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Hippie?

O meu espírito é livre. Os meus ideais são de liberdade. Os meus objectivos mais importantes são conhecer pessoas, falar com toda a gente e expandir ideias e sonhos. Sou assim.

Falando com um amigo, acabou por me dizer que tenho espírito hippie. Será verdade? Gostava de pensar que sim. Porque sou boa pessoa. Gosto que toda a gente esteja bem ao meu lado e geralmente consigo fazê-lo. Seja porque estou bem disposta e riem-se comigo ou seja porque oiço as pessoas atentamente e dou conselhos. E gosto dos hippies.
Sei que desde há uns tempos para cá, com a minha revolta interior, não tenho sido tão boa pessoa como quero. Acabo por exigir demasiado. Por pedir atenção estupidamente. E estou a mudar isso de novo.

Ontem acabei por ficar em casa porque não estava bem. Não me sentia bem comigo mesma. E o bom de viver e estar sozinha é isso mesmo. Se não estou bem escondo me em casa. Sem que ninguém me incomode. E penso. E acabei por pensar nas palavras desse amigo.
Enquanto me tento conhecer não procuro a palavra, o estilo ou o modo de vida que me defina. Sou livre, sou sonhadora, sou boa ouvinte apesar de adorar falar também. Fisicamente falando, não tenho estilo definido porque há dias que visto o que me sai primeiro do armário (calças de ganga e um top) e outros que me arranjo muito (com sapato alto e tudo) e outros ainda que gosto de sim, parecer hippie com roupa confortável e apropriada para trabalhar, obvio.
Mas o que sinto dentro de mim… o meu interior… esse sim, seguramente será considerado como hippie. Gosto de toda a gente, perdoo tudo e todos (e perco muito por ser assim, mas enfim…), nunca me esqueço do que me fazem – seja bom ou mau – mas perdoo… e deixo andar. E deixo que a vida e o karma falem por si.

Pela minha experiencia, aprendi que o karma existe. Porque já cometi erros (sou um ser humano) e paguei por eles. E ainda pago. E seguirei pagando porque erros cometemos sempre. O que estou agora a aprender é a aceitar todo o karma. Tudo o que a vida me dá. Se é uma boa noite com amigas e amigos, perfeito, se é uma crise de pânico que não me deixa sair de casa, também. É porque não devia ter ido. É porque estaria melhor em casa. E acabo sempre por fazer coisas mais interessantes.

Ontem, tal como uma miúda de 13 anos, pus me a experimentar roupa em casa. O bom de viver sozinha é que posso fazer cenas parvas… como por exemplo, não tenho espelho grande em casa então, peguei numa cadeira e subi para me ver por completo desde o espelho da casa de banho. Creio que se vivesse com um marido ou algo assim não o faria…

E ri-me sozinha. E adorei a roupa que me ofereceram… e senti me bem comigo mesma.
Que mais posso pedir? Nada! Não preciso de mais nada… apenas estes pequenos momentos de felicidade que vão aparecendo do nada. Não estou magra – nunca o fui -  mas gosto de mim, gosto do meu corpo e estou feliz com aquilo que sou! Por dentro e por fora!


E quero continuar assim. Para sempre! Venham os dias bons…e os dias maus também! Chorar também faz falta! J    



(Posso me definir assim?)

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