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Choque...

E é isto...


Todo bom. Gay. 
Que se passa no Mundo???? Será que nós, mulheres, estamos a perder qualidades?

Uma longa reflexão

Ano 2013. Agosto. 

Depois de 8 meses de aprendizagem pura e dura (retratada muitas vezes aqui no blog), chegou a hora de tirar conclusões, elações e decisões.  
Em 8 meses fiz imensas asneiras. Aprendi com todas elas.

- Aprendi a estar sozinha a 100%. E gostei. Foi dos momentos mais assustadores da minha vida; não foi nada fácil mas deu para conhecer-me. E muito.

-  Aprendi a controlar crises de pânico sem recorrer a chamadas telefónicas para “possíveis amigos” que estivessem por aí. Sozinha em casa. “Respira. Calma. Tudo vai ficar bem.” E tudo ficava bem.

- Aprendi que as pessoas fazem tudo a troca de alguma coisa. O ser humano é mesmo assim. Todos somos assim. Até eu.

- Aprendi que há gente boa. Mas 95% das pessoas são más. E isso vê-se quando há alguma zanga e/ou separação. Seja de amizade ou de amor.

- Aprendi que os momentos são isso mesmo. Momentos. Podemos estar com uma pessoa uma vez, mas essa sensação/esse momento nunca mais se repete. (e eu achava que sim)

- Aprendi a viver com pouco dinheiro. Ou nenhum. E aguentar-me.

- Aprendi a não gastar. A comprar apenas o essencial. Seja em comida como em tudo (roupa, acessórios, etc.)

- Aprendi a dar valor ao que tenho. A dar valor ao que vou construindo sem ter aquela ansiedade de querer mais. (e eu era assim...)

- Aprendi que por mais que o emprego que temos seja um sonho, há sempre problemas. Sempre! Aprendi a lidar com isso. E a não viver para o trabalho, mas sim a trabalhar para viver.

- Aprendi que não há homens de sonho. OK. Custou mas cheguei lá. Não há príncipes. E quanto mais conheço outros homens, mais me dou conta que estou a deixar fugir um quase-príncipe-perfeito.

- Aprendi que por muito que eu seja uma louca, uma tonta inconstante, uma florzinha de cheiro, uma não sei mais o quê… vou ter sempre “aquele” homem ao meu lado. E devo aceitar isso. E recebê-lo de braços abertos.

- Aprendi a falar mais. A expor. A opinar. A não guardar para mim o que me incomoda. Porque assim não vou a lado nenhum. (isto ainda está em processo…)

Descobri que sou super independente. Mas que preciso de ter sempre alguém a meu lado. É estranho e não sei bem explicar isto. Ou seja: preciso de fazer tudo à minha maneira, mas gosto de ter sempre alguém a dar a opinião. Não gosto que me contrariem mas preciso de ouvir conselhos. (estou a aprender a ouvir mais)

Descobri que apareça o homem que aparecer, irei sempre compará-lo ao meu marido. Porque nunca haverá nenhum que me entenda como ele. E, por causa disso, cheguei à conclusão que o homem que me poderia acompanhar seria mesmo ele, o marido. 
Descobri também que fico chateada se não entendem as piadas que um dia foram minhas e dele. E por isso, nesses momentos, é quando sinto mais a falta dele. Quando se ria comigo das piadas.

- Descobri que não quero ter rotina. Não sou assim. Não sou de estabilizar na vida. Não sou de ter aquele rumo típico que toda a mulher tem. Estudos. Marido. Casa. Filhos.
Não sou assim. Sou mais do tipo: trabalho – casa – festas - estudos – trabalho – festas – um amigo especial – sexo – passeio – trabalho – sexo - viagens – férias – casa. Tipo isto. (difícil não?)

- Descobri que gosto de andar a pé. Não sou de correr. Mas adoro passear a pé e ver pormenores. Ver os pequenos detalhes da vida. E gosto de ter companhia quando o faço.

- Preciso de aprender a cozinhar. Aliás, não é que não saiba. Mas preciso de ter vontade de cozinhar. É um objectivo a cumprir.

- Preciso de aceitar que estou a crescer. Ainda não o consegui fazer. Detesto pensar nisto mas é uma realidade. Todas estas experiencias me têm feito crescer imenso como pessoa. Estou mais adulta, mais cuidadosa, penso mais antes de fazer as coisas. Finalmente (!!!) estou menos impulsiva (ainda em processo de melhora). Penso antes de fazer as coisas. (também ainda em processo). Não tomo decisões drásticas. (marco-as como sonhos ou planos futuros; não como “vou fazer isto já e agora!”)

- Preciso… de voltar a amar. Ou melhor. De aceitar a ideia de amar. De voltar a construir o meu coração. De acreditar de novo. E isto talvez seja o mais difícil. Porque sempre acho que não mereço ou que não devo ou mesmo que não sou assim. Mas sou. Com ele. Só com ele. E é difícil. Porque depois tenho as minhas crises parvas. Os meus pensamentos do “eu estou é bem sozinha” ou “quero o meu espaço” ou mesmo “não o mereço”.
Preciso de melhorar isto. De falar muito. De chegar a acordos juntos. De fazer as coisas bem. E falar mais ainda. De fazer coisas. Mais coisas. E mais coisas. E nunca ter rotina. Nunca cair no comodismo que é a merda de um casamento.

- Preciso de voltar a acreditar. Especialmente em "nós". Já me aceito tal como sou. Já sei como sou, o que gosto, o que não gosto, os meus ideais, os meus planos, sonhos e desejos. Já sei a minha essência. Agora…preciso de acreditar que consigo manter isto tudo com ele a meu lado. E não será fácil. Mas eu consigo! 

Já passei por tanto este ano (que ainda não acabou) que estou preparada para o que ainda está por chegar! Bom ou mau, vou aceitar o que vier de braços abertos. Porque acredito que tudo irá ficar bem. Acredito em mim. 

Um caso de dentista

OK. Hoje estou melhor. Eu avisei que apenas seria um dia mau. E foi um dia mau com um final feliz. Tudo vai da maneira como vemos a vida. E eu estou a aprender que a vida tem momentos maus, sim, mas que são ultrapassados se fizermos por isso. Se formos positivos. Se acreditarmos que “tudo vai ficar bem”. Porque no fim, acaba tudo por ficar bem.

Tenho um novo “problema” na minha vida. Nada que não se resolva. (daqui a 15 dias quando receber o salário…)
Ando mal dos dentes. Nas férias parti um dente e este menino (ou meio menino agora) está me a atacar um nervo que me chega a um ouvido. E tenho tido dores horrorosas. Mas a verdade é que, como já descobri o que me faz doer, passei a comer do outro lado da boca, passei a comer mais devagar e em menos quantidade para nunca “atacar” esse nervo que me põe os nervos em alta e me dá arrepios. E mal receba no próximo mês, marcarei consulta no dentista para tratar disso. (neste momento tenho a minha conta em modo tristeza)

Ando em busca de um dentista bom por aqui. Em Andorra, a fama dos dentistas é péssima e eu, que sou uma pessoa que tem pânico (literalmente falando) por dentistas, preciso de encontrar uma clínica que valha a pena. Encontrei uma no centro que tem site na internet, tem 2 doutores classificados com estudos, diplomas e têm ambos muito boa cara. Tenho fé que sejam esses os senhores que vou escolher para tentar arranjar os dentes aqui.

Pago o que for preciso por não ter dores quando me sentar na cadeira. Em Portugal, tenho testemunhas que ameacei o “meu” dentista preferido, o Dr. João, de lhe partir a mota (que era nova na altura) caso me magoasse. E a verdade é que o rapaz (um jovem jeitoso e casado há pouco tempo) faz um excelente trabalho. Nunca me magoa, é super cuidadoso e trata me muito bem. (acredito que seja porque me põe quilos de anestesia mas eu não me importo desde que não sinta nenhuma dor)…

Ora aqui em Andorra não poderei ameaçar ninguém (ou sim…) e por isso, tenho de encontrar alguém que seja profissional, que não me diga o que me faz, que não tenha espelhos porque eu de-tes-to ver a minha boca aberta a partir daquela luz estúpida que tenho sempre em cima de mim. (o “meu” doutor preferido em Portugal põe-na estrategicamente colocada para eu nunca ter reflexo!)

Espero ter sorte na escolha. Quero que seja homem. (são sempre mais sensíveis com as mulheres) Quero que esteja tudo limpo. Que seja simpático. E acima de tudo que NUNCA me diga o que está a fazer. Nem NUNCA me mostre os materiais que usa. E NUNCA me mostre sangue.


E estas são as condições. Não sou muito exigente pois não? Eheheheh 


Bad day...Very bad day.

Precisava de desaparecer. Pfff... 
Perdi as forças. Perdi a vontade. Perdi a coragem. Estou fraca. Estou mole. Estou perdida. 
Quando me encontrar...volto. 


Ups.

Hoje é segunda. Devia escrever alguma coisa. Mas nao consigo. Nao sai nada de jeito hoje. 
Sinto a falta dele. Merda. E agora? Deixo-me ir? E se corre mal? E se nao dá certo? Grrr...que nervos! Mas gostei tanto de dormir com ele... aaahhh... Merda. 

Domingo de saudade. Domingo de festa.

Raramente escrevo ao domingo. É o meu unico dia de folga e, como passo toda a semana ligada ao blog, é como um dia de descanso de todas as coisas que faço durante a semana. Mas hoje vim aqui. Li o que escreveram, vi emails, vi actualizações...

E claro que fico em baixo. São as festas da minha cidade. Hoje é a noite mais bonita. A noite da serenata. Do fogo da ponte.

Durante anos nunca vi. Ficava em casa com a minha mãe devido ao medo terrivel que sempre tive aos foguetes (trauma de infância nunca ultrapassado). Hoje em dia, desde 2002, nunca perdi uma serenata estando em Portugal. Este será o segundo ano que perco. (Esqueço me que fará 2 anos em novembro que vivo em Andorra)

Felizmente há internet. E se tudo correr bem, logo esperarei pela meia noite, hora portuguesa, uma da manha aqui, para ver a serenata via skype desde o telemovel da mama ou do papa, dependendo da disponibilidade.

Esta é das poucas alturas que digo que amo a minha cidade. É dos raros momentos que lamento não poder estar lá. Com a familia. A comer farturas e a ver todos os fogos. É das poucas alturas que digo "saudade" do fundo do coração.

Viana é Amor. Viana do Castelo. Cidade em festa. Estou aí. De coração.