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Na casa dele

Estou na casa dele. No portátil dele. Pela primeira vez (no portátil, não em casa) e, por isso, nada como renovar um pouco a ar deste blog num sítio tão bom como... a casa dele. Isto andou parado durante algum tempo; não por falta de vontade de escrever mas simplesmente por não andar feliz... não estava feliz. Vivia um dia de cada vez. Trabalhava imenso para ganhar uns trocos e basicamente não fazia mais nada.
Decidi desfazer tudo. Outra vez. (lá estou eu...sempre a mesma coisa!)

Saí de Braga como já o disse aqui. Acabei por fazer "as pazes" com a cidade do pecado. Vi Braga exactamente como é e entristeceu-me. Corrupção, desemprego e pessoas sempre de cara triste. Sei que todo Portugal está assim, mas nunca tinha visto Braga tão drasticamente desanimada... Quis fazer vida lá, estar perto dos meus pais mas não em casa deles. Correu mal. Os empregos de hoje em dia não são seguros e ter uma casa própria é impossível. Mesmo num quarto as contas ficavam justas e eu não estava feliz.
Optei por dar o braço a torcer. Sou extremamente orgulhosa, mas estou a aprender a fazer aquilo que não gosto para depois dar valor ao que ganhar e gostar de fazer. Não queria voltar para casa dos meus pais, mas vi me sem alternativa. Era impossível ser feliz e estável em Braga. Uma semana depois das mudanças e toda a choradeira por sair da casa de uma família que criei lá (os tais rapazes da casa...são e serão sempre os meus meninos.. já não está nenhum lá...), decidi parar para fazer umas férias sozinha com algum dinheiro poupado. Onde? Festival Vilar de Mouros 2014!!!!
Cinco dias de amnésia, diversão, sem dormir, sem condições e foi lindo... guardo cada momento no meu pensamento e, desta vez, não vou pormenorizar essa estadia aqui no blog. "Guarda sempre o melhor para ti" sempre ensinou a mamã...

A partir daí tudo foi mudando. Dei uma oportunidade a aproximar me de alguém. A apaixonar me. A seduzir alguém. E até hoje, como devem ter notado, está a correr bem!

Tudo chega na hora certa. Comecei aos poucos a desfazer-me de tudo aquilo que me incomodava. De tudo o que não me fazia feliz. E as coisas foram acontecendo.
Estava quase que agarrada à ideia de ficar sozinha e ser sozinha-mas-feliz o resto da minha vida e afinal... levei um estaladão do caraças dum portuense! (um bom estaladão)
Estava com a ideia que os meus pais precisavam de mim e tinha de cuidar deles e afinal... era eu quem precisava deles. Era eu quem precisava de apoio, de mimo, de ajuda. Agora estamos bem. Para já estou na casa deles (apesar de procurar trabalho pelo Porto e fugir até à casa dele todas as semanas), mas não tenho pressa de sair da casa deles. Não é um escape. Nada disto é um escape! Desta vez não! E fico tão feliz por chegar a esta conclusão!!! (estou aqui aos pulos.. ok Almofada, pára!)

É mais um degrau neste meu crescimento pessoal constante. Dar me conta das coisas tal como elas são. Assumir tudo por mais que doa. Tinha de estar na casa dos meus pais! Tinham de ser eles os meus ombros para chorar. Tinham de ser eles a ouvir me e a aconselhar me de tudo. E eu ouvi-os. E abri as portas. E agora tudo está a andar. Ao seu ritmo, sem pressas e com muita felicidade. Estou bem e´quero poder ter uma relação adulta e imperfeita. Saber superar obstáculos. Saber lidar com todas as imperfeições sem fugir à primeira derrota, como já o fiz tantas vezes... (sim (ex) marido, esta é para ti. desculpa!)

Quero poder dizer que já aprendi com os erros... que já está na hora de começar a cometer novos! :D
E já agora... estou a amar amar assim!

É oficial. E sério.

Por aqui já se sabe que ando in love. Por aqui não é segredo que tenho alguém...
Tenho. Do nada apareceu alguém. Quando eu já tinha desistido, apareceu. Quando eu já não tinha planos, aconteceu. Quando eu já não acreditava, encontrei-o. Lindo, com um olhar que eu adoro, uns lábios carnudos tal como eu gosto, um narizinho mais fofo e umas orelhas perfeitas. Um corpo de cheiro a creme e a mar. Doce e suave ao toque. Uma voz encantadora. Quando fala, eu não consigo falar mais. Limito me a ouvir e a aprender. Opino mas oiço sempre. Geralmente temos a mesma opinião das coisas mas ele consegue fundamenta la à sua maneira. Mágica. Adoro ouvi-lo. Entra me pelos ouvidos como uma bela canção de embalar. E eu derreto me toda! É simples. Sem mesquinhices. Sem tabus. Com as suas manias que me fazem apaixonar cada vez mais por ele, mais a cada dia que passa. A cada hora. Cada minuto. Cada segundo.
É um amor simples. Sincero. Com medos pelo meio mas verdadeiro. Gosta de mim tal como eu sou. E já sabe que não sou pêra doce... mas mesmo assim, ele gosta. E diz me isso todos os dias. Várias vezes ao dia até! E eu retribuo esse amor. Esse gostar lindo que sentimos um pelo outro. É tão bom gostar assim. É tão bom estar feliz. Ser amada. A sério.
Quero lutar todos os dias para manter esta felicidade. Quero dar o melhor de mim todos os dias. Sou imperfeita, sim, mas tentarei ser a melhor sempre. Ele merece. Merece porque me faz sentir como há muito não me sentia. Amada. Única. Feliz. Eu.

O Amor...

Detalhes de Amor

Aquela palavra começada por A

Amo-te.
Primeira vez que escrevo a palavra depois de muito tempo apagada do meu vocabulário.
Amo-te.
Amo-te.
Amo-te.
Amo-te.
Amo-te.
Amo-te. Amo-te. Amo-te.
Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te.
Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te. Amo-te.

Amo-te?!...

Entregue-se

Eu me entrego pros dias de sol
Pra camisas de banda e até pra chocolates
Ou filmes de romance esquecidos na estante
Pros perfumes que deixam boas lembranças
Pras risadas que me tiram todo o ar
Às cores vibrantes do seu tênis
Que caminham em minha direção
Caminho devagar, se o tempo for bom
Não pense muito
No fim, tudo se adapta
Se alguém te deixou cego
Não questione, simplesmente vá
Se o errado pra mim for o certo
Eu não me importo
Se o errado pra mim for o certo
Eu não me importo, eu me entrego
Eu me entrego à sua bagunça na minha sala
A um bom livro antes de dormir
Ao hoje, ao agora e ao talvez…
Ao compromisso de realizar meus sonhos
Desapego até dos meus esconderijos, aos berros
Deixe a deixa aberta, aperte um sorriso
Num mundo colorido pra que viver apenas uma cor?
À música estrondosa, à casa vazia
Chão gelado e silêncio interior
Às bocas vermelhas, às meias de lurex
Às unhas compridas, tudo junto, só se for
Se o errado pra mim for o certo
Eu não me importo
Se o errado pra mim for o certo
Eu não me importo, eu me entrego
Eu me entrego apenas quando souber
Que o que iremos passar vai ter valido uma canção
Meia hora a mais na cama na segunda-feira
Um dia chuvoso bem embaixo do edredom
Ao colo de quem me aceita assim
A tudo que puder antes que a cortina feche
Até de malas prontas, me arrisco a compor
De um jeito que ninguém sabe
Sem sonhar com os pés no chão
Entregue-se àquilo que te faz sentir (3x)
Entregue-se àquilo que te faz

Entregue-se - Tiê