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Pensar mata.

Nao podemos fugir aos nossos pensamentos por mais que tentemos. As coisas não se podem esconder todos os dias por mais que queiras ou tentes. Há dias dificeis. Desses que acabas por pensar no que não queres falar. E sem querer falas sem pensar. Mas calaste depois. Com medo de magoar, com medo de dizer algo que depois te arrependes. É uma merda. É difícil. E eu já estou a divagar. Já estou a explodir. Chega por hoje. Estou de férias. Não quero pensar. Quero aproveitar estes dias. Quero sentir este calor. Quero sentir me bem todos os dias, horas e minutos do dia. Quero amar muito porque ele escolheu me a mim e a mais ninguém. Porque ele ama me a mim. E eu com estes medos porque o amo tanto e tenho tanto medo... Tenho medo de pensar. Não quero pensar mais. Chega por hoje.

Hoy en día

Trabalho-casa-trabalho. Tem sido assim sempre. Com jantaradas, cafés e passeios curtos pelo meio. Estar casada é a melhor coisa do mundo! Ter alguém ao nosso lado (sem colar muito) é fenomenal! Estou assim, ah e tal, muito feliz! E ai daquele que queira estragar isto!!! Grrrr!!! :)

Tem sido isto...




I love my new real life ;)

O início....há 4 anos...

No dia 18 de Janeiro de 2008 fui embora de Andorra...

(pausa)

Hoje, passados 4 anos, estou aqui de novo. Já estamos a 19 mas dei-me conta quando parei num café que não ia há 4 anos. Vinha no meu passeio de dia de folga e, como estava com fome, procurava um bom café com bolos. E deu-me um dejá-vu. Já tinha sentido isto antes. Olhar para dentro de um café e ver aqueles bolos tão bons, aquela senhora que me sorria mesmo estando eu sem saber se entrava ou não na pastelaria. E entrei. E cheirei. E reconheci aquela senhora francesa tão simpática que ainda estava lá a trabalhar. Pedi-lhe um bikini (uma tosta mista) pois lembrava me de ter ido lá e serem as melhores de sempre. E sentei-me. Na mesma mesa de há 4 anos. Fiz uma flor de papel tal como há 4 anos atrás. Comi a olhar para as montanhas. A lembrar-me de tudo. A pensar como fui capaz de ir embora há 4 anos...
E tenho 4 anos parados na minha vida. Sim, aproveitei de tudo, fiz de tudo, vivi o que tinha para viver, mas sei, que podia tê-lo feito de outra maneira, com o meu actual marido. Mas talvez se não tivesse ido embora há 4 anos, hoje não estaria aqui. Hoje não conseguiria enfrentar tudo o que tenho passado. Não tinha lutado pelo meu marido, desta vez, com vontade real de lutar.
Sei que sou uma pesada. Sei que sou paranóica até. Mas sei muito bem que sou uma lutadora. Que tenho uma personalidade vincada e que dificilmente mudo de opinião. E o marido aguenta tudo. Aceita, entende, ajuda. É o melhor marido do mundo! E ainda assim, eu tenho ciumes!

*é normal ter ciumes?*
Quando se ama de verdade...sim, é normal!

Resumo.

Se eu viesse aqui muitas vezes seria porque a vida real não me agradava. Ora se não venho, é porque estou meeeeesmo bem!! =)
Do not disturb this, please! Thank u!

(Re)Aparecer....

Eu sei que tenho andado longe, distante, desaparecida. Mas na verdade há mais de um mês que não vinha aqui e já estava a morrer de saudades de ter um tempinho para escrever.
Aqui não há tempo, não há espaço, não há nada. Vives um dia de cada vez e quando dás por ela passa tudo tão rápido que já estás nos ultimos dias do ano.

Casei faz hoje um mês. O meu ultimo post foi a 26 de Novembro. A 27 fui a Portugal e a 29 de Novembro casei pelo civil. Entretanto estive (e ainda estou) a habituar me a esta nova vida. Não tem sido fácil. Aliás, tem sido muito dificil. Tenho passado por tudo, coisas boas e coisas más. Custou me imenso arranjar emprego. Sem papéis aqui não trabalhas. Não és ninguém (só se fores turista). Com tanto desemprego, quem tem vontade de trabalhar é inutil. Sendo assim, após casar, tornar me uma cidadã andorrana/emigrante, consegui um emprego.
Estou a tentar aguentar o stress que é trabalhar na época natalícia em Andorra. Apesar da crise, há muito trabalho, muita confusão e muito mas muito stress. Nem sei como aguento...
Durante as horas de trabalho tenho o meu coração a mil à hora e sem tomar calmantes posso ter um enfarte... e lamentavelmente não estou a brincar com isto... A muito custo vou me aguentando. Com 15 dias de trabalho já me habituei à lingua, às pessoas, aos clientes bons e maus, à (des)organização no local de trabalho e a acordar cedo.

Dizem que são os momentos mais dificeis que fortalecem uma relação. Eu confirmo. Porque estou a cada dia com mais certezas que nunca. Fiz a escolha certa ao casar com este homem que dorme comigo todas as noites. Porque sem ele, eu não conseguia aguentar estar aqui. Com o stress diário, a falta de dinheiro, a necessidade de mandar pessoas à merda e não poder fazê-lo. E então, quando estou com ele, a calma volta. Tudo volta a ser cor-de-rosa.
Ultimamente tenho andado com crises... Crise de auto-estima, crise de ciumes ridículos e desnecessários e crise de não-sou-boa-esposa. Mas, na realidade, estou a ser aquilo que todas as mulheres normais são. Tenho ciumes, ajudo em casa, trabalho como ele, fazemos planos para o futuro... isto é ser normal. E eu nunca fui assim.

Sempre fui do tipo de mulher que estava hoje bem e amanhã já queria mudar alguma coisa. Nunca tinha tido ciumes só por ver um namorado/marido com uma amiga, ou por saber que outra mulher tinha tentado alguma coisa com ele. Nunca me tinha passado pela cabeça ficar em casa só porque ele não quer sair. Mesmo que ele não saisse, saía eu. (agora não saio sem ele) Nunca me tinha deitado às 11.30h só para poder estar mais uns momentos na cama aos mimos antes de dormir... Eu nunca fui assim. Eu nunca tinha amado ninguém. Esta é a realidade dos factos. Porque quando se ama, dói. E eu nunca tinha acreditado nesta frase.

E, por incrivel que pareça, eu não estava habituada a isto. Não estava habituada à rotina de uma vida a dois. A trabalhar, chegar a casa e ter um abraço forte, a dormir e pensar "amanhã é mais um dia...com ele". Não estava habituada a querer estar com uma pessoa "para sempre". Sempre pensei "um dia irá acabar" e neste momento, não penso assim. Agora faço planos. Planos para o futuro. Cão e/ou gato? Menino ou menina? Um filho ou dois? Coisas que se falam quando somos jovens mas que não têm sentido porque "ainda é cedo". Agora estou casada. Agora já não é cedo. Agora é a hora. É o momento que realmente falas do assunto e contas os anos ou os meses para isso acontecer... Primeiro um cão (ou um gato), e depois daqui a 3 ou 4 anos um filho, para podermos ter um segundo... são conversas reais. Não são conversas utópicas do tipo "e se"...

Estou a tentar. Estou a lutar por ser melhor. Mesmo quando o passado nos ataca, eu gosto de pensar "já não sou aquilo que já fui". E tenho orgulho em assumir isso! Tenho orgulho em amar este homem, em confiar nele a 100%, mesmo com medos incluidos.

Não estou habituada a isto. A gerir tempos. Espaços. Ciumes. Relacionamentos. Não estou habituada a ter uma amiga. Não estou habituada a que essa mesma amiga seja a melhor amiga do meu marido. Sempre foi o contrário. Eu é que tinha amigos e eles é que aguentavam e aceitavam... Não estou habituada a estar casada.
Mas mesmo assim, quero habituar-me. Quero aprender a lidar com isto tudo porque é mesmo bom! É tão bom sentir me amada. Quero poder conhecer mais gente para não me sentir tão sozinha. Aos poucos vou fazendo boas amizades.

...

Mas quando vou abaixo... o mundo cai-me em cima. Choro a toda a hora. Custa me ultrapassar certos medos. Custa me tanto aguentar. Tenho crises de panico. Graves. Sensações que vou morrer. Porque é tudo tão bom e tão mágico que eu às vezes penso que não mereço isto. Eu nunca estive tão bem... e por isso não sei lidar com a felicidade. Não sei estar bem todos os dias. E crio filmes na minha cabeça só para poder ficar mal... e é horrivel. Mas toda a minha vida foi assim. Sempre que estava bem esperava pelo dia que tudo corresse mal. E aqui...por muito que pareça dificil o dia, estou sempre bem. Porque tenho alguém que me ama de verdade e eu amo também. Porque chego a casa e tudo acalma. Tudo passa. E eu não estava habituada a isso. Não estou habituada a ser feliz. A sentir me completa. E a fazer aquilo que quero e gosto. E é tão bom!...