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E chove...



E chove de novo. Vêem se carros com neve. De certeza que neva pelas montanhas mais altas. E eu quero tanto a primavera de volta! Necessito tanto o solinho na minha cara e no meu corpo! De cada vez que vem um raio de sol eu já fico contente, mas hoje saí de casa tarde e com a chuva a bater me na cara! Não gosto!
Mas quando estás feliz e a vida te sorri, por mais obstáculos que ponha à minha frente, sigo o meu caminho e deixo que tudo se resolva sem me zangar ou fazer cara feia!


Happiness is the way! ;)

Saudade


Este blog estava a precisar de (mais) uma mudança no estilo. Já estamos na época do calor por isso um toque mais fresco neste blog era necessário. 
Aproxima-se o calor e o tempo mais quente. O sol já aparece e já aquece os nossos corações. Ainda está um pouco frio, é verdade, mas Andorra é mesmo assim. Nunca fará calor a 100% e quando fizer, será insuportável. 


Começo aos poucos a habituar-me a este pequeno país. Estou cá desde Novembro de 2011 e a verdade é que até há bem pouco tempo não tinha ideia do sitio onde estava. Vim para cá por amor. Amor esse que não funcionou.
Agora tenho um novo amor que me faz querer estar aqui e cada dia estou com mais força e mais feliz e cada dia com mais vontade de ficar por aqui! Com ele.
Não conheço bem a zona onde vivo. Nunca andei por aqui. (antes de vir trabalhar para a empresa onde estou) Então os clientes vizinhos desta zona (note-se que vivo na porta em frente à minha loja!) falam me de ruas e lojas que eu nunca ouvi falar na vida. Já estou na altura de tirar um domingo pela tarde para ir dar um passeio pelo quarteirão e conhecer o meu novo bairro.
Vivo numa zona muito bonita. Na zona antiga de Andorra la Vella. É muito bonito, muito rústico e, no meio da tranquilidade da zona, há sempre movimento.
Aqui ao lado tem uma praceta onde tomo o meu café cada dia. Os donos do café são um casal português e sempre estamos ai na conversa.
Verdade seja dita, estou em Andorra e não falo catalã. Não tenho amigos catalãs e, até mesmo o castelhano, quase não o falo. É um país de portugueses. País de pessoas que saem das suas terras em busca de algo melhor. E lutam muito! Porque viver longe da nossa casa não é nada fácil.  
Eu falo por mim. Falta me o calor da família, as festinhas do cão e o mar


Como eu sofro sem ver o mar… aqui sufoca-se um pouco, pois à volta só tem montanha. A paisagem é linda sim, mas sufocante. Aqui não há o “horizonte longínquo” do mar. Aqui há apenas montanha. Verde, verde e mais verde! 
E eu tenho saudades de ouvir as gaivotas, as ondas do mar, o ar fresquinho da praia… a areia! Ahhhh que saudades! Na próxima viagem a Portugal vou andar como uma louca a correr na praia atrás das gaivotas! E descalça a sentir a areia e a absorver o solinho que tanto estimo! Só espero que esteja bom tempo… é só o que peço. Bom tempo para ir à praia…


Concluindo…adoro viver aqui. Mas o que tinha de fazer aqui já o fiz. Que era encontrar o meu Baby. 
(ser feliz com outro por um tempo e aprender, lutar, passar mal, lutar, passar muito mal, lutar ainda mais, encontrá-lo num café e ser feliz, muito feliz com ele!)
Em breve, não sei ainda quando, iremos para a praia. Viveremos na praia. Ambos desejamos isso e ambos vamos lutar (juntos!) pelos nossos sonhos!

O Amor #29685


Hoje estou num desses dias que tudo me parece tão bonito e tão claro! Estou perdidamente apaixonada. Cada dia mais. Cada dia mais forte e mais intenso. Cada dia melhor.

Estou com o Baby vai fazer 3 meses. Sim, é pouco tempo eu sei, mas há uma conexão tão forte e tão intensa entre nós que parece que estou com ele há 2 ou 3 anos. Tudo se tornou tão bonito desde que estou com ele. Já passei por muito, é verdade, mas esse “tudo” fica tão pequeno quando penso no Amor que sinto pelo Baby. O maior problema diminui quando chego ao fim do dia e lhe dou um abraço. A menor duvida se vai em cada beijo que me dá. A pouca falta de confiança (normal num inicio de namoro) vai-se quando diz que me ama. O meu sorriso alarga-se de cada vez que me diz baixinho “meu amooooor”…

É  uma sensação tão boa! E estou orgulhosa de mim por estar a deixar entrar alguém no meu coração a 100%. Estou feliz! No meio de tanta coisa minimamente má, estou feliz! Tudo passa quando estou ao lado dele. Tudo se torna mais bonito.

E ontem, na cama, quase a adormecermos, imaginei me com ele na nossa casa. De momento vivo sozinha. Mas passa me pela cabeça partilhar a minha casa e a minha vida ao lado dele. Imagino poder chegar a casa e ter alguém em casa a quem dar um abraço de final do dia. Preparar o jantar para duas pessoas, com tudo a que temos direito. 

Ainda me falta muita coisa para ganhar o conforto a 100% da minha casa. Mas não tenho pressa. A minha mãe sempre me ensinou que uma casa nunca mas nunca está pronta. E é isso que me dá força e paciência para esperar por melhores tempos (financeiramente falando) para poder ter tudo aquilo que sonho para a minha casa! E talvez aí, possa convidar o Baby a entrar. Quando esteja segura que não lhe faltará nada na minha/nossa casinha!

Estou apaixonada! Muito! Não me tirem esta felicidade. Passarinhos voam! E cantam! E bailam à minha volta! 

A culpa é da Primavera!  

Coisas minhas

Quem havia de dizer que ia participar numa brincadeira de um blog, responder bem à pergunta e ganhar um jogo??? 
Tudo só porque me cai bem o rapazinho!... :)

Aqui!

Fragmentos - parte VI

Descobri que escrever sobre mim me tem ajudado muito. Descobri também que quanto mais falo sobre mim mais deixo de ser eu mesma. (hein?) Estou tão eufórica com a ideia de descobrir o meu “eu” que acabo por sufocá-lo.
Digamos que estes dias têm sido autênticos desafios. Levo 2 dias sem arrumar a casa (para mim é uma loucura!) pois o livro “Carolina se enamora”, ou “Amore 14” como titulo original de Frederico Moccia, era tão bom mas tão bom que já o li. Dois dias de pura leitura sem sair do sofá. Bom demais. Adoro Moccia… 



São amores tão inocentes e tão puros que me revejo em todas as historias. Dos meus 14 anos, dos meus 15, altura essa onde tudo era tão bonito e tão horrífico  quando terminava. Hoje em dia começamos uma relação pensando “a ver no que dá” e quando acaba pensamos que foi “mais um relacionamento falhado”...


Gostava de um dia poder voltar a sentir aquele “bichinho” do Amor puro e inocente mas sei que já não será possível. Poderei agora gostar muito de uma pessoa. Poderei ate dizer que a amo. Mas será mesmo assim? Gostamos e já esta? A minha mãe sempre me ensinou que gostar só não chega…lembro me destas palavras perfeitamente. Quando nos deitávamos na cama as duas a falar sobre tudo e mais alguma coisa. E numa dessas tardes falarmos sobre o Amor. E ela disse me que amar só não chega. Há muito mais que fazer numa relação. E disse a palavra que eu ate agora não gostava…cedências. Há que fazer cedências, dizia ela. E hoje em dia vejo que tem razão. Se não nos ambientamos à outra pessoa, as coisas não funcionam. Porque quando tens 14 anos o Amor é perfeito, a pessoa é perfeita e amas ate os mais terríveis defeitos dela. E por isso deixaste levar. Quando já tens idade para ter juízo, pensas em todo o resto… se te dará tudo aquilo que necessitas, se te fará feliz e não te faltará com nada, se sempre te apoiará, que não será como os outros (porque lamentavelmente todos nos fazemos essa pergunta, e mais ainda, depois de várias desilusões). E ai decides se vais em frente com a relação ou não. E é um risco. Um risco que com 14 anos adoras comete-lo e ate o podes repetir no verão seguinte, com 15 anos. Mas quando passas os 20…as coisas mudam. Já não se vê tudo cor-de-rosa. Já existem as desilusões e as ilusões também. Pois começamos a idealizar o que queremos e o que não queremos num companheiro. Homem ou mulher, somos assim.
E eu não sou excepção. 


Fragmentos - Parte V

Depois ponho me a pensar no actual namorado que tenho. Está me a tentar ajudar a encontrar-me. Deixa me ser eu mesma e diz que quando consigo ser eu a 100% é quando mais gosta de mim. Eu também gosto mais de mim quando sou eu mesma, mas já faz tantos anos que me vou “transformando” que me esqueço da minha essência. Estou aos poucos a tentar ser eu mesma com ele. Porque se ele me aceita como sou, não tenho problemas em demonstrar-lhe aquilo que posso fazer ou ser ou dizer. Quando lhe tento fazer uma festinha na cara, parece que o meu corpo de alguma maneira me impede de o fazer. Porque durante muito tempo não aceitaram o meu carinho. Ou quando eu dava carinho achavam que queria sexo. E eu não sou assim. Eu acredito que se pode dar mimos e carinhos sem ter de chegar ao sexo. E o meu namorado também acha. O que é fantástico.


Estou a habituar me à sua maneira de ser. É um rapaz especial e diferente de quase todos os namorados que tive. (ainda não descobri se isso é bom ou mau)
É super carinhoso, é atencioso comigo e mima me até mais não… e eu adoro isso. Sinto me amada por ele e, por isso, esforço-me por dar lhe a entender que também gosto dele e também o quero mimar. (mesmo quando o meu corpo me tenta impedir)
Sinto que com ele poderei ter uma bonita história de amor. Curta ou comprida não me importa, mas sei que pode vir a ser bonito. Mas ambos estamos a medo. Ambos temos esse “pé atrás” que não nos permite dar tudo. Eu noto isso da parte dele e ele nota o mesmo da minha parte. Enquanto não tivermos o nosso equilíbrio emocional nunca saberemos como será o nosso futuro. Mas a verdade é que quando estamos juntos, o mundo brilha à nossa volta e quase se ouvem os passarinhos a voar em cima das nossas cabeças. Estamos muito apaixonados mas não sabemos controlar as nossas emoções. E falo pelos dois, pois ambos estamos assim. Apaixonados e descontrolados.


(momento sonhador) Quero que chegue o dia que possamos estar os dois bem um com o outro. Que eu possa sentir me segura com ele e ele comigo. Que possamos dar tudo um ao outro e termos um relacionamento normal. Gosto do facto que cada um tem a sua casa. Durante um tempo quero e espero que seja assim. Porque apesar de amar estar com ele, preciso do meu espaço. Quero namorar com ele. Quero poder sair com ele, passear, levá-lo a uma esplanada e ficar horas a conversar com ele. Quero jantar fora com el (já fomos!!) e apreciar o menu com ele, sem falar em problemas, apenas a conversar como dois adolescentes apaixonados. Quero que me leve a ver as estrelas. Quero poder adormece-lo. Dar lhe mimo ate ele adormecer. E poder faze-lo sem medo. Sem pensar em nada. Limitar-me a olhar para ele e vê-lo a entrar no mundo dos sonhos. Quero poder oferecer-lhe prendas mínimas e significantes (há que tempos que lhe quero dar uma coisa e ainda não tive nem tempo nem dinheiro de sobra para o fazer…) Anseio o dia onde o dinheiro (ou melhor, a falta do dinheiro) não seja tema principal de conversa. Se tudo correr bem em Agosto já fico com mais dinheiro e poderei poupar. Mas até lá, quero viver cada minuto com ele. Cada segundo. Quero ter saudades. E há dias que não sinto. Há dias que preferia ficar sozinha em casa, no meu mundo e não estar com ele. Mas depois sei que os horários não são compatíveis e então penso que as saudades podem esperar. Já irei de férias uma semana, sem ele. E aí já verei se terei saudades ou não. Será uma boa prova. Uma semana sem o namorado, em Portugal e ver se aguento bem sem ele ou não. Estou segura que vou adorar essa semana porque vou estar com os meus pais, mas também sei que vou sentir a falta dele. Do seu olhar, do seu sorriso, dos seus mimos. Das palavras mágicas “meu amooooooorr” que só ele sabe dizer… isso tudo vou sentir falta quando estiver em Portugal. Mas sei que vou aguentar! E ele também (ou isso espero).



Espero também que, um dia em breve, ele possa confiar em mim a 100%. Sei que não confia, noto bem isso. Ate eu me pergunto se confio mesmo nele a 100% como já lhe disse?!... não sei. Sinceramente não sei se confio. Porque se ele não confia em mim, dá me razoes para não confiar nele também. Ou confio e estou perdidamente apaixonada que já nem sei o que digo?! Este meu equilíbrio (ou a falta dele) aparece quando penso em “nós”. Quando me pergunto se isto vai mesmo dar certo ou não. Porque temos tudo para ser bonito mas… será mesmo tudo bonito? Ou ele vai se passar de cada vez que eu falar com um amigo, ou abraçar um amigo (porque eu sou assim) ou sair de festa sem ele, poderei sair de festa sem ele, sem pensar que ele poderá estar com os nervos sem saber o que eu estou a fazer? Será assim de obsessivo? Ou sou eu quem está a ficar obsessiva com este tema da falta de confiança/possessão?
Ainda há muito para descobrir. Ainda há muito para aprender.


E a nossa história só agora acaba de começar!...