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Aiiiii... é o amoooooorrrr! Ai ai ai é o amoooorrr... é o amoor!!!

Ok, vamos por partes que hoje o tema é complicado!

Eu não acredito no amor. Bem, acredito no amor mas não para toda a vida. (e menos ainda nos tempos de agora) Pelo menos não para mim. Se eu já me canso da mesma roupa numa temporada, imaginem um amor… toda a vida com o mesmo? Bacalhau com natas todos os dias? (piada parva, eu sei) Não é para mim! Mas… acredito nas pessoas. E na sua capacidade de amar. Acredito que nem todos são como eu. E não se cansam depressa, como eu… Ora bem…como explico isto??...
Em relação a mim, sei que me canso/cansarei da mesma pessoa toda a vida!
(ou então ainda não encontrei aquele que me faça querer ficar para sempre mas pronto, este não é o tema!)
Mas adoro o amor dos outros!! E acredito nesse amor!!

Ora bem, no meu caso, amo os meus pais. Isto também é amor. E amo-os do fundo do coração. Um amor indescritível! Também amo os meus amigos, mas aqui entra uma duvida…amo os meus amigos enquanto vejo que são meus amigos, presentes, agora mesmo. Porque muitas vezes, certos amigos desaparecem, seguem o seu rumo e todas as historias lindas que vivemos ficam no passado. E esse amor também. Vai-se. Fica um pedacinho da lembrança dos lindos momentos mas esse amor…desaparece aos poucos.

Tenho um grande amigo. De muitos anos. (e não, não é aquele da historia de amor)… é um amigo que estudou comigo, no secundário. Por mais que haja uma enorme separação entre nós, por mais que nos tenhamos separado (culpa da lei da vida), hei-de amá-lo sempre. E quando penso neste amigo, lembro me de outro, um pouco mais recente (da época universitária) mas que também esteve aí para mim. Sempre. E eu para ele. Até ao dia que tivemos de nos separar…também por questões da vida…
 Eu vejo isso como amor! Por mais que o tempo passe, por mais que a distancia separe os corpos, o amor pode existir. Assim como a saudade. Como sinto a falta destes dois… que a vida fez questão de mos levar… Puta! (a vida)

Mas… continuando aqui a reflexão. Quando se trata de amor no sentido relacionamento a dois, um casal e tal, não consigo ver-me como uma pessoa a ter este amor (como o que sei que tenho por estes dois amigos)
Talvez pela obrigação, pelas justificações. Talvez sempre tenha visto o amor-a-dois como algo “prisioneiros” um do outro. Eu por ti e tu por mim e ninguém mais no meio. E não é assim de certeza. Pelo menos não tão dramático como o pinto eu…

Em relação às outras pessoas… adoro historias de amor. Felizes! Adoro quando me contam “olha, estou apaixonado/a” ou “acho que paira algo no ar” ou mesmo quando me dizem “estou feliz com ele/a”… fico tão feliz com o amor dos outros! É algo que me enche a mim de amor também!
Quando vejo os meus pais abraçados ou mesmo quando o meu pai apalpa o rabo à minha mãe na minha frente… são pequenos gestos que me enchem o coração. De amor, de alegria e de risos! Ou quando vejo na rua um casalinho jovem aos beijos e apalpões sem sequer darem importância a quem está a olhar… adoro isso! Acho bonito, romântico. Não o vejo como algo mau… são jovens inocentes… que amam sem preocupação! Adoro isso!
Ou mesmo, desde pequena, vejo os meus padrinhos (já com os seus mais de 60 anos – não gosto de pensar que já passaram os 60 porque sim, já passaram, há muito tempo)…
Lembro-me de, desde pequenina, vê-los de mãos dadas, sempre aos beijinhos um com o outro, sempre agarrados… sempre quis isso para mim.

Mas a vida tem me dado tantas lições/ilusões/desilusões que aprendi que esses amores são raros. Ou já não existem. E fico triste com isso. Mas tenho esperança. Que um dia tudo seja amor. Que todos os amores durem e sejam felizes para sempre.


E quanto a mim… serei feliz e amarei ver o amor dos outros! Porque estas coisas a mim seguramente não acontecerão… culpa minha? Talvez. Porque também não deixo. Porque não quero. Porque me contento com a felicidade dos outros, daqueles que estão à minha volta! Sou assim mesmo. Amo o amor, mas não sei amar!

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