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Para ti, Amor.

Gosto de ti. Esqueço me de dizer-te. Mas tu sabes que eu gosto. 
Odeio-te. Penso tantas vezes que te odeio. Mas tu sabes que não é verdade. 
Gosto da tua companhia. Também sabes disso. As nossas conversas sobre coisas estúpidas. As musicas da VH1 a passar e nós a cantarmos e a falarmos durante horas “naquele” bar que é e será sempre nosso. 
Não gosto de estar contigo. Sabes que isto é mentira. Mas por vezes penso que não estamos feitos um para o outro. Que não temos as mesmas ideias. 
Porque casamos? Porque foi tudo tão depressa? Porque não soubemos aproveitar? Onde falhamos? Porque falhamos os dois. Eu e tu. Eu, porque falei muito tarde  e tu porque te acomodaste muito cedo.
Não consigo acreditar que poderá voltar a ser tudo bonito. Demasiada história. Demasiada mágoa. Nunca seremos felizes. Nunca serás o meu conto de fadas. Nunca serei a tua princesa. E isso incomoda me. Como é que nos damos tão bem um ao lado do outro mas não conseguimos ser um casal. 
Onde está o erro? 
O que falha? 
O que é que não dá?
Porque se tu não estás eu sinto a tua falta. Mas quando estás sufocas me. Dicotomias estranhas, hein? Paradoxos inexplicáveis. Assim somos nós. Uns separados inseparáveis. Que nos amamos – porque nos amamos e muito! – e não funcionamos bem.
Estaremos condenados a isto? A nunca poder ser um só. Porque somos muito diferentes um do outro…mas sentimos a falta um do outro. Estranho, não? Difícil de explicar…
Isto tudo para que saibas que (ainda) te amo. Muito. Mas não sei se dá. E tenho medo de tentar outra e outra vez e tudo seja igual. 
Muito lindo mas sufocante. 
Perfeito mas infeliz. 
Romântico mas cómodo.  
Aqui te espero. 
Companheiro.


(Sim meu-ainda-marido. Isto é para ti.)

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