe não saia sem o meu pai. Se era para ir, iam juntos. E depois apareci eu. Que obrigou a minha mãe a ficar mais vezes em casa e a não poder seguir o meu pai nos concertos. E depois eu cresci. E queria sair com a minha mãe. Lembro-me perfeitamente das minhas saídas. Comecei a sair à noite muito cedo. Porque ia com os meus amigos (que sempre foram mais velhos que eu) e…com a minha mãe. Nunca a vi apenas como uma mãe. E ao meu pai tampouco. A minha mãe sempre me acompanhou o crescimento de perto. Sim, perto demais talvez. Mas… fui uma gravidez de risco, uma filha muito desejada e entendo perfeitamente toda esta protecção para comigo. Com o meu pai igual. Lembro me de vir um Verão a Andorra. Em 2006. Estive aqui 3 meses a trabalhar. E quando voltei a Portugal, vi o meu pai velho. Com os cabelos mais brancos, as sobrancelhas branquinhas também e fiquei chocada. Será uma imagem que nunca irei esquecer. A primeira vez que saí de casa (por mais que uma semana) e do país, notou-se imenso, em especial no físico do meu pai e no psicológico da minha mãe.
Entretanto cresci mais uma bocadinho. Universidade. Já ficava em Braga mais de 15 dias. Mas até eu sentia as saudades. Do papa e da mama. Assumo. Somos muito unidos e sofro muito com a ausência deles. Até que comecei a viver com um namorado e já eram eles que vinham me ver na minha/nossa casa. E já havia um pouco mais de distancia apesar de lhes contar sempre tudo. Isso chocou o namorado. Que não aceitava a nossa maneira de ser. Entre escolher um ou outro, está mais que claro que escolhi os meus pais. E deixei o namorado.
Voltas e mais
voltas que a vida dá, acabei por voltar a ir viver com eles. Em 2010. O ano que iniciei o meu crescimento de verdade (mesmo sem me dar
conta disso). Que decidi deixar de ser infantil e mimada. Fui tarde, eu sei. Mas
todos sabemos o quão bom é ter a mama e o papa ali ao lado, sempre! Para tudo!
Comecei a trabalhar em Viana (na mesma empresa onde estou), e cuidava dos meus pais. Estávamos os 3, ajudávamo-nos e foi a época familiar mais feliz. Uns percalços pelo meio ultrapassados (quem não tem problemas na família?) e foi quando me dei conta que já estava. Que estava preparada para o próximo passo: ir viver sozinha.
Tinha pensado ficar em Viana porque estava com emprego fixo e com amor profundo ao meu trabalho! (tal como hoje) mas o Amor tem destas coisas e o resto já sabem. Deixei tudo por Amor. E fiz uma pequena paragem de “crescimento pessoal”. Voltei a dedicar-me a outra pessoa. Sem dar-me conta, porque só agora vejo isso, moldava-me à pessoa que estava comigo e esquecia-me de quem eu era. Como sempre! Como sempre o fiz, sem me dar conta.
Blá blá blá pelo
meio que todos já sabemos (quem lê o blog sabe) e, todas estas experiencias serviram para o meu
crescimento. Ainda tenho imenso para aprender, imenso! Ainda tenho muito que
viver, que suportar, que fazer, que aproveitar! Mas agora as coisas são vistas
de outra maneira.
Decido por mim. Faço
o que quero. Sou quem sou e basta. Luto muito. Todos os dias por estar melhor. Por
ser melhor. E noto isso. Vejo isso em mim. E sei que isso os outros não vêem mas
é a mim que me importa, sou eu que me importo! E sorrio. Sorrio muito.
Porque o
melhor ainda está para vir!
E todo este tema
porque vou ao dentista sozinha. Pela primeira vez. Com 25 anos!
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