(ninguém chora porque quer)
“E de repente o meu
mundo dá outra volta. É impossível ter calma! É impossível sentir me completa e
bem comigo mesma e com os outros se as coisas me estão a correr tão mal! Se
tudo me diz para desistir. Se me sinto tão fraca e tão vulnerável. Se não consigo
encontrar a paz que tanto busco. Se não consigo ter a estabilidade que anseio. Com
o homem maravilhoso que tenho ao meu lado. Não consigo estar bem com ele se
tudo à minha volta se esmorece. Se tudo se vai destruindo aos poucos. A casa, o
armário, os sonhos. Como posso sonhar? Como posso acreditar que há uma fé
divina aí em cima a olhar por mim se ultimamente é só desgraças? Se o único que
tem acontecido têm sido coisas más… problemas no trabalho, problemas de
dinheiro, problemas na casa, problemas comigo, com o meu corpo, com o meu bem
estar, com a minha saúde… onde andam as coisas boas? Escondidas de mim? A fugir
de mim todos os dias? Serei assim tão má pessoa? Serei assim tão horrível? Serei
um monstro que merece todo este karma? Acredito que tudo se paga neste mundo e
tenho plena consciência que muitos azares da minha vida foram por culpa de
alguns erros que eu própria cometi. Assumi os erros e assumi as consequências. Mas
e quando vês que não tens razoes para estar tão mal? se o que faço é sempre o
bem? Se apenas me defendo contra os ataques das outras pessoas. Não quero nem desejo mal a
ninguém! Apenas quero defender me! E lutar pelo que é meu! Isso faz de mim má
pessoa? Faz me merecer todo este azar?...”
(texto escrito em
papel em modo choro, nervos e caneta partida em dois no final…)
E hoje, o sol
apareceu… a esperança voltou. Ou isso quero acreditar. Tenho os problemas do
meu lado e, por isso, poderei solucioná-los e defender-me (mais uma vez).
Uma coisa é certa
e hoje já me confirmaram: tenho uma casa nova! Sem humidade e bem bonita. Que venha
o sol porque estou muito cansada desta tempestade em cima da minha cabeça.
(Tudo acontece por uma razao)














