Pesquisar neste blogue

Quando vier a Primavera

" Se soubesse que amanhã morria 
E a Primavera era depois de amanhã, 
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã. 
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo? 
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo; 
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse. 
Por isso, se morrer agora, morro contente, 
Porque tudo é real e tudo está certo. "
Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos" 





Lick me like a lollipop


William Shakespeare no seu melhor (em espanhol)



Encontrei este video por casualidade. Interessei-me em lê-lo e aqui se encontram todas as frases cliché que ouvimos durante a nossa Vida. Todas agrupadas numa carta, escrita há imensos anos, por William Shakespeare....

Vale a pena ler isto muitas vezes. E tomar consciência que há frases cliché que, bem ditas, seja no tempo, seja no espaço correcto, são palavras que nos levam a pensamentos que, sem querermos, nos mudam toda a nossa "programação".

(video em espanhol mas fácil de entender)

Pálido Ponto Azul

Já pararam para pensar nisto? Já deram conta do quão pequenos somos e ainda assim queremos fazer de conta que somos grandes? Já pararam para pensar neste "pontinho" azul? E queremos ainda mais... quando nem sequer valorizamos o que temos! Olhem para dentro! Por dentro! Olhem para cada um de vocês e pensem o quão insignificantes somos neste Universo... Pensem nisso...






Ho'oponopono

Não, não vou falar dos projectos para o Ano Novo. Não, não vou fazer promessas às quais já sei de antemão que não vou cumprir. Vou sim, continuar o caminho que já há algum tempo tenho vindo a construir. Caminho esse de auto-conhecimento e gestão pessoal.
Nada disto é novo no blogue por isso não posso considerar um "projecto" para 2015, mas sim, um seguimento dos anos anteriores.
Adoro do fundo do coração saber mais sobre a minha essência, explora-la ao máximo e aprender mais e melhor sobre mim. Já diz o Miguel e com toda a razão "estamos com nós próprios a vida TODA! Temos de nos amar e saber lidar com nós mesmos"... E tem toda a razão! Por isso ando sempre a tentar não entrar em conflito comigo mesma.
Ontem foi o meu primeiro dia do ano de folga. Sozinha em casa e sem nada para fazer... Passei uma tarde de "dolce far niente" onde consegui chegar a várias conclusões. (e ver um por do sol lindo!)

Isto cada dia está melhor. Cada dia sou melhor. Cada dia vou sabendo mais de mim e vou me amando cada dia mais e mais. Porque tudo tem uma base. Uma simples palavra que é a base de Tudo! O Perdão.
Claro que por trás do Perdão tem de estar obrigatoriamente o Amor. Senão, não seriamos capazes de perdoar ninguém. Vivemos num mundo tão pequeno, tão insignificante e tão simples, que andar aqui com rancor não nos leva a lado nenhum. Ser mau, querer mal aos outros é desprezível e desnecessário. Para quê querer mal? Para quê fazer mal? Se no fim morremos todos...
Rancor. Culpa. Pensamentos do passado.... Tudo isto são factores a serem descartados. Decidi esquecer. E quando digo esquecer, digo perdoar; saber perdoar e saber seguir em frente. Já se sabe que é impossível esquecer totalmente, mas é possível sim, saber seguir em frente. Seguir com novas ideias, novas formas de ver a vida e acima de tudo, novas maneiras de vive-la. Aprender a lidar com os nossos próprios pensamentos. Saber geri-los. E aceitá-los. E viver esta vida que é tão curta sempre com Amor. E Perdão. E mais Amor.

Feliz Ano 2015

O "Eu" que há em mim VS Os meus vários "eus"

Chegamos ao fim do ano. Como não podia deixar de ser, toca balanço. Estamos a dia 26 de Dezembro e o meu balanço é extremamente positivo.
Finalmente foi um ano (quase) perfeito. No meio de muitos erros aprendi muito. Digamos que a jornada de aprendizagem do ano 2013 ganhou frutos no ano 2014. E continua a crescer a cada dia.

Vamos então espremer o ano.
Resumindo... divorciei-me de uma história de amor frustrada, eliminei outra história de amor mais que acabada. E comecei de novo a viver. E aprendi muito.

No início do ano aprendi a lidar com o meu corpo. Aprendi a saber usufruir do que tenho. Aprendi a saber entender e adaptar-me às crises de panico. Foram desaparecendo aos poucos até poder dizer que, neste momento, não me lembro da ultima vez que tive uma crise grave. (mesmo!!)
Mudei me para Braga em Março. Decidi que "agora é que vai ser". Vou estudar, vou ter um trabalho e vou ser a Super Mulher! Wrong!! Very wrong! Aprendi com o erro. Não há impossíveis neste mundo mas também não se pode pedir o que não se consegue ter de todo! Eu quis tudo. E não tive nada. Achava que podia viver sem dormir, ter dois empregos, trabalhar horas seguidas e estar bem. Não! Não mesmo!
Agarrei no orgulho e nos centimos que me sobravam no mês de Julho e fui para casa do pai e da mãe. De rabinho entre as pernas pedi por favor, que me ajudassem. Assumi então que não era a Super Mulher e eles nunca me disseram que não e lá fui eu para a casa dos papás de novo. (melhor decisão do ano)
Zangada com a vida, com o mundo e comigo mesma, decidi fugir do mundo real indo ao Festival Vilar de Mouros. Tirar umas férias de tudo. Sem pensar em horas, em trabalho ou em pessoas. Eu, unicamente eu mesma e as dificuldades de montar uma tenda. Desde aí tudo mudou. Quando parei por 4 dias para ser eu mesma, tudo mudou. Fui para Vilar de Mouros com raiva, cansada de tudo, de todos, de mim. De querer tanto ter, de querer tanto ser... estava cansada dessa miuda. Então na minha inocência fui conhecendo pessoas. Pessoas que foram e vão ficando. Um simples festival mudou a minha vida toda. Conheci uma pessoa com quem actualmente partilho os meus dramas e felicidades. Vivo no Porto, cidade que nunca tive curiosidade de descobrir e agora amo. Sou muito bem tratada, mimada, amada, mantenho o carinho constante com os meus pais, não os largo, não o largo a ele, não paro de pensar nas pessoas que amo e sou feliz. Sou mesmo feliz. Mesmo!
Mas...
Ai senhor, que eu tenho sempre um "mas"...

Descobri coisas em mim que não gosto e ainda estou a muda-las. Tenho vindo a reparar que toda eu tenho defeitos e sim, nunca tinha visto tantos como agora!; sempre me achei super fashion, "tudo quero, tudo tenho" e isso é horrivel! Faz me sentir horrivel. Mas SOU assim. Ainda sou assim. Não posso mentir. Não posso dizer que sou outra pessoa. Uma parte de mim ainda está aqui dentro a querer comprar tudo, a querer ter tudo, a querer ser tudo! É uma luta constante comigo mesma.

E dei conta disso ontem. Quando o meu companheiro de cela me disse que tinha "momentos díspares de "eu inferior" e "eu superior"". Trocando por miudos, aquilo que sou por vezes contrapõe-se àquilo que eu quero ser. Porque eu estou a mudar! Sei que estou... todos os dias. E quero esta mudança! Mas a essencia não se muda de um dia para outro! Acreditem que não! O que me está entranhado há anos, é muito dificil sair! Mas eu luto!

Detesto ser materialista, mas ainda o sou. Detesto querer ter mais do que tenho, mas ainda quero. Detesto querer ser quem não sou, ou querer ser "igual" a outra pessoa, mas ainda acontece várias vezes na minha cabeça. E custa evitar. É uma luta! Horrivel luta contra mim! Contra aquilo que fui durante 27 anos, mas não quero ser mais.

Pronto. Sou gaja. Quero coisas. É normal. - lembrei-me agora de querer ir por aí de auto-caravana - mas são coisas diferentes!! Quero ver o céu, quero ver o mar, as estrelas, o horizonte... já não quero ir a Nova Iorque cheia de dinheiro comprar merdas! Essa fase já passou. Esse consumismo fatela está a desaparecer! Porque eu detesto o consumismo! Detesto coisas caras! Então por que caraças, cá dentro, anseio ter "coisas"? Será pura e simplesmente por ser... gaja?

O que digo que quero, quando me sinto no "eu novo" são coisas simples. Folhas de árvores, estrelas cadentes, o som do mar... uma noite a conversar, uma garrafa de vinho.
E depois vem o "eu da essência" que quer umas botas altas, um vestido e um relógio novo!
Porra!!! E ando assim às turras comigo mesma!
Não dá para haver um equilíbrio? Não será possivel os dois "eus" se darem bem? Não quero ser extremista ("eu essência" a falar, que esse sim é um extremista de merda!), mas gostava de poder aniquilar este "eu" de uma vez por todas. Sempre me considerei uma pessoa simples, mas estava tãaao enganadinha! Quando penso em mim, no meu "eu" cá dentro, sou horrivel! E quero mudar, e zango-me comigo e lá vem a depressão!
Dou conta então que as minhas depressões são tão minhas que ninguém as vê! Porque são comigo mesma! Esta luta é minha! E só minha. E só o tempo poderá ajudar à mudança. E ver filmes de mudança de vida que me fazem sentir culpada e me fazem querer mudar. E ajudar o cérebro a ter outro tipo de pensamentos.

A sério, (lá vem o "eu novo", todo zen), eu preciso mesmo de aprender a controlar os meus pensamentos. Saber o que pensar e saber pensar bem. Escolher bem os pensamentos.
Neste momento na minha cabeça vai: "preciso de arrumar a casa e as ideias, preciso de mudar isto tudo de novo que já me cansei de viver no mesmo campo de visão; já mudei no trabalho, falta em casa. quero finalmente cortar estas unhas que estão enormes e já me cansei delas - já "cortei" uma com os dentes - preciso de um banho, de me sentir bem comigo mesma porque hoje não estou nos meus dias por causa da menstruação. *talvez isto tudo seja culpa da menstruação* mas estes pensamentos fazem me falta! eu preciso disto! isto sou eu! isto é a minha essencia com o meu "eu novo". juntos em harmonia porque ambos querem mudar. ambos querem renovar ideias. querem se dar bem mas não sabem como... porque eu sozinha não chego ao equilíbrio. Migueeeeel!! anda para casa que estou a dar em doida."

Vou cortar as unhas.