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(Mais) Pensamentos a estas horas...

Preciso de falar ao mundo. Preciso de soltar energia. Ando preguiçosa. Não me apetece fazer nada. Desde que tenho a tábua de passar a ferro ainda não tive coragem de começar a passar aquela montanha de roupa. Estou a 9 dias de estar oficialmente de férias. Devia começar a pensar em arrumar tudo e deixar tudo limpo e preparado. 
Comprei flores para a cozinha – o único compartimento da casa totalmente pronto – e cheira a primavera. Os moveis não chegam e já estou a desesperar. Já lá vão quase 2 meses… a dormir no chão, a comer numa mini-mesa e a ver filmes sentada no tapete do chão da sala. Começo a precisar de coisas. Mas não me posso queixar muito. Aos poucos a coisa está a andar. Agradeço tudo o que tenho neste momento. Já chegará tudo aos poucos!

Confesso que estou a ficar ansiosa por ir de férias. Preciso muito de uns dias de praia e sol e mar. Tenho pena de ainda não ter feito a tatuagem. Mas agora terá de esperar para quando voltar. Quero apanhar muito sol e sei que se tiver a tatuagem depois terei de ter mais cuidado. Por isso agora espero. E já que estou numa de confessar coisas… posso dizer que tenho umas rastas pequeninas a nascer no meu cabelo. Comecei a fazê-las há dois dias. Ontem lavei o cabelo e mesmo assim aguentam-se bem. Como tenho muitos caracóis é fácil se manterem tesas. E estou a gostar muito. Para já não tenho muitas porque quero ver primeiro se gosto e se me dou com elas. É uma coisa que leva o seu tempo. Que precisa dedicação e cuidado. E ao mesmo tempo desleixo. Porque eu, que tenho muito amor ao meu cabelo, estou a arriscar me a estragá-lo por um capricho. Mas enfim… já crescerá depois! (isto se o tiver de cortar depois – o que será muito provável)

Preciso disto. De fazer loucuras. De aceitar os meus caprichos. Devo estar na fase da adolescência aos 25 anos! (ahahaha) Digamos que estou com vontade de fazer tudo agora! Não com a pressa e o impulso que tinha antes. Não, estou mais responsável. Mas ao mesmo tempo quero e preciso de viver! Comecei a ter a minha casa. As minhas coisas. Os meus filmes preferidos. As minhas musicas em repeat. A casa ao meu gosto. Sem obrigações. Sem planos. Sem rotinas. Gosto disto. Cada dia gosto mais de estar sozinha. E estava a precisar disto. Deste tempo. Desta temporada. Deste Verão.

Não tenho planos a longo prazo. Mas não descarto a hipótese de um dia ir embora daqui. Mas não tenho pressa. Enquanto o trabalho continuar assim no bom caminho, enquanto conseguir viver aqui sem passar (muita) fome, enquanto estiver bem, ficarei aqui. Quero usufruir dos meus moveis que estão ainda por chegar. Quero poder decorar a casa ao meu gosto. Quero continuar a sair ao fim de semana. Continuar a dançar. A beber. A divertir-me. Podia fazer disto uma rotina. Onde apenas o local muda. E as pessoas, talvez. Mas esta rotina do “estar bem” chega-me. Há dias maus. Claro que sim. Mas mesmo quando chove, aprendi a sorrir. Mesmo quando o dinheiro acaba, aprendi a viver com o que tenho. Mesmo quando me sinto sozinha (há muito que não me sinto assim), aprendi a fazer coisas. Aprendi a fazer coisas como limpar a casa com amor e sem resmungar, a dançar sem ninguém estar a ver, a cantar alto, a ver um filme e chorar sem ninguém se rir de mim, a vestir e despir roupas e provar acessórios que tenho em casa e que pouco uso. Aprendi a valorizar tudo o que tenho. Aprendi a cuidar me. A gostar da minha pessoa. Daquilo que sou.

Com isto tudo, com esta evolução, não sei se consigo ter alguém outra vez. Pelo menos não está nos meus planos tão cedo. Não consigo. Não quero. Estou a gostar desta liberdade que toda a vida ansiei. Que toda a vida quis. E sempre me proibi a mim mesma de fazer coisas. Porque a sociedade. Porque os meus pais. Porque o namorado. Porque os amigos. Agora… agora não me importa nada disso. (sei que vou levar bronca quando chegar a Portugal com rastas, mas enfim…adiante.) 

São as minhas opções. Gosto delas. E se um dia fizer algo que depois pense que foi errado, serão as minhas consequências. Será o seguimento desta aprendizagem. De momento não tenho feito nada que me arrependa. Estou a dedicar-me a mim mesma. E tudo o que faço é para mim e comigo. E até agora estou a gostar.

Depois há o marido. Que está aí. Mas não está. Que pergunta se estou bem mas não sufoca. Que não pressiona. Gosto disso. Gosto desta “coisa” (ainda sem definição) que temos. Mas não quero nem pensar em compromissos e relações serias. Não quero isso agora. Não mesmo! Quero esta liberdade que me preenche e me faz feliz. Sim, não saio com amigos, não tenho com quem partilhar as minhas coisas, não tenho…companhia. Mas estou tão bem assim que nem isso me incomoda. E antes incomodava muito. Antes entrava em pânico (literalmente falando) quando me sentia sozinha. Tinha medo da solidão. Medo que me acontecesse alguma coisa. Já não tenho medo. Já não me incomoda estar sozinha. Já não tomo calmantes sequer. Deito me cedo e durmo bem.


Esta noite, feita parvinha, deitei me na cama e a primeira coisa que pensei foi, “e se morro? E se amanha já não acordo e morro a dormir?”. Ri me de mim mesma, mandei me à merda e virei me para o outro lado. 
São momentos como este que me assustam. Mas depois penso….vou é agradecer todos os dias que acordo bem, com o despertador a tocar mil vezes antes de sair da cama e que estou feliz. E tenho saúde. E família. E uns poucos trocos no bolso. 
O pouco que tenho é muito. É suficiente. É o essencial. E é o que me faz feliz.     

Dream on... White...






















Fotos retiradas do Pinterest! :)

O jogo da garrafa em shot :) gosto!

Coisas da vida

Mudando de tema… já tenho uma tábua de passar a ferro! Finalmente já não vou ter de passar a roupa na banca da cozinha! E em breve já vou ter os moveis em casa! (parece que não vou ter é o sofá…) mas não faz mal... aos poucos as coisas compõem se! E estou muito feliz. E tudo esta a andar. Devagarinho mas a andar.

Também tenho um caixote do lixo para a casa de banho que (também) não tinha!

E descobri que as minhas Velux abrem mais do que eu pensava! E já posso ver as estrelas sem ter um torcicolo no pescoço!  

E já mudei a terra à minha planta que dura e dura e dura… como nenhuma planta durou nas minhas mãos! Está linda!

E cada dia gosto mais da minha casa! 

Cada dia vou cuidando mais e muito de tudo o que tenho. E valorizo cada pedacinho que vou conquistando. Está tudo a ser com muito esforço. Mas estou a conseguir! Estou mesmo orgulhosa de mim! Muito mesmo!


Nunca pensei ser tão forte! Tão corajosa. Tão…diferente daquilo que me via antes! Huuummm estou feliiiiiiiiizzzz!!! Não me tirem isto, por favor! Este animo que vai aqui dentro! Adorooo! :)


Coisas do coração

Mais um fim de semana que passou... e mais historias para contar e reflectir. Desta vez não tenho fotos, mas tenho uma boa memoria que me fará recordar estes dias que passaram até ao fim dos meus dias. Sai de novo. Bebi de novo. Começo a gostar deste pequeno habito de sair ao sábado à noite e dançar e divertir-me e perder-me por aí. Preciso disso para que os dias em Andorra não sejam tão difíceis. 

Este fim de semana saí com o marido/ex marido/melhor amigo/mais que amigo/não namorado. Continuo sem saber como defini-lo. Não há definição possível para esta relação. Não há mesmo. Por mais que tente procurar. Estamos casados ainda. Sim. Mas já não vivemos juntos, nem estamos juntos, mas estamos. Vamos estando. E damo-nos muito bem. E pronto. O que importa é estar bem, não é? E a verdade é que estou bem. Estamos bem. E o álcool por vezes ajuda. Ajuda a falar, a dançar, a caminhar muito pelos bares e discotecas de Andorra. E a agir. 

E depois chegam conversas estranhas. Pessoas desconhecidas que, apesar de saberem que estamos separados, nos vêem juntos e comentam que somos feitos um para o outro e, mesmo quem não me conhece diz “a culpa é tua! Por tua culpa é que não estais juntos”. E eu penso “que bruxaria é esta?”, “como sabem?”…

Não sei explicar o que sinto. Encontro mil defeitos para me afastar dele. Penso em duas mil coisas que me façam não querer voltar para ele. Mas no fim…caio nos braços dele. Sempre. Sempre que estamos juntos.

O meu eu interior diz me para não fazer nada. Para seguir com os meus planos. Para estar sozinha. Aproveitar a liberdade que tenho actualmente. E continuar a minha aprendizagem. Mas depois aparece o meu coração que me diz para não esconder o que sinto. Para me perdoar, desbloquear e seguir em frente. E fico assim. Confusa. Sem saber bem o que fazer.

Depois penso que o melhor é não pensar em nada. Estamos bem assim e o melhor é mesmo deixar andar. Eu não quero mais ninguém, ele também não. Mas não estamos juntos. Porque a mim… dão me arrepios só de pensar em compromissos outra vez. Não gosto desta palavra. E assusta-me. E não quero falar disso. Se penso em compromisso, desisto de tudo o que temos.

Mas a verdade é esta. Somos unha e carne. Cocó e mosca, como disse ele uma vez. E as piadas, os olhares, as meias palavras… nisso somos um para o outro. Encaixamos na perfeição. E esta cumplicidade que temos vê-se. E é por isso que as pessoas dizem que vamos voltar e mais não sei o quê. E em certa parte têm razão. Porque estamos separados. Mas juntos.

Que confusão! Deixo me ficar por aqui. Se penso demasiado estrago tudo. Como sempre.