Mais um fim de semana
que passou... e mais historias para contar e reflectir. Desta vez não tenho fotos,
mas tenho uma boa memoria que me fará recordar estes dias que passaram até ao
fim dos meus dias. Sai de novo. Bebi de novo. Começo a gostar deste pequeno
habito de sair ao sábado à noite e dançar e divertir-me e perder-me por aí. Preciso
disso para que os dias em Andorra não sejam tão difíceis.
Este fim de semana saí com o marido/ex marido/melhor amigo/mais que amigo/não namorado. Continuo sem saber como defini-lo. Não há definição possível para esta relação. Não há mesmo. Por mais que tente procurar. Estamos casados ainda. Sim. Mas já não vivemos juntos, nem estamos juntos, mas estamos. Vamos estando. E damo-nos muito bem. E pronto. O que importa é estar bem, não é? E a verdade é que estou bem. Estamos bem. E o álcool por vezes ajuda. Ajuda a falar, a dançar, a caminhar muito pelos bares e discotecas de Andorra. E a agir.
E depois chegam
conversas estranhas. Pessoas desconhecidas que, apesar de saberem que estamos
separados, nos vêem juntos e comentam que somos feitos um para o outro e, mesmo
quem não me conhece diz “a culpa é tua! Por tua culpa é que não estais juntos”.
E eu penso “que bruxaria é esta?”, “como sabem?”…
Não sei explicar o que
sinto. Encontro mil defeitos para me afastar dele. Penso em duas mil coisas que
me façam não querer voltar para ele. Mas no fim…caio nos braços dele. Sempre. Sempre
que estamos juntos.
O meu eu interior diz me
para não fazer nada. Para seguir com os meus planos. Para estar sozinha. Aproveitar
a liberdade que tenho actualmente. E continuar a minha aprendizagem. Mas depois
aparece o meu coração que me diz para não esconder o que sinto. Para me perdoar,
desbloquear e seguir em frente. E fico assim. Confusa. Sem saber bem o que
fazer.
Depois penso que o
melhor é não pensar em nada. Estamos bem assim e o melhor é mesmo deixar andar.
Eu não quero mais ninguém, ele também não. Mas não estamos juntos. Porque a mim…
dão me arrepios só de pensar em compromissos outra vez. Não gosto desta
palavra. E assusta-me. E não quero falar disso. Se penso em compromisso,
desisto de tudo o que temos.
Mas a verdade é esta. Somos
unha e carne. Cocó e mosca, como disse ele uma vez. E as piadas, os olhares, as
meias palavras… nisso somos um para o outro. Encaixamos na perfeição. E esta
cumplicidade que temos vê-se. E é por isso que as pessoas dizem que vamos
voltar e mais não sei o quê. E em certa parte têm razão. Porque estamos
separados. Mas juntos.
Que confusão! Deixo me ficar por aqui. Se penso demasiado estrago tudo. Como sempre.

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