E de repente a toalha cai. E fico ali. Nua. Petrificada. Sem saber o que dizer. Sem saber o que pensar. És um destruidor de sonhos. Um destruidor de mim. E eu não posso mais deixar me levar. Porque afinal a toalha sou eu. Quando está usada muda se para uma nova. Ou melhor...quando a toalha preferida fica seca, passada a ferro, como nova... troca se pela que se usava então...
Tantos sonhos... serei sempre assim... quando abro o coração levo uma facada como se fosse um nada. Uma mais. Uma apenas. Quando eu queria ser "a".
Por isso continuo a seguir o mesmo modo de pensamento desde há algum tempo. Sentimentos: off. Não existem. Não os quero. Odeio os. Tal como me odeio a mim por abrir uma janela do meu coração. Ainda que por um curto espaço de tempo.
Fiquei fraca de novo. Morri outra vez. Como tantas e tantas vezes morro. Quando me levas de volta à realidade. És um destruidor.
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Chamada à realidade
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