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Por favor.

Levem-me a jantar fora. A um restaurante com bossa nova em piano de fundo. Onde o vinho branco caia bem. Onde a carne seja tenra. Onde a paisagem seja o mar e da janela (ou esplanada, se quiserem) possa ouvir o som das ondas a bater nas rochas.

Ofereçam-me um ramo de flores. Gerberas. Estrelícias. Rosas não. Falem me com carinho. Sem crise. Sem problemas. Tratem-me bem.

Levem-me para um hotel. Um SPA pela tarde. Ofereçam-me umas massagens relaxantes. Deixem-me dormir um pouco. Obriguem-me a vestir o que há na caixa. Um vestido curto de seda. Nada por baixo. E faremos o amor louco ali mesmo. Deixemo-nos levar pela fantasia...


E depois…acordarei de um sonho lindo!  

Ahahahahah

Nao consigo nao olhar para esta foto sem me partir a rir!...

LOL


Ver-me a mim...com outros olhos.

Pela manha é quando mais gosto de pensar. É quando mais gosto de deixar a minha cabeça fluir e os pensamentos saem ao seu ritmo. Estou completamente sem sentimentos. Aliás, tenho-os. Mas escondi-os de tal maneira que não sei onde estão. Escondi-os tanto que nem me reconheço. Mantenho apenas o carinho e o miminho com os meus pais. De resto estou mais fria que um bloco de gelo. 

Na verdade, estou a gostar de estar assim. Ninguém me magoa. Ninguém mexe com o meu coração que apenas bate. Não sente. Simplesmente bate dando sinal que ainda estou viva.
Nunca estive assim. Sempre tive mil e uma pessoas que mexiam comigo, com a minha cabeça e com os meus sentimentos. Agora não. Agora vivo para mim. Tenho os meus objectivos tão claros como o sol. Sei o que quero fazer. Juntar dinheiro e seguir em frente. Estou preparada. Preparada para partilhar o meu espaço por pouco tempo. Um esforço necessário que servirá para acelerar o que quero fazer daqui em diante.

Sou um espírito livre. Essa conclusão demorou muito a ser achada, mas quando descobri a “minha verdade" dei conta que sou muito feliz assim. No meio de coisas más, mantenho sempre o positivismo e a boa disposição. No meio dos nervos encontro a paz. Gosto disso.

Gosto desta mudança. Mudança não. É mais um “ver a coisa com outros olhos”. É ver me a mim com outros olhos. É ver me tal e qual como sou. E adoro!  

Epic Win


Para ti, Amor.

Gosto de ti. Esqueço me de dizer-te. Mas tu sabes que eu gosto. 
Odeio-te. Penso tantas vezes que te odeio. Mas tu sabes que não é verdade. 
Gosto da tua companhia. Também sabes disso. As nossas conversas sobre coisas estúpidas. As musicas da VH1 a passar e nós a cantarmos e a falarmos durante horas “naquele” bar que é e será sempre nosso. 
Não gosto de estar contigo. Sabes que isto é mentira. Mas por vezes penso que não estamos feitos um para o outro. Que não temos as mesmas ideias. 
Porque casamos? Porque foi tudo tão depressa? Porque não soubemos aproveitar? Onde falhamos? Porque falhamos os dois. Eu e tu. Eu, porque falei muito tarde  e tu porque te acomodaste muito cedo.
Não consigo acreditar que poderá voltar a ser tudo bonito. Demasiada história. Demasiada mágoa. Nunca seremos felizes. Nunca serás o meu conto de fadas. Nunca serei a tua princesa. E isso incomoda me. Como é que nos damos tão bem um ao lado do outro mas não conseguimos ser um casal. 
Onde está o erro? 
O que falha? 
O que é que não dá?
Porque se tu não estás eu sinto a tua falta. Mas quando estás sufocas me. Dicotomias estranhas, hein? Paradoxos inexplicáveis. Assim somos nós. Uns separados inseparáveis. Que nos amamos – porque nos amamos e muito! – e não funcionamos bem.
Estaremos condenados a isto? A nunca poder ser um só. Porque somos muito diferentes um do outro…mas sentimos a falta um do outro. Estranho, não? Difícil de explicar…
Isto tudo para que saibas que (ainda) te amo. Muito. Mas não sei se dá. E tenho medo de tentar outra e outra vez e tudo seja igual. 
Muito lindo mas sufocante. 
Perfeito mas infeliz. 
Romântico mas cómodo.  
Aqui te espero. 
Companheiro.


(Sim meu-ainda-marido. Isto é para ti.)

That's me!