Ora bem… sábado. Dia
de sol. Estou melhor.
Nestes últimos dias só tenho escrito merda aqui. Este blog precisa de uma lufada
de ar fresco e eu também. Abri o meu coração por uns tempos. Não deu resultado.
Vou voltar a fechá-lo.
Reparo que nos últimos
meses que estive sozinha não chorei uma única vez (a não ser quando via os
filmes românticos à noite). Reparo também que tinha tudo a andar para a frente.
Lutava muito cada dia. Trabalhava muito para ter tudo o que queria. E aos
poucos fui tendo tudo. Também porque sempre fui de ter pouco… Até que um
maldito dia…decido abrir o meu coração a um estranho. Erro! Grande erro!
Por sorte, sou
forte nestas coisas. Por sorte, ou azar, estou habituada a sofrer por coisas do
coração mas levanto-me depressa. E aqui estou eu de novo. Levantada! Forte! Guerreira!
Acabaram-se os problemas outra vez. Estou aqui. Lutei muito por ter o que
tenho. E não será fácil aparecer um gajo qualquer que mude isto que tenho.
Pensei que podia começar de novo. Por momentos passou me pela cabeça deixar
isto tudo e ir atrás de algo novo e melhor. Mas afinal não era melhor. Afinal não
era nada. Afinal a culpa não era minha. Eu lutaria. Eu iria para a frente em
busca de alguma coisa. E não deu em nada. Corta-se pela raiz e já está. Continuo
o meu caminho como estava a fazer até agora. Dentro de 10 dias faço um ano de
empresa. Dentro de 1 mês farei 2 anos que estou em Andorra. E dentro de 3 meses
fará 1 ano que estou separada. Problemas pelo meio, um namorico falhado, mais
problemas, mais erros estúpidos que serviram para crescer e aqui estou eu. Estou
mais forte que nunca! Estou mais independente e já sei ver o que quero e o que não
quero.
Tenho medos. Mas evito-os.
E deixei me levar por estupidez. Sabia que iria acabar assim mas mesmo assim
deixei me ir. Burrinha! E chorei no fim. Fiquei triste porque não deu em nada.
Nem vai dar. Porque recuso-me a perder tempo. Recuso me a passar mal outra vez.
Recuso me a mudar a minha vida, outra vez, por causa de um homem. E recuso me a
que me iludam outra vez!
Sou muito eu. E assim
será. Levo muito tempo a dizer o mesmo. Não vou ficar aqui muito mais tempo. Mas
só irei quando eu quiser. Quando me sentir preparada para isso. E ontem, no
meio de uma choradeira do caraças, dei por mim a pensar… “deixar os meus
moveis, a minha casa, o meu conforto, tudo o que construi com tanto esforço até
agora...por causa de um homem? Que nem se importa comigo? Nem me procura?” nem
pensar!! Irei quando eu achar que tenho de ir. Quando já não houver nada aqui
para mim. E para já ainda há. Pouco, mas há. Ainda tenho trabalho. Vou fazendo
alguns extras para ter algum dinheiro extra. Amo a minha casa com todas as
forças. Vou fazendo amizades novas por aqui. Não me vai faltando nada para já. Finalmente!
Este ano tem sido
dos piores da minha vida. Senão o pior mesmo! Mas tenho aprendido muito. Cresci
imenso este ano. Sinto me outra. Completamente diferente daquilo que era em Janeiro.
Todas estas experiencias serviram para me tornar em alguém que gosto. É triste não
ter ninguém. Por vezes sinto me sozinha e vou abaixo. Mas a verdade é que estou
melhor sozinha. Estes últimos dias só deram para confirmar isso. Porque num
pequeno instante que abro o meu coração acabo em choros, duvidas, pensamentos
depressivos e tristes…
Não quero voltar a isso. Essa Ana morreu há muito tempo.
A minha mãe diz
que um dia aparecerá alguém. Sim, espero bem que sim. Mas quando aparecer não me
fará chorar de certeza. Não me fará sentir mal comigo mesma. Não me irá iludir
com promessas e palavras bonitas e fugir quando lhe abro o meu coração. Não será
cobarde. Ainda espero essa pessoa. Mas ainda não apareceu. E enquanto não aparecer,
eu vou continuar o meu caminho. Sozinha. À minha maneira. Porque vejo que não há
nada como estar sozinha. Sem sentimentos. Sem preocupações.
A minha
prioridade sou eu mesma e a minha felicidade. E recuso me a ser a segunda
prioridade dos outros. Assim como não farei com que nenhum homem se sinta à
parte da minha vida. No dia que consiga entregar me de novo a alguém espero que
seja mutuo. Espero que seja bonito. Sem sofrimentos. Sem desaparecimentos. Quando
gosto de alguém estou aí, procuro a pessoa, faço-a sentir especial. Pelo menos
tento… mas se não sinto o mesmo da outra parte desisto. Desleixo-me. E apago. E
apaguei. Apagou. Apagamos. Melhor assim.
Agora preciso de
arrumar a casa, deitar fora os lenços de papel deixados por toda a casa por causa
de uma choradeira desgraçada e seguir em frente. Olhar a vida com um sorriso e
caminhar. Em frente. Para já estou aqui. Não é o meu lugar mas é onde estou
agora. E enquanto não estiver (muito) mal, não irei embora. Nem que apareça o príncipe
encantado do outro lado do mundo!
*O que mais me entristece…
é que me deram a oportunidade do sonho da minha vida. Iludiram-me! E até essa merda se foi… hei-de fazer tudo o que quero e sonho! Tudo! Custe o que custar! Ainda vou
ser muito mais feliz!*