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(Mais um) Fim de semana histórico

Hoje acordei com um turbilhão de temas possíveis para falar no blogue. Acordei inspirada! Uff… há muito tempo que isto não me acontecia! Que alegria! (tenho temas para toda a semana!)

Este fim de semana mais uma vez contém historias para contar. Os meus sábados à noite começam a ser um vicio. Tal como disse num post anterior, fui convidada para jantar fora sem saber para onde ia. E com obrigatoriedade de tacões. Pois assim o fiz.

Em casa, depois de um dia de trabalho tão tranquilo como num típico sábado, lá escolhi – com muito esforço – algo mais ou menos chique para vestir. E só pensava que queria ir de calças de ganga e sapatilhas… mas lá fui de calças azuis, top laranja aberto nas costas e os meus tacões. Não estava super chique mas estava eu-em-modo-arranjadinho. E levava comigo as sapatilhas para depois!

Acabei por estar de penetra num aniversario do chefe do meu amigo. Penetra não, vá… acompanhante do amigo. E passei tão bem, mas tão bem, que já não me lembrava como era falar com 20 pessoas ao mesmo tempo numa mesa de jantar.
Jantamos no Buda Espai Andorra, que além de discoteca também tem uma zona com restaurante e efectivamente estivemos muito bem, comemos muito (e) bem e foi super divertido! Cheguei a não conhecer ninguém e acabei por conhecer e falar com toda a gente! (típico da minha pessoa)


A grande maioria eram provenientes da Índia. Acabei por falar inglês com eles e como aqui em Andorra não é fácil alguém falar perfeito inglês, tive propostas de trabalho e tudo!
(agora que me quero ir embora é que chegam as propostas)… 
Dancei, bebi, trouxe presentes para casa… estava num jantar onde todos trabalham com tecnologias e informática. Pois obviamente levei a minha super-máquina-descartável e foi uma animação! Acabei por receber uma flor de lavanda, uma maquina de fotos feita de açúcar (fazia parte da decoração do bolo) e mais algo extra que acabei por trazer do restaurante! Ihihihih
Acabamos na discoteca Festa Andorra até de manha! Foi dançar, pular, beber até não poder mais! Quase todos trabalhavam no dia seguinte. E todos se aguentaram muito bem!

No domingo, acordei primeiro às 11h da manha cheia de fome… fui comer e voltei para a cama. Adoro fazer isso e começa a ser um vicio. E dormi de novo até às 15h da tarde.
Estava decidida a arrumar a casa toda porque espero bem que os moveis cheguem esta quarta-feira. Fui comprar tabaco e almoçar (às 18h da tarde) com o meu amigo e voltei para casa…para arrumar tudo!

Fiz uma limpeza geral e drástica em casa. Roupas arrumadas, mudei o armário de sitio (ainda está por montar), limpei vidros, aspirei o colchão emprestado, organizei as minhas paneleirices e só me faltou passar a ferro. Mas quando terminei de arrumar eram as 11h da noite! Estava de rastos! Mas contente por ter a minha casinha toda limpa e perfumada!
Falei com os papás pelo Skype e fui para a cama dormir que nem uma princesa adormecida.


E hoje acordei cheia de vida! Com sono claro… mas cheia de energia, cheia de pensamentos estranhos mas felizes. Adoro estar assim! Cheia de vontade de viver!
E como é obvio, estou ainda mais feliz porque só tenho mais esta semana para trabalhar que depois me voy!!! Férias! Portugal me espere!!!      

Random things I like


Adoro flamingos...


Adorei este conjunto.


I hate reality!


Para depois das férias!


Real truth.


Ahahahahah 


Decorar assim, dá gosto. 

Música linda



"Agora não vou mais chorar 
Cansei de esperar 
De esperar enfim 
E prá começar 
Eu só vou gostar 
De quem gosta de mim..."

Tudo vai ficar bem...

Estou oficialmente a uma semana de férias. Estou a zero. Acabou o tabaco. Estão a acabar o leite e os cereais. Está a acabar a água. Só tenho duas coxas de frango e umas batatas para este fim de semana. Sobrará atum e massa e arroz para a próxima semana. Como tenho (ainda) um pouco de queijo/fiambre/presunto poderei fazer sandes. Espero ter dinheiro para comprar pão. E assim estou.

Mesmo assim, ontem convidaram-me para jantar fora. Comi uma “caldeirada de febras”, uma invenção que o (ainda) marido decidiu preparar. Também está igual de pobre como eu e em momentos destes inventa-se o possível com o que há em casa. E posso dizer que estava bem boa!

Hoje convidaram-me (outra vez, outra pessoa) para jantar fora e para sair. Há festa num povinho aqui ao lado e lá vou eu. “És rapariga, podes cravar cigarros!” disse-me. Pois sim, vou ter de recorrer ao charme este fim de semana… Puta miséria! – perdoai-me o palavrão…

Mas não fico em casa! Seria meio caminho para entrar em depressão e loucura. E outro meio para fumar ainda mais (dos meus poucos cigarros) e ficaria oficialmente sem tabaco para toda a próxima semana. Não. Não fico em casa hoje!

E amanha vou tirar o dia para arrumar tooooda a casa! Deixar tudo preparado porque se Deus quiser (e a Fernanda também e o seu querido filho), irei ter os meus moveis na próxima quarta feiraaaaaaaaaaa!!!! Nem acredito! Alias, não acredito mesmo. Só vou acreditar quando vir o outro a montar os meus moveizinhos mai lindos! 

Por isso amanha vou andar a lavar a roupa toda, vou – por fim – passar a ferro toooda aquela montanha que tenho escondida e vou deixar tudo limpinho para, se tudo correr bem, ter os meus moveis em casa!

E como já é tradição, uma semana antes de ir de férias… começo a preparar a mala. Prova roupa, prova sapato, colarzinho, lenço para combinar… enfim… sou mesmo gaja! E adoro fazer estas coisas!


Por isso… não há NADA que me faça ficar triste. Não há miséria de merda que me estrague os meus momentos de felicidade! Não há falta de dinheiro que me faça desanimar! Choro! Claro que sim… a vida é filha da puta. Mas aguento! E hei-de aguentar até ao fim! Porque acredito que melhores dias virão. Porque acredito que tudo irá ficar bem. Porque acredito que eu vou conseguir ultrapassar isto tudo! Porque acredito em mim!  

LOL


Aquilo que faço vs Aquilo que sou

Cá estou eu com os meus pensamentos fantásticos de querer ir me embora e tentar descobrir para onde irei. Não. Não decidi nem vou decidir em cima do joelho. Não quero fazer isso. Mas sou uma nómada. E sei que não fico aqui por muito tempo. Mas este “muito tempo” pode muito bem ser mais de um ano.  Como posso ser despedida e ser um mês. Por isso não faço planos.

O trabalho aqui está a correr bem. Adoro o que faço. Dentro dos possíveis da crise, a empresa não está mal. Vivemos da crise. Compramos ouro a quem não tem dinheiro. Damos dinheiro às pessoas que o necessitam. E, ainda que isto seja um negocio, acabamos por ajudar quem precisa. Tenho clientes maravilhosos aqui. Que me contam as suas historias, que me tocam no coração, que me dizem para que querem o dinheiro e outros que, com muito pesar, me contam as historias das suas jóias. Muitos deles, vendem pouco a pouco o seu ouro. Não querem vender tudo de uma vez porque como o ouro é uma constante mudança de valores, num dia podemos perder tudo e no outro sair a ganhar. Quem já vendeu o seu ouro não perdeu muito. Neste momento o ouro está a baixar tanto (e especialistas informam que continuará a baixar até finais de 2014) que as pessoas só vendem mesmo quando precisam! Já não é uma questão de “investir” na venda e ter dinheiro extra. Porque na verdade, já não compensa. Neste momento perde-se dinheiro. Se se vende agora. Mas obvio que todo o ourinho que aparece aqui, eu tenho de comprar. É o meu trabalho. É o meu salário. E muita gente não entende isso. À parte das cotações e afins, há um local para pagar, a luz, a internet, o salário da funcionaria… tudo isso são gastos. Já para não falar de um pequeno lucro que também é necessário para que uma empresa funcione.

Esta é a realidade dos factos. Pagamos o justo. Há uma cotação do momento. Fazemos contas e pagamos. Não há falcatruas, não há enganos. É preto no branco. Está tudo muito fácil de ver na internet. É um trabalho impossível de enganar. Como muito podemo-nos enganar a saber (com ácidos, balanças de agua, etc.) o tipo de quilatagem. Mas até nisso é quase impossível. Quem trabalha há muito nisto (como eu) sabe bem quando uma peça é ouro ou não. Bom ou não. Alta ou baixa quilatagem.

E quando chegam “esses” clientes que dizem que o ouro deles é o melhor, de 24k. E afinal verificamos e não é mais do que 18k ou 19k. E às vezes 14k!! (aqui há franceses espectaculares, mas há outros que só uma espingarda na testa os salva) Isto não é “ouro bom”! É peça boa! Se for bem trabalhada. É de confiança! Se tiver marca da fabrica e/ou contraste. Mas a quilatagem será sempre o que importa neste trabalho! Compra-se a grama, a peso e a quilatagem.


E isto é o meu dia e dia. E gosto muito do que faço. Porque apesar de tudo, acabo sempre por ajudar alguém todos os dias! :)
E é isto que me mantém em Andorra. Este trabalho. Poder acordar todos os dias pela manha e gostar do que vou fazer durante as próximas 8 horas. Dedicar-me a 100% a este trabalho. Como se fosse meu. E gosto. E isso nota-se. E os clientes vêem isso.

No dia que isto termine, será esse o dia da minha partida. No dia que deixe de gostar do meu trabalho, do que faço ou mesmo que me mandem embora…esse será o dia que irei embora daqui. Com ou sem moveis. E aí sim, já decidirei para onde vou.
Até lá, aproveito cada momento aqui. Cada historia que me contam. Cada jóia que compro e adoro destruir. Cada quantia de dinheiro que dou. Cada sorriso que “compro”. Porque é isso mesmo. Compro sorrisos. Dão me ouro em troca e eu dou sorrisos e vidas mais tranquilas. Ainda que seja temporariamente.

Enquanto gostar disto…não tenho coragem de me ir embora. 

(Mais) Pensamentos a estas horas...

Preciso de falar ao mundo. Preciso de soltar energia. Ando preguiçosa. Não me apetece fazer nada. Desde que tenho a tábua de passar a ferro ainda não tive coragem de começar a passar aquela montanha de roupa. Estou a 9 dias de estar oficialmente de férias. Devia começar a pensar em arrumar tudo e deixar tudo limpo e preparado. 
Comprei flores para a cozinha – o único compartimento da casa totalmente pronto – e cheira a primavera. Os moveis não chegam e já estou a desesperar. Já lá vão quase 2 meses… a dormir no chão, a comer numa mini-mesa e a ver filmes sentada no tapete do chão da sala. Começo a precisar de coisas. Mas não me posso queixar muito. Aos poucos a coisa está a andar. Agradeço tudo o que tenho neste momento. Já chegará tudo aos poucos!

Confesso que estou a ficar ansiosa por ir de férias. Preciso muito de uns dias de praia e sol e mar. Tenho pena de ainda não ter feito a tatuagem. Mas agora terá de esperar para quando voltar. Quero apanhar muito sol e sei que se tiver a tatuagem depois terei de ter mais cuidado. Por isso agora espero. E já que estou numa de confessar coisas… posso dizer que tenho umas rastas pequeninas a nascer no meu cabelo. Comecei a fazê-las há dois dias. Ontem lavei o cabelo e mesmo assim aguentam-se bem. Como tenho muitos caracóis é fácil se manterem tesas. E estou a gostar muito. Para já não tenho muitas porque quero ver primeiro se gosto e se me dou com elas. É uma coisa que leva o seu tempo. Que precisa dedicação e cuidado. E ao mesmo tempo desleixo. Porque eu, que tenho muito amor ao meu cabelo, estou a arriscar me a estragá-lo por um capricho. Mas enfim… já crescerá depois! (isto se o tiver de cortar depois – o que será muito provável)

Preciso disto. De fazer loucuras. De aceitar os meus caprichos. Devo estar na fase da adolescência aos 25 anos! (ahahaha) Digamos que estou com vontade de fazer tudo agora! Não com a pressa e o impulso que tinha antes. Não, estou mais responsável. Mas ao mesmo tempo quero e preciso de viver! Comecei a ter a minha casa. As minhas coisas. Os meus filmes preferidos. As minhas musicas em repeat. A casa ao meu gosto. Sem obrigações. Sem planos. Sem rotinas. Gosto disto. Cada dia gosto mais de estar sozinha. E estava a precisar disto. Deste tempo. Desta temporada. Deste Verão.

Não tenho planos a longo prazo. Mas não descarto a hipótese de um dia ir embora daqui. Mas não tenho pressa. Enquanto o trabalho continuar assim no bom caminho, enquanto conseguir viver aqui sem passar (muita) fome, enquanto estiver bem, ficarei aqui. Quero usufruir dos meus moveis que estão ainda por chegar. Quero poder decorar a casa ao meu gosto. Quero continuar a sair ao fim de semana. Continuar a dançar. A beber. A divertir-me. Podia fazer disto uma rotina. Onde apenas o local muda. E as pessoas, talvez. Mas esta rotina do “estar bem” chega-me. Há dias maus. Claro que sim. Mas mesmo quando chove, aprendi a sorrir. Mesmo quando o dinheiro acaba, aprendi a viver com o que tenho. Mesmo quando me sinto sozinha (há muito que não me sinto assim), aprendi a fazer coisas. Aprendi a fazer coisas como limpar a casa com amor e sem resmungar, a dançar sem ninguém estar a ver, a cantar alto, a ver um filme e chorar sem ninguém se rir de mim, a vestir e despir roupas e provar acessórios que tenho em casa e que pouco uso. Aprendi a valorizar tudo o que tenho. Aprendi a cuidar me. A gostar da minha pessoa. Daquilo que sou.

Com isto tudo, com esta evolução, não sei se consigo ter alguém outra vez. Pelo menos não está nos meus planos tão cedo. Não consigo. Não quero. Estou a gostar desta liberdade que toda a vida ansiei. Que toda a vida quis. E sempre me proibi a mim mesma de fazer coisas. Porque a sociedade. Porque os meus pais. Porque o namorado. Porque os amigos. Agora… agora não me importa nada disso. (sei que vou levar bronca quando chegar a Portugal com rastas, mas enfim…adiante.) 

São as minhas opções. Gosto delas. E se um dia fizer algo que depois pense que foi errado, serão as minhas consequências. Será o seguimento desta aprendizagem. De momento não tenho feito nada que me arrependa. Estou a dedicar-me a mim mesma. E tudo o que faço é para mim e comigo. E até agora estou a gostar.

Depois há o marido. Que está aí. Mas não está. Que pergunta se estou bem mas não sufoca. Que não pressiona. Gosto disso. Gosto desta “coisa” (ainda sem definição) que temos. Mas não quero nem pensar em compromissos e relações serias. Não quero isso agora. Não mesmo! Quero esta liberdade que me preenche e me faz feliz. Sim, não saio com amigos, não tenho com quem partilhar as minhas coisas, não tenho…companhia. Mas estou tão bem assim que nem isso me incomoda. E antes incomodava muito. Antes entrava em pânico (literalmente falando) quando me sentia sozinha. Tinha medo da solidão. Medo que me acontecesse alguma coisa. Já não tenho medo. Já não me incomoda estar sozinha. Já não tomo calmantes sequer. Deito me cedo e durmo bem.


Esta noite, feita parvinha, deitei me na cama e a primeira coisa que pensei foi, “e se morro? E se amanha já não acordo e morro a dormir?”. Ri me de mim mesma, mandei me à merda e virei me para o outro lado. 
São momentos como este que me assustam. Mas depois penso….vou é agradecer todos os dias que acordo bem, com o despertador a tocar mil vezes antes de sair da cama e que estou feliz. E tenho saúde. E família. E uns poucos trocos no bolso. 
O pouco que tenho é muito. É suficiente. É o essencial. E é o que me faz feliz.