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Não (te) quero
Estou cansada de andar
em busca de algo. Sempre em busca do que agora julgo ser o impossível. Daquilo que
imagino na minha cabeça. Um dia já senti. Um dia já tive. E por falta de
maturidade perdi tudo. (não era a altura certa)
E quero acreditar que hei-de voltar a encontrar. Mas depois deixo de querer
acreditar. Há coisas, minhas, muito minhas, que não consigo dizer. Evito ser
pesada. Mas estar muito tempo sem resposta, sem saber onde anda, que faz, se
está bem… incomoda-me. Não gosto de ausências. Não gosto de não saber. Sou muito
curiosa. E preocupada. Mais ainda se está longe.
Isto tudo porque…
não te quero. Minto. Mas não te quero. Minto a mim mesma. Defendo-me.
Não tenho o que precisas. Não tenho poiso. Sou passarinho voador sem nada. Apenas tenho as minhas asas e voo por aí, sem ter onde ficar.
Não te quero. Porque não sou estável. Porque ainda não descobri o meu sítio. E não quero estar no sítio de ninguém. Quero escolher o meu. E ainda não escolhi. Quero ter o meu. E ainda não tenho. Porque me conheço muito bem. Não te quero. Porque sei que deixaria tudo para estar contigo. Porque sou assim quando gosto. Porque sou assim, não te quero.
Não tenho o que precisas. Não tenho poiso. Sou passarinho voador sem nada. Apenas tenho as minhas asas e voo por aí, sem ter onde ficar.
Não te quero. Porque não sou estável. Porque ainda não descobri o meu sítio. E não quero estar no sítio de ninguém. Quero escolher o meu. E ainda não escolhi. Quero ter o meu. E ainda não tenho. Porque me conheço muito bem. Não te quero. Porque sei que deixaria tudo para estar contigo. Porque sou assim quando gosto. Porque sou assim, não te quero.
“Estarias disposto
a mudar a tua liberdade por mim?”... esta pergunta ficou no ar. É a pergunta
que mais incomoda. Que mais confunde. E eu? Estaria disposta? Eu sou livre. Não
tenho nada. Tenho uns putos moveis para pagar até Julho. E depois acaba o
tempo. Acaba o limite. E não sei o que farei. Não sei para onde irei. Mas sei
que não fico aqui toda a minha vida. Sei que aqui não é o meu lugar. Mas… será
aí? A teu lado? Não te quero. Não te mereço. És bom demais.
Estou destinada a
ficar sozinha. E a lidar com isso. Quem sabe, aos meus 40… mude de ideias. Mas não
mereço alguém tão bom, tão inteligente, tão culto, tão louco como tu. És bom de
mais. E eu sou eu. Sou o que vês. Não tenho nada. Tenho a minha loucura. Tenho um
coração ferido. Fechado. Apertado para não querer saltar por aí de coração em coração
alheio. E tu, com um sopro, desapertaste-o de uma maneira inacreditável. E por
isso, não te quero.
Eu avisei que não
me ia apaixonar por ti. E não vou. Porque não te quero.
Quero (te)
Quero-te
conhecer. Quero saber tudo de ti. O bom e o mau. Quero que me contes tudo. Que nunca
me escondas nada. Quero que saibas cada pedacinho de mim. Por muito que nem
tudo seja bom. Quero que saibas tudo. Quero ir devagar. Mas quero ir. Não quero
que esta sensação acabe. Quero sentir me bem. Quero que te sintas bem comigo. Quero
sorrisos. Quero alegrias. Quero surpresas. Quero surpreender. Todos os dias.
Quero descobrir. Quero ir devagar. Muito devagar. Não quero pressas. Nem pressões. Não quero ilusões. Nem desilusões. Não quero que desistas. Não quero que mudes. Não quero que me mudes. Não quero desistir.
Quero sentir calor. Quero borboletas. Quero saudades. Quero euforia. Quero paixão. Quero tudo. Quero contigo. Quero fazer-te feliz.
Quero descobrir. Quero ir devagar. Muito devagar. Não quero pressas. Nem pressões. Não quero ilusões. Nem desilusões. Não quero que desistas. Não quero que mudes. Não quero que me mudes. Não quero desistir.
Quero sentir calor. Quero borboletas. Quero saudades. Quero euforia. Quero paixão. Quero tudo. Quero contigo. Quero fazer-te feliz.
Keep Calm... or what?
Não sou uma
pessoa calma. Para nada. E quando mexem comigo pior ainda.
Se não estou
contente, nota-se. Se me desiludem, nota-se. Se me magoam, nota-se. Se me dizem
duas palavras bonitas, derreto-me. E meia hora depois… não acredito nelas. E isso,
nota-se. Se vejo que não lutam por mim, nota-se em mim uma ligeira mudança de
comportamento. Mas mesmo assim, nota-se. Se me ignoram, fico fodida. E aí sim,
nota-se!
E quando tentam estragar os meus sonhos, saiam da frente! Porque aí sim, nota-se! E não é pouco!...
E quando tentam estragar os meus sonhos, saiam da frente! Porque aí sim, nota-se! E não é pouco!...
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