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A minha busca. A minha aprendizagem.

Aos poucos estou a habituar me a estar sozinha. Pensava que ia ser muito mais difícil mas afinal até me suporto muito bem. Confesso que ainda passaram poucos dias e as crises podem aparecer, mas será esse o momento crucial para eu aprender.

Estou em fase de aprendizagem constante. Ou porque arranjo torneiras, ou porque consigo acordar pela manha com o despertador sem que ninguém me acorde, ou mesmo porque consigo estar em silencio em casa sem medo, sem paranóias, ou seja, simplesmente comigo mesma.

Já tive tempo para organizar a minha casinha nova. Já preparei toda a roupa (apesar de ainda não ter montado o armário…por preguiça), já organizei as minhas papeladas em capas, com post-its e canetas com cor (muitas horas no Pinterest geram bastantes ideias), tenho tudo no seu sítio e o único que me faz desesperar (no bom sentido) são os moveis. 
Confesso que preciso urgentemente dos meus moveis! Preciso da mesa para poder me sentar e escrever tranquila sem estar no chão e mudar mil vezes de posição porque ou me dói a perna ou me doem os pés. Preciso do sofá, para quando chegar ao fim do dia e me atirar (literalmente) para lá depois de tirar os sapatos! Depois, claro que também me faz falta o móvel da tv que, mesmo não tendo televisão ainda, tenho uma caixa com coisas super giras de decoração que ainda não tenho onde as por… e por fim, mas não menos importante, a cama! Ainda não tenho cama! Tenho um pequeno colchão individual (no chão) onde durmo aconchegada nas mantas que me emprestaram.  

Em breve, muito em breve, terei tudo aquilo que desejo. Será tudo meu. Estará tudo pago aos que me emprestaram. Estará tudo devolvido. Favores agradecidos e toca começar de novo!

Se há coisa que aprendi foi a valorizar a minha honra e a minha dignidade. Tenho muito mais valor do que pensava. Sou muito mais importante do que aqui que me pinto! E, por isso, quando tudo estiver pago/devolvido/agradecido, acabam se os pedidos, os favores e o toma-lá-dá-cá. Porque as pessoas ajudam, é verdade! Mas sempre, SEMPRE, pedem alguma coisa em troca. Sempre há um momento, por muito pequeno que seja, onde as pessoas de certa forma (intencional ou não) atiram à cara “tudo o que fiz por ti” ou “tudo o que te ajudei”. E nós ficamos… “obrigado” e “não esquecerei” mas sentimo-nos mal! Porque é triste pedir ajuda e estar pendente de outrem. É mau. É horrível. E eu não volto a passar por isso outra vez!

Sempre que quiser ajuda, peço aos meus pais. Que são os UNICOS neste mundo que me ajudam sem nunca mas NUNCA me pedirem nada em troca! Por vezes nem do “obrigado” precisam. (apesar de eu lhes agradecer tooooodos os dias, tuuuudo o que fazem por mim)


Concluindo, há gente boa, mas não há santos na Terra! Há gente que ajuda, mas se tens uma mínima falha já te estão a atirar pedras. As pessoas são más! E eu sempre vi bondade em toda a gente! Está na hora de isso mudar! Porque não há gente boa! Boa, sim; mas 100% boa??? NINGUÉM! 

Que moleza!

Apesar de hoje (já) ser Terça-feira, parece me Segunda! Bah! 
Está um tempo esquisito. Calor de trovoada. Calor que dá moleza. 

Já andei muito hoje e ainda tenho muito que andar.... 
Por fim já vou ter internet em casa! Vou só "ali" configurar o router para ter uma password disponivel só para mim (que eu nao ando aqui a oferecer net a ninguem!) e pronto! Já poderei escrever em casa, nas calmas do meu lar, sem ter de o fazer na loja! ;)

Estou feliz. Está tudo a andar para a frente! GraçàDeusné?
Tudo vai ficar bem. Eu tenho fé. 

Agora um poema...













Dia de Portugal vs Dia da mãe


Hoje celebra-se o dia de Camões. Dia de Portugal.

País este que está a cair aos pedaços. País este que me fez abandoná-lo um dia. País com pessoas mesquinhas e falsas. País solidário mas falso.
Tenho orgulho de ser portuguesa, sim, mas não consigo encaixar neste meu país. Quero mais. Anseio mais. Porque o que tinha de ver já vi e nada mudou. Adoro o norte de Portugal, o Alentejo (Évora é a minha cidade preferida de todo o Mundo!!!) , amo o Algarve! Mas nada evolui. O norte continua igual, o Alentejo cada vez mais deserto e o Algarve vazio e triste.
Portugal devia ser um país feliz. Temos mar, montanha, recursos… e não os sabemos valorizar nem utilizar correctamente.

Por tudo isto, tudo o que me une a Portugal é o lar que lá tenho. A família que me quer muito. A minha casa na ribeira, o meu cão sempre à janela e os meus pais que me são tudo.
E falando de pais e de país… hoje a minha mãe faz anos! Parabéns para ela!


Estou longe mas estou aqui! Com os pais e com o meu país. E amo-te mãe. Mais que tudo!

Eu consigo!

Após um bom jantar, uma garrafa de vinho que levou a uma borracheira e uma boa conversa, chego à conclusão que ando à procura daquilo que não devo. 

Explico: toda a minha vida (não procurei mas) encontrei sempre rapazes que se apaixonaram por mim, faziam tudo por mim e nunca dava certo porque ou eles não me suportavam ou eu me cansava deles.

Sendo assim, chego à conclusão que afinal o que eu preciso não é de um namorado ou pessoa que me acompanhe. Eu preciso e tenho de me aceitar a mim primeiro. Coisa que nunca o fiz. Nunca soube estar sozinha. Nunca lidei com a solidão e por isso andei sempre em busca de alguém que me aceitasse e me acompanhasse.

Pois agora está na altura de tentar viver sozinha e não procurar mais nada nem ninguém.
E isso tudo começou ontem; quando decidi eu mesma (!) desentupir a torneira da casa de banho nova! Cheia de cabelos e toda suja e eu, corajosamente, arranjei e limpei tudo!


Próximo passo: montar um armário! :)

O problema sou eu.


E como hoje é um novo dia, há que começar de novo! Cada dia é um novo dia e há que vivê-lo ao máximo!
Estou de volta! A força escondida voltou. Foi preciso ficar sozinha para que esta força que tenho dentro saisse cá para fora e se revelasse! E hoje foi assim que acordei! Cheia de vida, cheia de força para seguir em frente! Nao estou feliz! Nao, nao estou. Porque mais uma vez, acaba-se uma relaçao. Mais um laço quebrado. Mais um falho.

A culpa é minha. (é sempre!)
Eu sou a típica mulher dificil. Aquele tipo de mulher que faz de um pequeno problema, um filme de terror. Aquele tipo de mulher que nunca sabe o que quer, como quer e quando quer. Aquele tipo de mulher em constante TPM psicológico. Um TPM crónico. Nao há cura! É impossivel mudar isto. É impossivel ser outra pessoa. É impossivel que alguem me aguente. OK. Até aqui chegamos. 

O que tenho de fazer agora é dar me conta disto, meditar muito sobre o assunto e perdoar-me. Pedir perdao a todos os amigos, namorados, conhecidos, fuck friends, etc. que me suportaram por um curto ou longo tempo e aceitar-me como sou. Nao consigo ter uma relaçao séria. Nao consigo! É impossivel! Dura um tempo e depois eu entro em paranoias e acaba/acabo tudo. 

Nao posso andar a tentar ter alguem porque no final o problema sou sempre eu! 
"It's not you, it's me!" 
Desta vez a expressa aplica-se! O problema aqui sou eu! Sempre fui e sempre serei. 

E o problema...o maior problema... é que a unica pessoa que me entende a 100%...nao funcionamos. (visto que ja tentamos duas vezes e acabamos (acabei eu obvio!) e nao estou para andar por aí a magoar pessoas.)

Oh Relvas...nao há por aí um curso de "Relacionamentos"? É que se há, já posso ter equivalencia e ser Senhora Doutora Licenciada em Relacoes Falhadas!

Just a fact.