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Aguaceiro

Anda dançar comigo neste aguaceiro.
Anda depressa senão vais perdê-lo!
Vamos dar as mãos e voltear juntos, com a chuva.
Olha como cai. Eu. Não a chuva.
De tanto voltear fico tonta.
Perco-me no (des)equilíbrio. Do nosso amor. E amo-te tanto que chega a ser mais do que um aguaceiro.
É uma tormenta de amor.
Que nos leva a todo o lado. E a lugar nenhum.
Anda dançar comigo.
Faz bem ao corpo. E à alma. Alivia dores. Balanço de sabores. Voltas de amores. Loucos. Desequilibrados. Mas cheios de amor. Amor e chuva. Amor e nós. Nós e a dança. A dança e a chuva.
Nós a dançar na chuva. Nós. Simplesmente nós neste aguaceiro.
Vamos dançar, amor.

AV_15

Quando vier a Primavera

" Se soubesse que amanhã morria 
E a Primavera era depois de amanhã, 
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã. 
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo? 
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo; 
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse. 
Por isso, se morrer agora, morro contente, 
Porque tudo é real e tudo está certo. "
Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"