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Filosofia de segunda-feira...

Pois aqui estamos… mais uma semana.
Confesso que os dias estão a passar a um ritmo alucinante e gosto muito. Tenho aproveitado todo o tempo livre que tenho. Não faço muito mas o que faço tem a sua dose de intensidade. Se não tenho dinheiro para sair (que é o que está a acontecer muito nos últimos tempos), escolho um bom filme para ver em casa; senão preparo uma comida boa e como com calma ao som de boa musica; ou então fico horas a olhar as vistas da minha janela. Adoro a minha paisagem, seja noite ou dia! De dia vejo todas as montanhas, conto as nuvens e crio imagens ou figuras a partir delas, e de noite vejo as estrelas, os aviões nocturnos com as suas luzinhas vermelhas, e o quase completo silencio da noite onde só por vezes se ouve um carro ou a brisa leve…

Estou bem comigo mesma. Estou numa fase nova da minha pessoa. Não quero (mesmo!) ninguém! Mas com isto falo a sério. Antes dizia que não queria ninguém mas acabava sempre por apaixonar me… e hoje… Hoje não é assim. Hoje não consigo nem quero abdicar do que estou a ter agora. Tenho a minha casinha, que estou a suar muito para pagá-la (e não, ainda não tenho os moveis!!), tenho o meu tempo onde faço o que quero e como quero. Se me dizem para sair, só saio se quero, se não me apetece cozinhar, não cozinho. Não tenho de dizer onde vou, com quem estou, como estou…nada! E apesar de por vezes parecer estranho (porque estou habituada a muito miminho), gosto desta sensação do “eu-estou-bem” e se estiver mal, ninguém tem nada a ver com isso! E gosto da ideia de não ter de partilhar com ninguém as minhas sensações, emoções ou estados de animo.

É uma fase nova. Nunca passei por isto antes. Sempre tive medo da solidão. Sempre tive medo de estar sozinha. E neste momento, tenho medo é de estar acompanhada… que me tirem esta sensação de liberdade! Pode chegar o momento que queira voltar a ter alguém mas não é por agora. Tenho as minhas ideias de ir à praia com o papa todos os dias (porque estará de férias quando for a Portugal) e miminhos com a mama sempre que não estiver a trabalhar… quero aproveitar todo o sol possível que a minha cidade me possa oferecer, quero poder sair de casa e quem sabe, tentar ir a uma festa (e, confesso que o arraial onde o meu pai toca, já seria perfeito!)

Não peço muito. Peço o mínimo de felicidade. Peço os mínimos detalhes que a vida me possa dar para que sempre me possa sentir uma miúda feliz! Porque é isso que eu sou. Sou uma menina muito mas muito feliz! E não poderá haver nada, mas nada! que me estrague esta felicidade. Não há dinheiro? Pois não, e quê? Se eu estiver mal ele vai aparecer? Não pois não? Então rio-me da minha pobreza e lembro-me que tenho MUITO! Muito mais do que muita gente! E acima de tudo…sou rica em liberdade e princípios!


("A vida nao tem de ser perfeita para ser maravilhosa!")

(esta filosofia ainda hoje continuará…)

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