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A magia da coisa

Estive a pensar no que me disseram… falaram-me sobre segundas oportunidades. Será possível haver uma nova química, um novo jogo e uma envolvente magia… Tudo isto numa segunda vez? Com a mesma pessoa?
Não acredito. Já não acredito. Tive uma segunda oportunidade; outrora partilhada aqui no blog, mas a verdade é que a química e a magia foram-se… ou melhor, não existiam. Era lindo, havia amor, mas não era magico. 
O inicio normalmente é sempre bom porque há a descoberta, pouco a pouco, da pessoa e da sua maneira de ser. Mesmo quando já se conhecem pessoalmente, o lado intimo é algo novo. Para os dois. E essa descoberta costuma ser mágica. Mas e se não for no momento certo? No momento que supostamente devia ter sido?

Acredito que os momentos quando se perdem nunca mais voltam a ser os mesmos. Há oportunidades sim, mas são tomadas como rectos. Como algo que devias ter feito antes e não fizeste e tens uma nova oportunidade. Mas nada será igual. Ou será? Estou errada?
Será que temos novas oportunidades para poder aprender aquilo que não aprendemos e/ou perdemos na altura? Sei que nada é por acaso… mas numa relação… valerá a pena? Será magico?

Eu, pessoalmente, se não sinto magia não sinto graça. E não gosto. Preciso de sentir aquele calafrio no estômago, aquelas borboletas estranhas que dão voltas na barriga e o vermelha que fico quando estou ao lado da pessoa com quem quero estar…
Se não voltar a sentir isso, nunca mais hei-de ter ninguém. Prefiro estar sozinha do que acomodar me a alguém só porque sim.

Mas se há magia… é lindo! Tudo soa mais belo, quando os corpos se unem é uma fusão magica. E se for uma segunda oportunidade, que seja vivida ao máximo e saboreada a cada segundo. Porque nunca se sabe…quando a magia termina. 

Sou uma sonhadora e sinceramente não queria deixar de acreditar no Amor. Sei que existe. Mas sei que não é eterno. E isso para mim é assustador...gostava muito de continuar a acreditar que existe o "viveram felizes para sempre..."

Um pouco de humor nunca fez mal a ninguém


Um dia destes volto a pintar ;)




(imagens do Google)

Let go.

Andei à procura no Google por alguma foto ou frase bonita para por aqui. Nada exprime o que sinto. Nada tem sentido. Sendo assim usarei as minhas próprias palavras.

Depois de muitos anos. Depois de muito sofrimento. Depois de lutar em vão. De sonhar alto mas não poder realizar o sonho. Depois de acreditar tantas vezes que “agora é que é” ou “vou esquecê-lo desta vez” e nada disso acontecer…
Hoje não sinto nada. Hoje tive a coragem. Hoje disse Não! Que acabou. Que nao vou vê-lo mais. E dói. Dói muito. E custa. Mas sinto-o. Sinto que é isto mesmo que quero fazer. Deixá-lo ir. Esquecer estes anos de tanto amor, de tanta ilusão e de tanto sofrimento por amar um homem que não me quer. Que me quer por perto mas não me quer ao lado… hoje fui capaz de dizer que acabou.

Já não o amo. Já era um habito. E, depois de muita historia, o livro acabou de vez. Agora já posso escrevê-lo. Porque já tenho fim para a minha historia de amor. Finalmente estou livre. Por completo.
Já sei que logo vou me por a comer batatas fritas e a chorar com algum filme lamechas mas faz falta. Fazer o luto. Acabar de uma vez com isto. Tantos anos. Tanto amor. Não correspondido. Ou sim, mas não. É complicado de explicar…
Mas acabou. Numa sexta feira,13 do ano 2013. Estranho? Sim. Mas estou feliz. Não sinto nada. não me vou arrepender disto.

Está na hora de andar com a minha vida para a frente de uma vez por todas. Ainda há muito que fazer mas acredito que o pior já passou. Este amor que me corroía tanto….acabou. De vez.  

Acrescento aqui que este é o comentário nº 508 (5+8= )
(sou destas coisas. nao acredito no acaso!)

Coisas minhas

1 - consigo gostar de mim mesmo quando ninguém me diz nada.

2 - consigo absorver cada pedacinho de sol que há entre as nuvens antes de ir trabalhar.

3 - consigo aceitar o “agora”. Estou aqui e gosto disto.

4 - consigo dizer que gosto deste país, mesmo sem praia e sem mar.

5 - consigo aceitar o frio que faz aqui.

6 - consigo sentir saudades da neve, mesmo ainda estando em Setembro.

7 - consigo dar valor às amigas que tenho. Poucas mas maravilhosas!

8 - consigo pensar em poupar dinheiro.

9 - consigo não ser consumista, mesmo querendo comprar coisas. Não as compro e ponto.

10 - consigo ficar muito tempo a olhar para o espelho. Para a minha tatuagem.

11 - consigo estar sempre “perfeita” para mim mesma, sem pensar que “ninguém vai ver”.

12 - consigo estar orgulhosa de mim mesma e de toda esta mudança interior.

13 - consigo ir ao dentista sozinha. E marcar segunda consulta sem medo.

14 - consigo assumir que não sou miúda de saltos altos. Tenho, mas prefiro sapatilhas e bailarinas.

15 - consigo fazer uma lista com 14 coisas que consigo fazer sem parar para pensar nelas!

16 - estou ainda mais orgulhosa de mim. Cada dia mais!

17 – conseguirei fazer ainda mais! E melhor! E estou cada dia mais feliz comigo!   


Homenagem


A minha vida resumida por causa de um dentista

Bom dia alegria! Continuo bem disposta e feliz. Mesmo com a chuva! E acredito que é esta atitude que faz com que tudo seja mais fácil.
Hoje tenho dentista. É a primeira vez que vou a um médico sem a mãe. Ok, podem julgar à vontade. Sou filha única, mimada até mais não e ela sempre esteve aí para mim!

Desde que estou aqui… tudo mudou! Tudo! Já faço tatuagens, vou ao dentista sozinha, vivo sozinha… tem sido incrível! E eu ainda não acredito muito em tudo o que me está a acontecer. Porque não estou habituada. Não estou habituada a ter de lutar por mim sozinha. A não ter a quem agradar. Sempre tive alguém. E agora não tenho. E por isso, tenho passado os melhores (e os piores) momentos da minha vida!

Fui educada com o ensinamento que há um ciclo na vida: estudos, trabalho, marido e filhos. Uma casinha, um carro e uma rotina. (ups...not me!)
Basicamente esta é a história dos meus pais. Que se conheceram numa festa com amigos que tinham em comum e o meu pai caiu de amores por aquela menina vestida com roupa de folclore. O meu pai viajava muito com a sua banda de musica (ainda hoje andam aí!!) e a minha mãe trabalhava muito também num escritório. Criaram uma rotina de amor e cuidado mutuo que eu fui habituada a ver. Não iam a lado nenhum um sem o outro. A minha mãe não saia sem o meu pai. Se era para ir, iam juntos. E depois apareci eu. Que obrigou a minha mãe a ficar mais vezes em casa e a não poder seguir o meu pai nos concertos. E depois eu cresci. E queria sair com a minha mãe. Lembro-me perfeitamente das minhas saídas. Comecei a sair à noite muito cedo. Porque ia com os meus amigos (que sempre foram mais velhos que eu) e…com a minha mãe. Nunca a vi apenas como uma mãe. E ao meu pai tampouco. A minha mãe sempre me acompanhou o crescimento de perto. Sim, perto demais talvez. Mas… fui uma gravidez de risco, uma filha muito desejada e entendo perfeitamente toda esta protecção para comigo. Com o meu pai igual. Lembro me de vir um Verão a Andorra. Em 2006. Estive aqui 3 meses a trabalhar. E quando voltei a Portugal, vi o meu pai velho. Com os cabelos mais brancos, as sobrancelhas branquinhas também e fiquei chocada. Será uma imagem que nunca irei esquecer. A primeira vez que saí de casa (por mais que uma semana) e do país, notou-se imenso, em especial no físico do meu pai e no psicológico da minha mãe.

Entretanto cresci mais uma bocadinho. Universidade. Já ficava em Braga mais de 15 dias. Mas até eu sentia as saudades. Do papa e da mama. Assumo. Somos muito unidos e sofro muito com a ausência deles. Até que comecei a viver com um namorado e já eram eles que vinham me ver na minha/nossa casa. E já havia um pouco mais de distancia apesar de lhes contar sempre tudo. Isso chocou o namorado. Que não aceitava a nossa maneira de ser. Entre escolher um ou outro, está mais que claro que escolhi os meus pais. E deixei o namorado.

Voltas e mais voltas que a vida dá, acabei por voltar a ir viver com eles. Em 2010. O ano que iniciei o meu crescimento de verdade (mesmo sem me dar conta disso). Que decidi deixar de ser infantil e mimada. Fui tarde, eu sei. Mas todos sabemos o quão bom é ter a mama e o papa ali ao lado, sempre! Para tudo! 

Comecei a trabalhar em Viana (na mesma empresa onde estou), e cuidava dos meus pais. Estávamos os 3, ajudávamo-nos e foi a época familiar mais feliz. Uns percalços pelo meio ultrapassados (quem não tem problemas na família?) e foi quando me dei conta que já estava. Que estava preparada para o próximo passo: ir viver sozinha.

Tinha pensado ficar em Viana porque estava com emprego fixo e com amor profundo ao meu trabalho! (tal como hoje) mas o Amor tem destas coisas e o resto já sabem. Deixei tudo por Amor. E fiz uma pequena paragem de “crescimento pessoal”. Voltei a dedicar-me a outra pessoa. Sem dar-me conta, porque só agora vejo isso, moldava-me à pessoa que estava comigo e esquecia-me de quem eu era. Como sempre! Como sempre o fiz, sem me dar conta.

Blá blá blá pelo meio que todos já sabemos (quem lê o blog sabe) e, todas estas experiencias serviram para o meu crescimento. Ainda tenho imenso para aprender, imenso! Ainda tenho muito que viver, que suportar, que fazer, que aproveitar! Mas agora as coisas são vistas de outra maneira.

Decido por mim. Faço o que quero. Sou quem sou e basta. Luto muito. Todos os dias por estar melhor. Por ser melhor. E noto isso. Vejo isso em mim. E sei que isso os outros não vêem mas é a mim que me importa, sou eu que me importo! E sorrio. Sorrio muito. 
Porque o melhor ainda está para vir!  

E todo este tema porque vou ao dentista sozinha. Pela primeira vez. Com 25 anos!