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Não há o quê?!?

Como podem dizer que não há amor no mundo? Como podem afirmar uma coisa tão grave se nunca pararam numa praia uns momentos para observar o que rodeia? Eu parei.

Parei para ver. Para olhar bem fundo para as pessoas à minha volta. Para absorver o som das ondas. Para sentir os pés na areia. Para cheirar o mar. Ouvir o mar a bater na areia e a ver pessoas a fugir das ondas mais altas. (parece que a água não está muito fria)

Parei a ver um casal. Jovem. Cheio de amor. Abraçaram se, beijaram se e foram para a água. Quando reparei que estavam a voltar, vi o rapaz a sacudir a toalha e a envolver a rapariga nela. E mais um abraço. Foi tão lindo! Tanto amor...

Parei a ver uma senhora com o seu cão. Ele não parava quieto. Ela levou o à água. Quando reparei de novo, estava o cão todo molhado. E a senhora sorria tanto que contagiava quem olhasse para ela. Eu sorri para ela. E para o cão.

Parei a ver um pai. A ver os histerismos do filho ao jogarem ao disco. O miúdo estava radiante. O pai também. Ainda estão a brincar. O pai tem paciência e sorri com os gritinhos felizes do menino. Eu sorrio também. Eles não vêem que estou a olhar para eles...

E ainda dizem que não há amor??

Um só...por fim.

Já o conheço desde 1987. Estamos juntos há quase 27 anos. Somos família cósmica desde o momento que ambos chegamos ao mesmo Universo.
Eu, nunca quis viver no Porto. Ele, gostava das bolas de berlim de Viana. Eu, era boémia. Ele, também. Ele, tinha uma relação. Eu, tinha várias. Tempo...

Até que, após uns anos cronológicos de aprendizagem pelo Mundo, o Universo decidiu juntar nos. A família cósmica juntou se por fim. O tempo da alma parou. Somos um. Um só. Unidos desde sempre. Juntos há algum tempo. Apaixonados pelo mundo. Absorvidos nas maravilhas do sentir. Infiltrados nos olhos um do outro. Enamorados. Amando com dor. Chorando de amor. Um. Um só por fim.

E ainda agora começamos. E eu já não consigo viver sem ele...
Amo-te Miguel.

O Porto é lindo. (o clube e a cidade!)

Olá mundo. Estou viva. Estou a trabalhar. Estou a viver com o meu homem e estou feliz.
Pronto...não me apetece dizer mais nada...

(estou a brincar... eu digo mais qualquer coisinha...)

Por estes lados a vida anda a correr bem. Vou na segunda semana de trabalho e tudo está a andar bem. Custa acordar cedo, custa sair da cama, sair do quentinho e da beira do meu homem... mas tem de ser. E a muito custo e a contra relógio vou fazendo tudo.
Não há tempo para dormir, não há tempo para descansar. Basicamente é trabalhar e amar. O resto vai se fazendo. Por isso sim, estou bem. Mais feliz que nunca e muito viva!

:) em breve fotos... (acabou o 3g no telemóvel e não tenho fotos no pc dele!)

Ah! Já me pediu em casamento.. muitas vezes. (estou a brincar a falar a sério). Eu já aceitei. Muitas vezes. E não estou a brincar mas sim a falar a sério.

Na casa dele

Estou na casa dele. No portátil dele. Pela primeira vez (no portátil, não em casa) e, por isso, nada como renovar um pouco a ar deste blog num sítio tão bom como... a casa dele. Isto andou parado durante algum tempo; não por falta de vontade de escrever mas simplesmente por não andar feliz... não estava feliz. Vivia um dia de cada vez. Trabalhava imenso para ganhar uns trocos e basicamente não fazia mais nada.
Decidi desfazer tudo. Outra vez. (lá estou eu...sempre a mesma coisa!)

Saí de Braga como já o disse aqui. Acabei por fazer "as pazes" com a cidade do pecado. Vi Braga exactamente como é e entristeceu-me. Corrupção, desemprego e pessoas sempre de cara triste. Sei que todo Portugal está assim, mas nunca tinha visto Braga tão drasticamente desanimada... Quis fazer vida lá, estar perto dos meus pais mas não em casa deles. Correu mal. Os empregos de hoje em dia não são seguros e ter uma casa própria é impossível. Mesmo num quarto as contas ficavam justas e eu não estava feliz.
Optei por dar o braço a torcer. Sou extremamente orgulhosa, mas estou a aprender a fazer aquilo que não gosto para depois dar valor ao que ganhar e gostar de fazer. Não queria voltar para casa dos meus pais, mas vi me sem alternativa. Era impossível ser feliz e estável em Braga. Uma semana depois das mudanças e toda a choradeira por sair da casa de uma família que criei lá (os tais rapazes da casa...são e serão sempre os meus meninos.. já não está nenhum lá...), decidi parar para fazer umas férias sozinha com algum dinheiro poupado. Onde? Festival Vilar de Mouros 2014!!!!
Cinco dias de amnésia, diversão, sem dormir, sem condições e foi lindo... guardo cada momento no meu pensamento e, desta vez, não vou pormenorizar essa estadia aqui no blog. "Guarda sempre o melhor para ti" sempre ensinou a mamã...

A partir daí tudo foi mudando. Dei uma oportunidade a aproximar me de alguém. A apaixonar me. A seduzir alguém. E até hoje, como devem ter notado, está a correr bem!

Tudo chega na hora certa. Comecei aos poucos a desfazer-me de tudo aquilo que me incomodava. De tudo o que não me fazia feliz. E as coisas foram acontecendo.
Estava quase que agarrada à ideia de ficar sozinha e ser sozinha-mas-feliz o resto da minha vida e afinal... levei um estaladão do caraças dum portuense! (um bom estaladão)
Estava com a ideia que os meus pais precisavam de mim e tinha de cuidar deles e afinal... era eu quem precisava deles. Era eu quem precisava de apoio, de mimo, de ajuda. Agora estamos bem. Para já estou na casa deles (apesar de procurar trabalho pelo Porto e fugir até à casa dele todas as semanas), mas não tenho pressa de sair da casa deles. Não é um escape. Nada disto é um escape! Desta vez não! E fico tão feliz por chegar a esta conclusão!!! (estou aqui aos pulos.. ok Almofada, pára!)

É mais um degrau neste meu crescimento pessoal constante. Dar me conta das coisas tal como elas são. Assumir tudo por mais que doa. Tinha de estar na casa dos meus pais! Tinham de ser eles os meus ombros para chorar. Tinham de ser eles a ouvir me e a aconselhar me de tudo. E eu ouvi-os. E abri as portas. E agora tudo está a andar. Ao seu ritmo, sem pressas e com muita felicidade. Estou bem e´quero poder ter uma relação adulta e imperfeita. Saber superar obstáculos. Saber lidar com todas as imperfeições sem fugir à primeira derrota, como já o fiz tantas vezes... (sim (ex) marido, esta é para ti. desculpa!)

Quero poder dizer que já aprendi com os erros... que já está na hora de começar a cometer novos! :D
E já agora... estou a amar amar assim!