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Animo


A minha sorte é que sei cuidar de mim e animar-me sozinha...
Chora-se pela manha mas sorrio pela tarde...
Troveja para caraças... Os deuses estao zangados comigo, porque eu sou parva!
Amanha passa :) Prometo! 

Foda-se. #2

E tenho tanto para perguntar... tanto para saber... tanta curiosidade...
Mas a ausencia é dos meus pontos fracos. A interrogação é o meu pé atras...

Talvez seja mesmo uma "pita" cheia de medos.
Mas sou assim mesmo e nisto, não tenciono mudar nunca... quando gosto, gosto. E quando quero, quero estar perto. Mesmo que não seja fisicamente.
Sou louca. Sou assim. Ninguém me aguenta!...vais aguentar tu? Pfff...

Foda-se.

Confesso que não chorava por um homem há muito tempo. E o mais estupido é chorar por alguém com quem nunca estive.
Sou mesmo burra! Foda-se!
A culpa é minha! Dos meus filmes. Dos meus sonhos estupidos! Das minhas ideias romanticas que nunca acontecem. De idealizar tudo. De criar eu o filme todo.
Diz a minha mãe que tenho de aprender a ver que nem tudo é como eu quero. Ainda não aprendi.
Este ano deu para aprender a lidar comigo mesma, não com os outros...

E o que me fode...é que estou mesmo a começar a gostar dele...

Afinal nao...

Não (te) quero

Estou cansada de andar em busca de algo. Sempre em busca do que agora julgo ser o impossível. Daquilo que imagino na minha cabeça. Um dia já senti. Um dia já tive. E por falta de maturidade perdi tudo. (não era a altura certa) 
E quero acreditar que hei-de voltar a encontrar. Mas depois deixo de querer acreditar. Há coisas, minhas, muito minhas, que não consigo dizer. Evito ser pesada. Mas estar muito tempo sem resposta, sem saber onde anda, que faz, se está bem… incomoda-me. Não gosto de ausências. Não gosto de não saber. Sou muito curiosa. E preocupada. Mais ainda se está longe.

Isto tudo porque… não te quero. Minto. Mas não te quero. Minto a mim mesma. Defendo-me.
Não tenho o que precisas. Não tenho poiso. Sou passarinho voador sem nada. Apenas tenho as minhas asas e voo por aí, sem ter onde ficar.
Não te quero. Porque não sou estável. Porque ainda não descobri o meu sítio. E não quero estar no sítio de ninguém. Quero escolher o meu. E ainda não escolhi. Quero ter o meu. E ainda não tenho. Porque me conheço muito bem. Não te quero. Porque sei que deixaria tudo para estar contigo. Porque sou assim quando gosto. Porque sou assim, não te quero.
“Estarias disposto a mudar a tua liberdade por mim?”... esta pergunta ficou no ar. É a pergunta que mais incomoda. Que mais confunde. E eu? Estaria disposta? Eu sou livre. Não tenho nada. Tenho uns putos moveis para pagar até Julho. E depois acaba o tempo. Acaba o limite. E não sei o que farei. Não sei para onde irei. Mas sei que não fico aqui toda a minha vida. Sei que aqui não é o meu lugar. Mas… será aí? A teu lado? Não te quero. Não te mereço. És bom demais.

Estou destinada a ficar sozinha. E a lidar com isso. Quem sabe, aos meus 40… mude de ideias. Mas não mereço alguém tão bom, tão inteligente, tão culto, tão louco como tu. És bom de mais. E eu sou eu. Sou o que vês. Não tenho nada. Tenho a minha loucura. Tenho um coração ferido. Fechado. Apertado para não querer saltar por aí de coração em coração alheio. E tu, com um sopro, desapertaste-o de uma maneira inacreditável. E por isso, não te quero.


Eu avisei que não me ia apaixonar por ti. E não vou. Porque não te quero.