Esta sensação nova
que tenho cá dentro faz me filosofar demasiado. Porque ainda não acredito que
tenho as ideias tão claras! Não costumo ser assim…é verdade! Sou muito
inconstante, sou extremamente impulsiva e aos poucos isso está a passar. E gosto
desta mudança. Gosto daquilo que me estou a transformar. Estamos sempre em
constante mudança e aprendizagem. E eu só começo agora a dar me conta disso a nível
pessoal, claro!
Digamos que estou
a começar a descobrir aquilo que gosto. Aquilo que sou. Aquilo que quero. Aquilo
que me faz feliz. E não... ter um homem (fixo, tipo namorado ou marido) na minha
vida não é aquilo que eu quero. Não consigo estar muito tempo com a mesma
pessoa. Canso-me das rotinas. Perdoa-me mãe, mas isto de ter um marido e filhos, não me parece fazer
parte do meu futuro. Tenho 25 anos, já me casei e já me separei e já me dei
conta que não funciono assim. Não sou do tipo de mulher que deve ter uma rotina
e uma vida estável. Essa não sou eu. (mais uma vez, desculpa mãe e desculpa
pai).
O sonho de
qualquer pai é que os seus filhos encontrem a sua estabilidade, o seu ponto de equilíbrio
e arranjar um bom trabalho, um bom homem e casar e ter filhos e ter uma vida,
chamemos-lhe “normal”. Não sou assim. Já tentei. Não sou. Essa não sou eu. (mais uma vez...mama, papa. Desculpem-me!)
Sou do tipo
livre. (por isso adoro pássaros e adoro voar) Sou do tipo de pessoa que quer
viajar, conhecer o mundo e pessoas novas. E por uns tempos o meu caminho
perdeu-se porque tentei ser normal. E a verdade é que não é o meu forte. Não sou
uma pessoa normal. Não fui feita para ser estável e casar e ter filhos e uma
rotina.
Tenho tido muitos
dias onde me pergunto “que é feito de mim?”. Era muito feliz, muito “louca” (no
bom sentido); saia para festas (nunca fui de beber mas adorava dançar no meio
da pista!); tinha muita facilidade para conhecer gente; tinha conversas super
interessantes sobre tudo porque era uma interessada em cultura geral; adorava
aprender coisas novas e trocar opiniões com pessoas. E outrora já fui uma
adolescente. E com isto quero dizer que, já não sou uma adolescente inocente. Sei
ver as coisas de outra forma, de uma forma (um pouco) mais adulta e já não acredito
que toda a gente é boa. Mas este crescimento de menina para menina-mulher não me
pode impedir de querer fazer o mesmo que fazia antes. As saídas, as festas, as
conversas… posso fazer isso na mesma. Basta lutar por isso.
E creio que esse será o meu próximo objectivo a curto prazo. Quero poder sair
mais, conhecer gente nova e aproveitar a minha vida!
Cheguei a um
ponto de desespero tão grande que perdi a vontade de viver. Nada fazia sentido,
não falava com ninguém, estava cheia de stress pela falta de dinheiro… hoje
penso: não falava com ninguém porque não me mexia para conhecer gente nova e o
stress era tão desnecessário porque comida (e tabaco) nunca me faltaram!
Sendo assim,
cheguei à conclusão que era eu que tinha de mudar a minha maneira de ver as
coisas. E este fim de semana deu para isso tudo. Deu para me conhecer mais um
pouco. E dar me conta da minha realidade.
Adoro conversar (posso passar horas a
falar sobre tudo), adoro beber cerveja e ouvir boa musica e, acima de tudo,
gosto de conhecer coisas novas. Novas musicas, novos estilos, novas maneiras de
viver a vida e poder opinar a partir da minha experiencia se estou de acordo ou
não. (e obvio que tive pano para mangas para concordar e/ou discordar!)
Pude
partilhar experiencias e confesso que acabei por falar do meu passado festeiro
e entrou me uma nostalgia enorme de querer ser aquela miúda outra vez. E poder
fazer tudo de novo (talvez agora de maneira mais responsável!!) mas fazê-lo! E aproveitar
ao máximo!
Pouco a pouco vou
me conhecendo. E nada melhor do que estar sozinha para conhecer-me exactamente
como sou! Sem ter ninguém a “puxar a sardinha para a sua brasa”. A sardinha é a
minha e sou EU quem escolhe… onde quero estar, com quem, como quero estar e
acima de tudo, posso dizer “não!” sem ofender ninguém! Adoro isso!