Pesquisar neste blogue

Gratidão

Silêncio

Como será ficar três dias em silêncio comigo mesma?

Vou fazer um retiro espiritual. Vou estar três dias em silêncio comigo. Quase como um vipassana mas com outras regras. Tenho três meses para me preparar.
(Adoro como o número três participa constantemente e ativamente na minha vida)

Não me lembro da última vez que estive comigo mesma.
Não me lembro de estar três dias sem telemóvel ou música.
Hoje (agora) estou em silêncio. Mas com o telemóvel na mão a escrever para o Blogger.
Sempre temos alguma desculpa para estarmos ocupados com alguma coisa.
Sempre temos alguma distração. Sempre há algo.

E quando não houver nada no lugar do algo? Como será?

Mude

Guess who's back!

Sim, a Almofada decidiu viajar e se perder para se voltar a encontrar.
Tenho alguns textos preparados durante a minha ausência no blog para publicar dentro de uns dias. 

Precisava de dar umas férias ao blog. Umas férias de mim. E aqui estou de volta.
Mais uma viragem. Mais um novo capítulo que se escreve pois é exatamente isso que é a Vida. Um livro mágico cheio de histórias diferentes todos os dias. E por vezes, sim, é preciso parar. Terminar a frase e fazer parágrafo. Renascer. Renovar. Reviver. Reinventar (se).

Este blog sem dúvida trata várias passagens da minha Vida. Várias mesmo! Nunca fui uma pessoa estável pois sempre insisti em fazer o meu caminho do meu jeito. E esse jeito é… não ter jeito. O problema foi sempre esse. Essa falta de jeito em viver em condições. Onde havia pecado e aventura lá estava eu. A participar na asneira. Ou será que não seria asneira? Seria algo errado? É que no momento fazia todo o sentido. No momento era perfeito. E eu sempre fiz tudo o que queria, como queria, quando queria. Erro. Grande erro.
Devia era ter caído mais vezes. Devia ter dado mais ouvidos à razão. Mas não dava. Não quis saber. Não quis ouvir. E hoje a história da minha Vida é toda uma atribulação de andar de um lado para outro sem nunca ter parado para pensar. Pensar antes de fazer.

Até que… eu fui de férias. O blog foi de férias. A menina que escreve o blog foi de férias.
E parou.
É verdade, nesta ausência deu mesmo para parar.
Gosto demais do blog para o apagar.
E gosto demais de escrever como para parar de escrever.
E citando a minha querida Clarice, quando parar de escrever é porque morri.

O Poder do Coração

No seguimento do filme publicado no post anterior, Power of the Heart abriu-me os olhos a uma realidade que já a conhecia mas nunca lhe tinha dado nome.
O coração é o que nos faz mover, viver, ser. E é a partir dele que vivemos. Porque todos sabemos que se o coração pára, morremos.

Ora é a partir do coração que tudo começa. "Passa do coração para a mente e da mente para o corpo". Se soubermos ouvir o nosso coração conseguimos viver melhor. Conseguimos ver as coisas tais como elas são. E ao vermos as coisas como elas são, vemos as coisas também como nós somos.

Daí a necessidade de termos um bom coração, de forma a que tudo o que possamos ver seja bom. Tal como indica Monty Python "always look on the bright side of life", vê sempre o lado bom, mantém o positivismo e sê aquilo que queres ser e não o que os outros querem que tu sejas. Lá porque os "outros" são maus, fazem mal ou dizem e fazem coisas que te magoam não tens porque ser mau também e/ou ser como eles.

Intuição e sincronização são temas que também entram no filme. Gosto da ideia que nada acontece por acaso. Tudo está sincronizado. Tudo é sintonia. Nada é do nada. Há um tempo especifico, num momento especifico, num local especifico e as coisas acontecem... porque têm de acontecer. 
Nada é premeditado. Há sempre um propósito para tudo, nós é que só descobrimos depois. Quando aprendemos. Seja algo bom ou mau. E a isto une-se a intuição. 

Muito recentemente (ainda que já lá vá um ano!); fui sozinha a um festival, decidi em cima do joelho não ter medo da solidão e ir... e lá, conheci o meu actual namorado e estou mais feliz que nunca! Segui a intuição e o coração. E aqui estou.

Posso usar-me como exemplo porque quem lê o meu blog sabe dos meus caminhos, sabe que nunca desisti de seguir o coração e a minha intuição. Se naquele momento tinha de ser assim, eu ia! E depois aprendia com as consequências. Que foram muitas outrora! E duras! Mas estou aqui hoje. Com o coração cheio. De Amor!

E não é isso que é a Vida afinal? Não é isso que vale a pena? Não é isso que nos faz sentir vivos? 
Vale a pena parar. E pensar nisto.  


Power of the Heart