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Let go.
Andei à procura
no Google por alguma foto ou frase bonita para por aqui. Nada exprime o que
sinto. Nada tem sentido. Sendo assim usarei as minhas próprias palavras.
Depois de muitos
anos. Depois de muito sofrimento. Depois de lutar em vão. De sonhar alto mas não
poder realizar o sonho. Depois de acreditar tantas vezes que “agora é que é” ou
“vou esquecê-lo desta vez” e nada disso acontecer…
Hoje não sinto
nada. Hoje tive a coragem. Hoje disse Não! Que acabou. Que nao vou vê-lo mais. E dói. Dói muito. E custa.
Mas sinto-o. Sinto que é isto mesmo que quero fazer. Deixá-lo ir. Esquecer estes
anos de tanto amor, de tanta ilusão e de tanto sofrimento por amar um homem que
não me quer. Que me quer por perto mas não me quer ao lado… hoje fui capaz de
dizer que acabou.
Já não o amo. Já era
um habito. E, depois de muita historia, o livro acabou de vez. Agora já posso
escrevê-lo. Porque já tenho fim para a minha historia de amor. Finalmente estou
livre. Por completo.
Já sei que logo
vou me por a comer batatas fritas e a chorar com algum filme lamechas mas faz
falta. Fazer o luto. Acabar de uma vez com isto. Tantos anos. Tanto amor. Não correspondido.
Ou sim, mas não. É complicado de explicar…
Mas acabou. Numa sexta
feira,13 do ano 2013. Estranho? Sim. Mas estou feliz. Não sinto nada. não me
vou arrepender disto.
Acrescento aqui que este é o comentário nº 508 (5+8= )
(sou destas coisas. nao acredito no acaso!)
Coisas minhas
1 - consigo
gostar de mim mesmo quando ninguém me diz nada.
2 - consigo
absorver cada pedacinho de sol que há entre as nuvens antes de ir trabalhar.
3 - consigo
aceitar o “agora”. Estou aqui e gosto disto.
4 - consigo dizer
que gosto deste país, mesmo sem praia e sem mar.
5 - consigo
aceitar o frio que faz aqui.
6 - consigo
sentir saudades da neve, mesmo ainda estando em Setembro.
7 - consigo dar
valor às amigas que tenho. Poucas mas maravilhosas!
8 - consigo
pensar em poupar dinheiro.
9 - consigo não ser
consumista, mesmo querendo comprar coisas. Não as compro e ponto.
10 - consigo
ficar muito tempo a olhar para o espelho. Para a minha tatuagem.
11 - consigo
estar sempre “perfeita” para mim mesma, sem pensar que “ninguém vai ver”.
12 - consigo
estar orgulhosa de mim mesma e de toda esta mudança interior.
13 - consigo ir
ao dentista sozinha. E marcar segunda consulta sem medo.
14 - consigo
assumir que não sou miúda de saltos altos. Tenho, mas prefiro sapatilhas e bailarinas.
15 - consigo
fazer uma lista com 14 coisas que consigo fazer sem parar para pensar nelas!
16 - estou ainda
mais orgulhosa de mim. Cada dia mais!
A minha vida resumida por causa de um dentista
Bom dia alegria! Continuo
bem disposta e feliz. Mesmo com a chuva! E acredito que é esta atitude que faz
com que tudo seja mais fácil.
Hoje tenho
dentista. É a primeira vez que vou a um médico sem a mãe. Ok, podem julgar à
vontade. Sou filha única, mimada até mais não e ela sempre esteve aí para mim!
Desde que estou
aqui… tudo mudou! Tudo! Já faço tatuagens, vou ao dentista sozinha, vivo
sozinha… tem sido incrível! E eu ainda não acredito muito em tudo o que me está
a acontecer. Porque não estou habituada. Não estou habituada a ter de lutar por
mim sozinha. A não ter a quem agradar. Sempre tive alguém. E agora não tenho. E
por isso, tenho passado os melhores (e os piores) momentos da minha vida!
Fui educada com o
ensinamento que há um ciclo na vida: estudos, trabalho, marido e filhos. Uma casinha,
um carro e uma rotina. (ups...not me!)
Basicamente esta é a história dos meus pais. Que se conheceram numa festa com amigos que tinham em comum e o meu pai caiu de amores por aquela menina vestida com roupa de folclore. O meu pai viajava muito com a sua banda de musica (ainda hoje andam aí!!) e a minha mãe trabalhava muito também num escritório. Criaram uma rotina de amor e cuidado mutuo que eu fui habituada a ver. Não iam a lado nenhum um sem o outro. A minha mãe não saia sem o meu pai. Se era para ir, iam juntos. E depois apareci eu. Que obrigou a minha mãe a ficar mais vezes em casa e a não poder seguir o meu pai nos concertos. E depois eu cresci. E queria sair com a minha mãe. Lembro-me perfeitamente das minhas saídas. Comecei a sair à noite muito cedo. Porque ia com os meus amigos (que sempre foram mais velhos que eu) e…com a minha mãe. Nunca a vi apenas como uma mãe. E ao meu pai tampouco. A minha mãe sempre me acompanhou o crescimento de perto. Sim, perto demais talvez. Mas… fui uma gravidez de risco, uma filha muito desejada e entendo perfeitamente toda esta protecção para comigo. Com o meu pai igual. Lembro me de vir um Verão a Andorra. Em 2006. Estive aqui 3 meses a trabalhar. E quando voltei a Portugal, vi o meu pai velho. Com os cabelos mais brancos, as sobrancelhas branquinhas também e fiquei chocada. Será uma imagem que nunca irei esquecer. A primeira vez que saí de casa (por mais que uma semana) e do país, notou-se imenso, em especial no físico do meu pai e no psicológico da minha mãe.
Basicamente esta é a história dos meus pais. Que se conheceram numa festa com amigos que tinham em comum e o meu pai caiu de amores por aquela menina vestida com roupa de folclore. O meu pai viajava muito com a sua banda de musica (ainda hoje andam aí!!) e a minha mãe trabalhava muito também num escritório. Criaram uma rotina de amor e cuidado mutuo que eu fui habituada a ver. Não iam a lado nenhum um sem o outro. A minha mãe não saia sem o meu pai. Se era para ir, iam juntos. E depois apareci eu. Que obrigou a minha mãe a ficar mais vezes em casa e a não poder seguir o meu pai nos concertos. E depois eu cresci. E queria sair com a minha mãe. Lembro-me perfeitamente das minhas saídas. Comecei a sair à noite muito cedo. Porque ia com os meus amigos (que sempre foram mais velhos que eu) e…com a minha mãe. Nunca a vi apenas como uma mãe. E ao meu pai tampouco. A minha mãe sempre me acompanhou o crescimento de perto. Sim, perto demais talvez. Mas… fui uma gravidez de risco, uma filha muito desejada e entendo perfeitamente toda esta protecção para comigo. Com o meu pai igual. Lembro me de vir um Verão a Andorra. Em 2006. Estive aqui 3 meses a trabalhar. E quando voltei a Portugal, vi o meu pai velho. Com os cabelos mais brancos, as sobrancelhas branquinhas também e fiquei chocada. Será uma imagem que nunca irei esquecer. A primeira vez que saí de casa (por mais que uma semana) e do país, notou-se imenso, em especial no físico do meu pai e no psicológico da minha mãe.
Entretanto cresci mais uma bocadinho. Universidade. Já ficava em Braga mais de 15 dias. Mas até eu sentia as saudades. Do papa e da mama. Assumo. Somos muito unidos e sofro muito com a ausência deles. Até que comecei a viver com um namorado e já eram eles que vinham me ver na minha/nossa casa. E já havia um pouco mais de distancia apesar de lhes contar sempre tudo. Isso chocou o namorado. Que não aceitava a nossa maneira de ser. Entre escolher um ou outro, está mais que claro que escolhi os meus pais. E deixei o namorado.
Voltas e mais
voltas que a vida dá, acabei por voltar a ir viver com eles. Em 2010. O ano que iniciei o meu crescimento de verdade (mesmo sem me dar
conta disso). Que decidi deixar de ser infantil e mimada. Fui tarde, eu sei. Mas
todos sabemos o quão bom é ter a mama e o papa ali ao lado, sempre! Para tudo!
Comecei a trabalhar em Viana (na mesma empresa onde estou), e cuidava dos meus pais. Estávamos os 3, ajudávamo-nos e foi a época familiar mais feliz. Uns percalços pelo meio ultrapassados (quem não tem problemas na família?) e foi quando me dei conta que já estava. Que estava preparada para o próximo passo: ir viver sozinha.
Tinha pensado ficar em Viana porque estava com emprego fixo e com amor profundo ao meu trabalho! (tal como hoje) mas o Amor tem destas coisas e o resto já sabem. Deixei tudo por Amor. E fiz uma pequena paragem de “crescimento pessoal”. Voltei a dedicar-me a outra pessoa. Sem dar-me conta, porque só agora vejo isso, moldava-me à pessoa que estava comigo e esquecia-me de quem eu era. Como sempre! Como sempre o fiz, sem me dar conta.
Blá blá blá pelo
meio que todos já sabemos (quem lê o blog sabe) e, todas estas experiencias serviram para o meu
crescimento. Ainda tenho imenso para aprender, imenso! Ainda tenho muito que
viver, que suportar, que fazer, que aproveitar! Mas agora as coisas são vistas
de outra maneira.
Decido por mim. Faço
o que quero. Sou quem sou e basta. Luto muito. Todos os dias por estar melhor. Por
ser melhor. E noto isso. Vejo isso em mim. E sei que isso os outros não vêem mas
é a mim que me importa, sou eu que me importo! E sorrio. Sorrio muito.
Porque o
melhor ainda está para vir!
E todo este tema
porque vou ao dentista sozinha. Pela primeira vez. Com 25 anos!
Um post especial (um pouco longo, mas vale a pena ler)
Sei que há muita
gente que lê o meu blog. Muitos em silencio na blogosfera mas que assumem que
me lêem quando estão comigo pessoalmente.
Sei que gostam do que escrevo. Apesar de ser muito inconstante, a minha essência revela-se em cada post que publico. Seja com imagens ou palavras. Esta minha vontade de mudar o mundo, de querer ser alguém e de ainda não saber bem o que quero para mim. Essa sou eu. Completamente. Seja aqui, seja na vida real! Estou em constante busca de mim mesma!
Sei que gostam do que escrevo. Apesar de ser muito inconstante, a minha essência revela-se em cada post que publico. Seja com imagens ou palavras. Esta minha vontade de mudar o mundo, de querer ser alguém e de ainda não saber bem o que quero para mim. Essa sou eu. Completamente. Seja aqui, seja na vida real! Estou em constante busca de mim mesma!
Quem me conhece
bem sabe que sou uma adicta da liberdade. Sou uma menina de 25 anos que já teve
uns quantos namorados e não se deu com nenhum porque todos me prendiam de
alguma maneira ou não me permitiam fazer tudo aquilo que eu queria. Talvez porque
eu adore voar. Em demasia por vezes, assumo isso. Mas sou assim mesmo. Um passarinho
que adora voar por aí sem que ninguém diga “não vás por aí” ou “não faças isso”.
Tal como um pássaro,
nunca estou no mesmo ninho. Sim, construo o meu ninho o melhor que posso, mas
quando vem o mau tempo e as folhas secam ou se estragam, há que fazer um novo,
um melhor, um diferente. Eu também sou assim. Por isso me considero um pássaro
do mundo! Onde estou, vivo e permaneço enquanto o ninho está em boas condições.
Depois, quando chega o mau tempo e fica frio, sigo o meu caminho para tempo
mais ameno e confortável, que me permita construir o meu ninho de novo, com
novos ramos, novas folhas e que fique perfeito de novo.
Ao longo da minha
experiencia fora da casa do pai e da mãe (que, acreditem, é assustadora) fui me
conhecendo. Muito mais do que antes. Este ano, como muitos sabem (seja na vida
real, seja porque lêem o meu blog), passei por etapas muito difíceis, muito
más. Mas todas estas etapas, por muito más que tenham sido, foram a grande
aprendizagem da minha vida.
Nunca pude “bater com a cabeça” (à séria! Dessas que dói mesmo!) enquanto vivia perto dos meus pais. Sempre os tive a meu lado para TUDO! Sempre foram impecáveis comigo e sempre me cuidaram da melhor maneira. E não tenho palavras para descrever o quanto agradeço a boa educação que me deram e o quão bem me trataram toda a vida, fazendo de mim, aquilo que sou agora.
Mas estando
sozinha, sem pais para aconselhar, sem coragem, por vezes, de pedir ajuda aos
amigos, consegui superar-me como nunca o tinha feito! Consegui vencer obstáculos
que nem sabia sequer que existiam. Consegui descobrir aquilo que eu gosto, sem
ter de agradar a ninguém; consegui ser eu mesma, sem pensar se outra pessoa
iria gostar ou não da minha maneira de ser; consegui matar uma aranha sozinha
(e uma centopeia também, mas porque era muito pequena); consegui cozinhar para
mim e cuidar-me todos os dias, mesmo não tendo ninguém a quem o mostrar. Só para
mim. E nunca tinha sido assim. Nunca tinha feito nada por mim.
E foi assim que
descobri a liberdade. Descobri que a liberdade não é fazeres o que queres e bem te apetece. Liberdade
não é poderes dizer aquilo que te apetece sem olhar as consequências. Liberdade é simplesmente: ser tu
mesmo! A tua essência. Essa, é a verdadeira liberdade. O aceitar-te tal e como
és. Sem tirar nem pôr, sem agradar a outrem. Não! Tu! Só tu decides o que
queres ser e como o queres ser. Isso sim, é liberdade!
E, para celebrar
esta etapa boa e má, mas com muita aprendizagem pelo meio (e ainda mais está por
vir!), fiz uma tatuagem. Com o significado de toda esta história. Da minha
vontade de voar, da minha ânsia constante de liberdade, de mudança constante de
“ninho”… esta sou eu! Sem tirar nem por. Um passarinho emigrante. Que voa muito e, por vezes, até sem destino.
E com isto,
agradeço a todas as pessoas que estiveram aí. Pessoas que me ensinaram da
melhor ou da pior maneira a ser eu mesma. A aceitar-me. A descobrir que nem
tudo é tão bom e bonito como eu achava, mas também, que nem tudo é tão mau e
desastroso. Há um equilíbrio. E eu, em vez de estar depressiva em cada momento
mau, aceito esse momento. Vivo-o e aceito-o. E acredito, e hei-de acreditar
sempre, e para sempre, que o melhor ainda está para vir! Mesmo que para isso,
tenha de construir mil ninhos e voar para muito longe!
Obrigada a todos!
Em especial aos meus pais por estarem para mim sempre e sempre e sempre, ao meu
ex marido e melhor amigo por me aceitar tal como sou (e que esta amizade que
permanece depois uma linda historia de amor nunca termine), às amigas e amigos que estão
aí para mim, nem que seja apenas com palavras de animo (por vezes isso chega!),
e a todos os que de alguma forma de ensinaram e me abriram os olhos e me
fizeram ver que nem tudo é bonito, mas quando o é, é Perfeito!
Aqui está ela. 9 andorinhas negras feitas pelo André. Um profissional, um amigo. Obrigada!
E agora...venha a próxima!!!
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